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Mostrar às Crianças o que é Mais Importante

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Tedd Tripp

Vivemos em um tempo perigoso. O evangelismo moderno reduziu a mensagem e o propósito do evangelho. Muito do cristianismo evangélico se focaliza em levar as pessoas a fazerem a oração do pecador, de modo que sejam asseguradas de que irão ao céu. O âmago do evangelho é a glória de Deus. Ele é tão zeloso de sua própria glória (Is 42.8), que enviou seu único Filho para redimir pessoas corrompidas, indignas e pecadoras. O Filho era tão zeloso de sua própria glória, que orou expressando o desejo de que seus discípulos vissem a sua glória (Jo 17.24). A glória de Deus moveu o seu coração a escolher um povo (Rm 9.23). O âmago do evangelho é a glória de Deus.
O propósito de Deus em estender sua graça às pessoas caídas é a sua glória. Deus é glorificado quando é valorizado acima de todas as coisas. Deus é glorificado quando é considerado um tesouro. Deus é glorificado quando é o nosso bem mais valioso. Deus é glorificado quando é nossa fonte de deleite. Deus é glorificado quando você mostra que Ele é o Ser mais maravilhoso e todo-suficiente no universo. O âmago do evangelho é a glória de Deus. Considere o Salmo 96: Cantai ao SENHOR um cântico novo, cantai ao SENHOR, todas as terras. Cantai ao SENHOR, bendizei o seu nome; proclamai a sua salvação, dia após dia. Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas.
Observe que a proclamação da salvação é uma proclamação da glória de Deus. Ele é tremendo; portanto, deve ser grandemente louvado. Deve ser temido acima de todos os deuses. Esplendor, glória e majestade lhe pertencem. Ele reina. Deus é glorioso, cheio de esplendor e majestade. Deus não existe para o homem; o homem existe para Deus. O evangelho de Jesus restaura o homem caído, corrompido, para que este seja um verdadeiro adorador de Deus. Estas verdades confirmam-se a si mesmas para os seus filhos. O Deus da Bíblia, o trino Deus, é o único, o supremo objeto de nossa adoração.
Lembra-se da parábola do reino, em Mateus 13.44? “O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo-o achado, escondeu. E, transbordante de alegria, vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo.” Recorda o que o homem fez, ao encontrar o tesouro? Ele o escondeu novamente. Transbordante de alegria, ele foi e vendeu tudo, para comprar aquele campo e possuir o tesouro. Ele não vendeu tudo motivado por um senso de obrigação. Você pode imaginá-lo achando o tesouro e dizendo a si mesmo: você não sabia que eu acharia um tesouro naquele campo? Odeio quando isto acontece comigo! Agora, terei de vender todos os meus bens, de modo que possa comprar aquele campo idiota e possuir aquele tesouro”. É ilógico pensar que ele se desfez de tudo por um senso de dever. Motivado por um profundo senso de alegria, ele vendeu tudo o que tinha. O tesouro o deslumbrou.
Assim é o reino dos céus. Até que nossos filhos vejam a glória de Deus, na face de Jesus cristo; até que vejam que Ele é o Lírio dos Vales, a Brilhante Estrela da Manhã, o Único que é totalmente desejável; até que vejam e entendam que Ele é digno de abandonarmos tudo e que nada em toda a terra é mais importante do que conhecer e amar a Jesus, eles jamais O conhecerão, O amarão e O servirão. Podem até ser membros de igreja, ser cooperadores no acampamento de adolescentes, ou participar de viagens missionárias, mas, se não forem convencidos de que Cristo é o tesouro, jamais O conhecerão verdadeiramente. Você não pode superestimar a importância de mostrar aos seus filhos a glória de Deus. Se os seus filhos não sabem quem é Deus, como Ele pensa, o que Ele sente e por que faz o que faz, não terão qualquer motivo para encontrar gozo nEle, nenhuma razão para celebrar a sua bondade abundante, nenhuma base para achar satisfação nEle. Deleite em Deus não pode ocorrer em um vácuo intelectual. Seu cuidado em mostrar e revelar as maravilhas do glorioso ser de Deus é crucial para seus filhos.
Regozijo em Deus é o fruto do que você sabe ser verdadeiro a respeito dEle. O calor espiritual do gozo, deleite e admiração na face de Deus não pode acontecer em um vácuo conceitual.

Use a Palavra na Criação de Filhos

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Thabiti Anyabwile

Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos, a fim de que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes; para que pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos; e que não fossem, como seus pais, geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus (Salmos 78.5-8).
O Senhor Deus do céu proveu graciosamente sua Palavra (seu "testemunho" e "lei") como uma estratégia e conteúdo fundamental para a criação de filhos (v. 5). Ele "ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos". Vemos o mesmo propósito em Deuteronômio 6.
Por que Deus manda seu povo ensinar sua Palavra, em vez de alguma outra metodologia ou assunto, para instruir a descendência piedosa que ele promete (Ml 2.15)? Por que não vídeo games? Por que não escolas públicas ou particulares? Por que não a aplicação das últimas descobertas da psicologia, sociologia, teoria educacional ou auto-ajuda? Por que os pais não devem simplesmente delegar isso aos mais bem preparados, mais bem educados, mais bem vestidos e mais requintados?
Parece que Deus designa sua Palavra e, especificamente, a paternidade realizada sob a direção de sua Palavra para cumprirem vários objetivos:
1) Para que gerações de famílias – e não apenas indivíduos – conheçam seu testemunho e sua lei (v. 6). Deus tem uma visão de que nossas famílias conheçam e andem em sua Palavras, de geração em geração. Deus planejou a família como a única instituição que deve levar avante esse propósito que inclui múltiplas gerações. O único conjunto consistente de relacionamentos que alcança as gerações são os relacionamentos de avós-pais-filhos-netos. Timóteo é nosso exemplo: "Pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti... Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus" (2 Timóteo 1.5; 3.14-15).
2) Para que nossos filhos ponham sua confiança em Deus (v. 7a). Como pais cristãos, "temos posto a nossa esperança no Deus vivo, Salvador de todos os homens, especialmente dos fiéis" (1 Tm 4.10). Não temos "maior alegria do que esta, a de ouvir que" nossos "filhos andam na verdade" (3 Jo 4). É a Palavra de Deus que pode tornar nossos filhos sábios para a salvação, por meio da fé em Jesus Cristo. As Escrituras dão testemunho de Cristo e nelas está a vida eterna. Se o alvo de nossa criação de filhos se conforma com o alvo de Deus para a nossa criação de filhos, então devemos usar a Palavra de Deus resoluta e fielmente para incentivar nossos filhos a colocarem sua esperança em Deus. As escolas ensinam nossos filhos a terem esperança na educação. Música e entretenimento ensinam nossos filhos a terem esperança na popularidade e serem "legais". Os gurus de auto-ajuda ensinam nossos filhos a terem esperança em si mesmos. Mas nós proclamamos: alguns confiam em carros, outros, em cavalos, nós, porém, confiamos em o nome do Senhor, nosso Deus! Isso é a chave da paternidade bíblica e da esperança de cada pai e mãe crente. Portanto, devemos ensinar aos nossos filhos a Palavra de Deus em e como nossa paternidade.
3) Para que nossos filhos não esqueçam as obras de Deus (v. 7b). Em Salmos 78.9-10, logo depois da grande afirmação do desejo de Deus nos versículos 5 a 8, a Palavra de Deus nos diz que os efraimitas "não guardaram a aliança de Deus, não quiseram andar na sua lei; esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes mostrara". Esquecer a Deus é a coisa mais perigosa na desobediência. Que obras grandiosas Deus havia realizado na criação e libertação! É uma coisa surpreendente que essa Realidade fosse esquecida! Mas nós esquecemos. Nossos filhos esquecem. Retemos coisas triviais (brincadeiras favoritas, listas de compras, etc.), enquanto temos pensamentos vagos sobre Deus. Nosso esquecimento é nossa reversão pecaminosa à bestialidade. Mas nossa lembrança é nosso esforço ativo em direção à piedade. Lembrar é uma obra capacitada e impulsionada pela graça de Deus, por meio de sua Palavra. Se nossos filhos devem lembrar-se de Deus, o que ele ordena e deseja, eles precisam manter os registros da obra e da pessoa de Deus gravados em sua mente. Portanto, devemos exercer a paternidade pelo ensino das Escrituras Sagradas aos nossos filhos, para que eles não esqueçam.
4) Para que nossos filhos guardem os mandamentos de Deus (v. 7c). A Bíblia mantém uma forte conexão entre o lembrar e o obedecer (ver, por exemplo, Dt 8.11-20). Não podemos obedecer o que esquecemos habitualmente. Há uma afirmação óbvia na psicologia organizacional que diz: "O que é medido é feito". Medir auxilia a lembrança, que, por sua vez, impele a realização. Os evangélicos ficam nervosos sempre que a obediência entra na discussão espiritual. Mas não devemos. Tão naturalmente quanto esperamos que nossos filhos nos obedecem, devemos esperar que obedeçam a Deus e exortá-los a isso – não por causa de justiça, mas por causa de amor. Três vezes o Senhor disse aos seus discípulos: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos" (Jo 14.15, 21, 23). A obediência é o fruto excelente de um raiz de amor. Havendo ensinado nossos filhos a colocarem sua confiança no Senhor, por meio da fé em Cristo, não ousamos torná-los pequenos antinomianos, negando o lugar do mandamento, da lei e da obediência em seguir o Salvador. Queremos que eles sejam santificados na verdade – a Palavra de Deus é a verdade. Queremos que eles sejam conformados, pela graça de Deus, mediante a fé, à semelhança do Salvador. Precisamente porque o Senhor Jesus Cristo é a nossa santidade (Hb 10.14), queremos que nossos filhos sigam a santidade por meio da fé e da obediência motivadas por graça.
5) Para que nossos filhos não sejam obstinados e rebeldes, e sim firmes e fiéis (v. 8). Oh! que vejamos nossos filhos andando na verdade, e nunca se desviem para a esquerda ou para a direita, nunca tenham um coração frio, nunca sejam tentados pelas canções sedutoras do mundo ou caiam no laço do Diabo! Oramos assim. Mas devemos, também, ensinar a Palavra de Deus com esta esperança e visão de firmeza e fidelidade. A exortação de Hebreus 3.12-14 se aplica muito bem à criação de filhos: "Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado. Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos". Substitua a palavra "irmãos" por "pais" ou substitua "mutuamente" por "filhos", e assim temos ordens para encorajar nossos filhos diariamente na Palavra de Deus.
Que o Senhor nos torne fiéis no ensino de sua Palavra aos filhos que ele confiou ao nosso cuidado. A Palavra de Deus não volta vazia. Creiamos nela e a usemos no criar os nossos filhos!

Treinadores de Criança

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Cristiane Sahium

Nossas crianças possuem ferramentas natas para agirem conforme suas mentes e corações mandarem. Nem sempre estas reações e atitudes vão de acordo com o que os pais esperam, principalmente na vida social cristã.

Mas o que nós, que somos pais, esperamos?

Esperamos que nossos filhos saibam, em um passe de mágica, sem muitas repetições, tudo o que parece ser tão óbvio e natural para vivermos bem em todos os âmbitos da nossa vida!

Aprendemos, com o passar do tempo, a linha tênue entre o que é seguro ou perigoso, temos a receita, está pronta, é só seguir. Tentamos, com nossa experiência, blindar nossos filhos para que não passem pelo que passamos para aprenderem... ledo engano!

Treinamos para que a criança passe do peito para a mamadeira, e depois para o prato. Treinamos para que ela use o vaso sanitário, treinamos para que ela se vista, treinamos as primeiras palavras, balbuciando sons que, para nossa idade, parecem tão engraçados. No entanto, deixamos, ou não acreditamos, que uma vida de qualidade, seja em relacionamentos com amigos, ou na vida cristã, também precisa ser treinada, e vai além do usual "por favor", "obrigado" e "desculpe". Uso o termo treinar como uma ação repetida da educação inicial. Portanto, treinar é educar de maneira repetida, continuada, como se faz com um atleta.

Para alguns pais, certos lugares são uma verdadeira tortura:

Festas de aniversários: Alguns pais fazem da festa um ambiente para a disciplina e promessas: "nunca mais te trago em uma festa" ou "quando chegar em casa...". Mercados e lojas de brinquedos: Ir nesses lugares é um bom exercício para que os pais treinem domínio próprio, pois nessas situações podem sempre ver aqueles pequenos corpinhos se retorcendo com uma crise de B.I.R.R.A. (Braços Irados Repuxados Revoltando Adultos) para conseguirem o produto que viram na TV. Ou, quem sabe, em lugares abertos, onde as crianças se comportam como bichinhos em cativeiros que, quando se veem livres, correm sem rumo e sem noção dos perigos, fazendo dos gritos dos pais uma suave e indiferente música aos ouvidos.

Mas qual a receita? Como compreender e ser compreendido?

"Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti." (2Tm 1.5).

Eunice e Lóide eram modelos, sabiam o que queriam com Timóteo. Um treinador só pode ensinar se ele entende e domina o que quer transmitir. Eunice e Lóide inculcaram a Palavra a Timóteo. O ato de inculcar exige treino, gotas pedagógicas todos os dias.

Mas como treinar esses pequenos que, a cada dia, possuem mais informações à frente do tempo cronológico? Como treinar crianças que não sabem ler, mas destravam todo tipo de senha de objetos eletrônicos? A verdade é que treinamos, mesmo "inconscientemente", como uma maneira natural da vida moderna.

Treinamos para quê? Somente para que tenhamos crianças que atendam a comandos na hora certa e que mostrem aos que estão ao lado que foi bem ensinada?

Bom, isso realmente soma pontos na sociedade, chamamos isso de pessoas que tiveram "berço". Ninguém gosta de estar ao lado de crianças que gritam e destroem tudo.

Mas há mais motivos para um bom treino que vão além da sociedade, e que valem muito para o mundo cristão: crianças bem treinadas e direcionadas são facilmente servos de Cristo. Por quê?

Porque são acostumadas, desde cedo, a dominar sua própria vontade e sentem prazer em fazer o que é bom, pois foram apresentadas e convencidas de que há alguém maior que elas, maior que papai e mamãe. Este ser maior é o Senhor Jesus.

Seria pesado demais se esse convencer viesse de nós. Ainda bem que quem convence é o Espirito Santo, e nós apenas "construímos" um ambiente de amor, bons exemplos e bases sólidas cristãs inegociáveis, para que Ele possa nos usar como instrumentos e agir no coração dos nossos filhos.

Ninguém disse que nossa missão seria fácil, mas existem 05 passos que podem facilitar  um treinamento eficaz para que todos da família tenham qualidade de vida:

1º - Não trabalhe sozinho. Acione Deus: Se nós queremos que nossos filhos tenham atitudes parecidas com as de Jesus, devemos orar e pedir sabedoria, criatividade, paciência e tempo de qualidade com nossos filhos.

2º - Escreva quais são as reais necessidades de seu filho, o que você sente que poderia ser trabalhado, seja na vida social ou espiritual. Se for social, brinque, brinque e brinque nas situações como festa, parque, família e etc. Nestas brincadeiras, mostre a ele como deve agir e comportar-se. Se for espiritual, o culto doméstico faz a diferença, pois é o contato diário com a Palavra.

3º - Seja amigo, escute seu filho, deixe que ele fale o que está sentindo. Se ele fala pouco, uma boa maneira de fazer com que ele se expresse é a brincadeira do limão e do brigadeiro. No fim do dia, no carro ou em casa, pergunte o que foi limão e o que foi brigadeiro naquele dia. É sempre bom que os pais comecem a falar sobre seu dia, pois as crianças podem ver que nós também passamos por aflições.

4º- Repita: A criança aprende por repetições. Quantas vezes temos que colocar o novo DVD que compramos? Então repita, inculque, mostre, sempre de maneira agradável, o que você realmente quer que fique retido na mente e no coração do seu filho.

5º - Não deixe poeira na sua Bíblia: Ok, nós pais cometemos erros nos métodos de criação dos filhos. Procuramos, juntamente com o cordão umbilical, o manual que deveria vir com nosso bebê, e que nos mostraria o botão on eoff, mas, infelizmente, não achamos. Descobrimos, então, (quando buscamos) que a Bíblia é o nosso manual, ela nos ensina, mesmo quando não enxergamos os métodos que queremos para o agora. O Espírito Santo nos ensina, através da Palavra de Deus, como devemos proceder em TODAS as fases da vida dos nossos filhos.

Infelizmente, não há mágicas na criação de filhos. Com certeza, esse treino árduo com eles redundará em frutos que não podemos ver agora, mas que farão o papel de mensageiros vivos, levando adiante o que ensinarmos.  Que Deus nos faça treinadores fiéis através da sua Palavra.

Enquanto Eles Ainda São Pequenos

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Jáder Borges
Algumas orientações para pais sobre televisão, computador, games e facebook.
Muitos pais me perguntam sobre "qual é a idade certa" para seus filhos terem acesso a games, programas de televisão, facebook, etc. Eu procuro responder que não existe uma idade certa, mas sim uma atitude certa dos pais para com tudo isso.
Vivemos em uma sociedade massacrante, na qual televisão, games e facebook acabam sendo um grande escape para pais, que, pelo menos, têm os seus filhos em casa e entretidos, quando estão atuando em seus locais de trabalho, ou quando trazem trabalho para resolver em casa (infelizmente) e os seus filhos continuam entretidos com tudo isso, mas em casa, deixando-os pelo menos trabalhar em paz. Mas, PAZ? Terá mesmo paz, pais que agem dessa forma? Pais que pensam assim?
Creio que a Primeira Infância é muito importante para a criança com relação aos seus pais: aproximação, segurança, confiança, autoridade e proteção. Tudo isso, vejo como presente de Deus aos pais para começarem a conquistar seus filhos, quando estes ainda são pequenos e por toda e para toda a vida. A primeira parte da considerada 'Primeira Infância1 'é até fácil, do ponto de vista dos desafios da criação: fixemos por um pouco naquela 'idade do bebê'. Muitos pais não têm dificuldades com isso, de tomar tempo, dedicar tempo, carinho, amor a uma criança nesta fase da primeira infância, por motivos que vão desde a linda e querida novidade (afinal, quem não gosta de ter um bebê em casa?) até as pequenas coisas de um bebê que encantam, como um sorriso 'que vale o dia' e o balbuciar das primeiras palavrinhas e sons. Bebês têm algumas questões que não exigem tanto dos pais em outras áreas: crianças de colo não falam [tanto] ainda (e por conseguinte, não perguntam); não andam (e exigem a sua companhia todo o tempo, para não cair, para não meter o dedo na tomada...), ainda não ligam para games e televisão (por eles, que ainda não sabem o que é isso, a tv pode passar o dia todo desligada). E bebês dormem bastante (um momento de descanso e até de alívio para os pais). Nesta fase da primeira infância, eu diria: os bebês não dão 'problemas eletrônicos e tecnológicos'. E neste quesito, obedecem muito bem. Vocês podem desligar a tv a qual estiverem assistindo (até a famosa Galinha Pintadinha, por exemplo) e substituí-la por uma banana lambuzada em um pouco de mel. Se vocês pais fizerem "aquele estardalhaço" para atrair a atenção da criança de seus um ano e seis meses, para a banana lambuzada em mel, esta 'nova e curiosa atração' poderá até ganhar da galinha pintadinha. Nunca fiz este 'teste' (até porque não tenho mais bebês em casa), mas desconfio que a banana lambuzada em mel seja um páreo duro para a Galinha Pintadinha.
O tempo passa muito rápido...
Mas tem, pelo menos, duas coisas que os pais de bebês esquecem, ainda dentro da janela da primeira infância: uma, é que bebês crescem e progridem nas suas vontades pessoais (e algumas são bem fortes!). Outra, é que bananas lambuzadas em mel enjoam. A Galinha Pintadinha atrai! É no início dasegunda fase da primeira infância (2 e meio, 03 anos...), quando o seu menino, a sua menina, não é mais 'tão bebê'', que começará a perceber rapidamente que tem um mundo fascinante de cores, luzes, cliques, que abrem a janela para o mundo inteiro! E aí, não tem banana lambuzada em mel que consiga frear este avanço ou desviar a sua atenção. Só quem consegue controlar bem são os pais. Por isso, algumas dicas LOGO CEDO para pais que não querem ver seus filhos contaminados e até viciados em eletrônicos pelo resto da vida. Creio firmemente que aquilo que a criança aprender, ela levará consigo pelo resto da vida (Pv 22.6). Então, vamos lá. Vamos a algumas dicas simples e práticas que, se bem conduzidas, poderão servir de princípios e valores para os seus filhos.
1. Não deixem as crianças expostas à tv. Com o advento da tv a cabo, existem hoje canais 24 horas dedicados às crianças e especializados em atraí-las e entretê-las, isto sem falar na vasta programação em outros canais mistos, que procuram ter a atenção de crianças de todas as idades. Ou seja: a exposição é grande, o aceso é fácil, mas também, as propostas são muitas, deformantes e tantas delas são mesmo cruéis. E o que o seu filho recebe logo cedo, ele não filtra. Engole. E aí, o que lhe passam, tantas vezes, não é mesmo saudável e deforma. Deforma o corpo, a mente e até o caráter. Será a vez do que eu chamaria, infelizmente, do "lixo com mel". Sua criança brasileira é uma das mais expostas à tv no mundo, sabia?! A Eurodata TV Worldwide2(Francesa) fez uma pesquisa e constatou que a criança brasileira passa, em média, 3 horas e 31 minutos por dia na frente de um aparelho de televisão. As crianças de hoje estão crescendo vítimas (não encontro outra palavra) de uma exposição ao consumo em massa. E o que isto poderá acarretar? Entre outras coisas, a insaciabilidade e o egoísmo que busca satisfação, dominando a mente de uma pessoa ainda tão jovem. Isso porque, a cultura do consumidor desses dias modernos [demais] tornou-se impessoal, no sentido de que as mercadorias são produzidas para um mercado de massa e não para indivíduos específicos, e também porque é universal, pois, em princípio, todos nós somos livres e iguais e podemos adquirir o que quisermos, conquanto sejamos levados a "ter que adquirir" tudo o que eles divulgarem, pois isto tornou-se caráter e consciência universal: "todos [na escola] têm, eu tenho que ter. Todos [na escola] são, eu tenho que ser".
Nesta onda do consumismo moderno, procura-se mais a gratificação da emoção e do desejo do que a satisfação de suas necessidades. Acredita-se no caráter individualista, em que os indivíduos decidem por si mesmos que bens e serviços desejam obter, e se conseguirem cativar uma mente infantil para este rumo, então, haverá mais um consumidor voraz na praça. Para tal consumidor, a insaciabilidade dos consumidores que caracteriza esta sociedade será a sua marca também. Assim, quando um desejo ou uma "necessidade" é satisfeita, outra "necessidade" já se achará à sua espera. A permanência de um sentimento de insatisfação e de um "eterno querer mais"; a existência de uma insaciabilidade para com novos produtos poderá agarrar a mente do seu filho, distorcê-la e não largar mais. Nestes nossos dias, a atividade fundamental do consumo não é a seleção, a compra ou o uso dos produtos, mas a procura do prazer imaginativo a que a imagem do produto empresta, sendo o consumo verdadeiro, em grande parte, um resultado desse hedonismo da mente: só serei feliz se tiver!
Então, enquanto os seus filhos ainda são pequenos... a) regulem bem a tv em sua casa. Que o controle do aparelho esteja na sua mão, pai/mãe, porque no dia que o controle remoto for parar na mão da criança, ela não largará e não entregará mais, a não ser com muito custo e brigas. DETERMINEM os programas e a quantidade dos mesmos que o seu filho poderá assistir. Lembrem-se: desde a fase do bebê que a autoridade na sua casa é de vocês. Não percam este privilégio e esta oportunidade de educarem bem uma vida. E por causa disso (da perda da sua autoridade), vocês também darão contas a Deus. b) tv só depois do dever. Ou seja: que a criança brinque, pinte, desenhe, brinque com a boneca (menina), com os carrinhos (menino)... tudo bem, mas deverá fazer toda a tarefa de casa antes. E depois vem a TV, os desenhos e programas que vocês já devem combinar bem com as crianças quais e quantos seriam. Modernos aparelhos de tv têm como gravar, então, a criança não perderá o programa. Também, muitos lares têm aparelhos de DVD que gravam. No máximo (caso não disponham desses recursos tecnológicos) que a criança assista só àquele episódio ou período, e depois a tv é desligada e as obrigações que eles devem ter são continuadas e cumpridas. E se não for assim, se não houver sadia correspondência da parte da criança, que se perca a tv. "Quem obedece ganha. Quem desobedece, perde". Esta é uma das regras daqui de casa desde o tempo em que as meninas eram bebês. E elas aprenderam bem.
2. Games (já para quando eles forem maiorzinhos). O mesmo princípio: a)estipulem, vocês pais, horários e tempo de jogos. b) vão à loja comprar o game com eles e procurem saber de tudo o que for possível sobre o game. Se julgarem que não é bom (veja, 1 Co 6.12; 10.23), ou seja, se for dominar o seu filho, ou se não edificar, não comprem. A moda de um game passa. Já as deformações que ele poderá causar no seu filho, ficam. Então, se o seu filho confia em vocês e sabe que vocês querem o melhor para ele (sim, que ele saiba disso por demonstrações de cuidado, carinho e conversas), ele entenderá. c) pesquisem sobre o game. Entrem na internet, acessem via Google tudo o que puderem sobre o tal jogo. Avaliem por ali. d) peçam informações a um adolescente ou jovem que conhece o game e vá colhendo e tirando conclusões. e) joguem com ele ou acompanhem as sessões e fases do jogo. f) estipulem quantos games vocês terão em casa. Assim, ele mesmo terá que selecionar bem, pois as escolhas são muitas, mas o resultado final para ele será limitado a um certo número.
3. Internet e computador - Também o mesmo princípio. a) estipulem horários e que estes horários estejam de acordo com todo o tempo que eles têm para: ver tv, jogar games e navegar na internet. b) nada de computador no quarto do filho! Nada! Computador em sua casa deve ser uma peça de pesquisas e ferramenta de auxílio, então, deixem o mesmo em local central e bem visível. Em dias modernos [demais], tudo o que não presta entra via internet, então, quanto menos chance você der a um bandido que poderá tentar seduzir os seus filhos, ou mesmo a ação de pessoas com mentes ímpias de tentarem influenciá-los por maus caminhos e costumes, melhor para todos da sua família que isto seja imediatamente percebido3c) coloquem, vocês pais, a senha no computador da casa. Não abram mão disso. Assim, quando o seu filho quiser navegar um pouco, terá que pedir a sua presença para 'abrir' o computador. Aos filhos que já são maiores (adolescentes, por exemplo) e que já dominam bem o assunto, afirmo que eles têm a obrigação de falar a senha pessoal para os seus pais. d) examinem sempre o histórico de navegação dos seus filhos. Sempre. Não é desconfiança. É cuidado e proteção.
4. Facebook e outras redes sociais - Também incentivaria os mesmos princípios para o uso da internet. Se eles já tiverem idade para terem acesso a estas redes (porque, há idade legal para tanto. Criança não pode e nem deve, pelas leis), que vocês pais também tenham uma página nas mesmas redes sociais e que os seus filhos os adicionem como participantes. Só dessa maneira e pronto. Assim, vocês poderão ver bem o que se passa e também quem são os amigos dos seus filhos e o que estes falam. Na abertura deste texto, escrevi a palavra "pequenos", utilizando-me de um símbolo famoso no facebook, que é o de "curtir". O fiz, invertendo o mesmo para que parecesse com a letra "P". Mas ao mesmo tempo, quero dizer: o facebook só tem "curtir". Mas tem muita coisa lá, como nas demais redes sociais e na internet, que não dá mesmo para curtir. Que os nossos filhos, aprendendo conosco desde pequenos as diretrizes, bases, valores e conceitos ao longo da jornada, sejam eles mesmos os que irão dizer: "poxa, não dá para curtir isso, não é o que eu aprendi com os meus pais. Desligo ou deleto".
Poxa, pastor! Quantas coisas e quantas limitações, não? Sim, reconheço. Mas, em um mundo que vai se tornando cada vez mais pós-cristão e cada vez mais anticristão, que desdenha da Palavra de Deus, eu não vejo outro meio de salvaguardar a mente dos nossos filhos, que estão crescendo neste mundo mau e recheado de facilidades para o mal, que a clara apresentação de regras e limites. E se as regras, os limites e o acompanhamento sadio ocorrerem logo cedo e desde sempre, os seus filhos crescerão se acostumando com tudo isso. E sempre irão acreditar no amor e no cuidado de seus pais por eles, porque ouvirão as regras, crescerão com elas e verão que as mesmas são acompanhadas e mantidas com bom discernimento e equilíbrio (dos pais), manifestadas em santa e boa coerência quanto ao seu desenvolvimento e cumprimento (dos filhos). E, uma vez aprendidas lições, a própria criança perceberá isto e se contentará: o meu pai e a minha mãe me amam e cuidam de mim. Que seja isto que os nossos filhos levem pelo resto de suas vidas.

Como Ser um Refúgio Para Seus Filhos

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John Piper

No temor do SENHOR, há firme confiança, e ele será um refúgio para seus filhos.(Provérbios 14:26)
Se o Papai estiver amedrontado, para onde se voltarão os pequeninos? Papais deveriam ser seguros. Eles deveriam saber o que fazer, como resolver problemas, consertar as coisas e, sobretudo, proteger seus filhos do mal. Mas o que ocorre se uma criança vê o medo na face de seu Papai? E se o Papai estiver tão assustado quanto a criança e não souber o que fazer? Neste caso, a criança fica totalmente perturbada e se apavora. Ela sente que o único lugar firme, bom e confiável de refúgio não é mais seguro.
Mas se o Papai é confiante, a criança tem um refúgio. Se o Papai não está entrando em pânico, mas está calmo e firme, todos os muros podem vir abaixo, todas as ondas podem quebrar, todas as serpentes podem sibilar e os leões, rugir; mas os braços de seu Papai ainda serão um lugar seguro. O Papai é um refúgio, contanto que seja um Papai confiante.
É por isto que Provérbios 14:26 diz que "ele será um refúgio para seus filhos", se o Papai possuir uma "firme confiança." A confiança do Papai é o refúgio de seus filhos. Pais, a batalha para ser confiante não é apenas sobre nós, mas sobre a segurança de nossos filhos. É sobre o senso de segurança e felicidade deles. É sobre eles crescerem aflitos ou firmes na fé. Até que as crianças possam conhecer a Deus de uma forma profundamente pessoal, nós somos a imagem e a personificação de Deus em suas vidas. Se formos confiantes, confiáveis e seguros para eles, eles serão muito mais inclinados a apegar-se a Deus como seu refúgio quando, mais tarde, as tempestades lhes sobrevierem.
Então, como nós devemos obter esta "firme confiança"? Afinal, nós também somos pequeninos, somos vasos de barro, fracos, quebrantados, lutando contra dúvidas e ansiedades. Será que a solução é fazer nossa melhor encenação e esconder o que somos verdadeiramente? Isto nos levará às úlceras, no melhor dos casos, e, no pior, ao duplo erro de desonrar a Deus e rejeitar nossos adolescentes. Esta não é a resposta.
Provérbios 14:26 nos dá outra resposta: "No temor do SENHOR, há firme confiança". Isto é bastante estranho. Diz que a solução para o temor é o temor. A solução para a timidez é o temor. A solução para a incerteza é o temor. A solução para as dúvidas é o temor. Como pode ser isto?
Parte da resposta é que o "temor do Senhor" significa ter medo de desonrar ao Senhor; o que significa ter medo de duvidar do Senhor. Que significa ter medo de temer qualquer coisa que o Senhor tenha prometido te ajudar a superar. Em outras palavras, o temor do Senhor é o grande destruidor de temores.
Se Deus diz, "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo," (Isaías 41:10), então, coisa temível é se preocupar com o problema no qual ele disse que irá te ajudar. Temer o problema quando ele diz, "Não temas, eu te ajudo" é um voto de desconfiança contra a palavra de Deus, e isto é uma grande ofensa a Deus. E o temor ao Senhor, ao contrário, faz qualquer um estremecer ante tal ofensa a Deus.
Se o Senhor diz, "de maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei," então você pode dizer confiantemente "O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?" (Hebreus 13:5-6). Se o Senhor te diz isso, então não confiar na presença e auxílio prometidos pelo Senhor é uma espécie de orgulho. Isto coloca o nosso parecer do problema acima do parecer de Deus. É por isto que lemos as maravilhosas palavras do Senhor em Isaías 51:12: "Eu, eu sou aquele que vos consola; quem, pois, és tu, para que temas o homem, que é mortal, ou o filho do homem, que não passa de erva?". Quem é você para temer os homens, quando Deus prometeu ajudá-lo? Assim, temer o homem é orgulho. E o orgulho é o extremo oposto do temor de Deus.
Então, sim, o Provérbio é verdadeiro e nos é de grande ajuda. Temam a Deus, pais. Temam a Deus. Temam desonrá-lo. Temam duvidar dele. Temam colocar a sua avaliação do problema acima da dele. Ele diz que pode ajudar. Ele é mais inteligente. Ele é mais forte. Ele é mais generoso. Confie nele. Tema não confiar nele.
Por quê? Ele trabalha para aquele que nele espera (Isaías 64:4). Ele resolverá o problema. Ele socorrerá a família. Ele cuidará dos pequeninos. Ele satisfará as suas necessidades. Tema não crer nisso. E, então, seus filhos terão um refúgio. Eles terão um Pai que "tem firme confiança" - não em si mesmo, mas nas promessas de Deus, nas quais ele estremece de não confiar.
Aprendendo a temer ao Senhor para o bem dos meus filhos,
Pastor John

CRIANDO FILHOS EM UMA CULTURA PORNIFICADA

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Atenção papais e mamães, hoje trago uma matéria importantíssima no contexto que vivemos hoje, de uma sociedade erotizada, onde os programas de TV mostram tudo e os outdoors na rua não têm nenhuma censura!

Não podemos esconder tudo isso de nossos filhos nem criarmos eles numa redoma e protegê-los de verem essas coisas e ouvirem determinadas músicas que mais parecem relação sexual musicalizada!!

Porém, podemos prevenir nossos filhos da contaminação que tudo isso traz seguindo alguns poucos passos:

CRIANDO FILHOS EM UMA CULTURA PORNIFICADA

Um artigo recente no The Telegraph destaca os sintomas trágicos de uma doença que está afetando nossa cultura em todo o mundo.
O artigo foca principalmente nos adolescentes e na disfunção que se tornou normativa em seus estilos de vida como resultado do consumo de pornografia.

À luz disso, como os pais podem criar filhos numa cultura “pornificada”? Aqui estão oito sugestões para esse problema cada vez maior.

1. Busquem dar aos nossos filhos uma visão grandiosa do Deus que é gloriosamente prazeroso.

Não podemos simplesmente dizer aos nossos filhos que parem de ter certos comportamentos; devemos também ensiná-los a se deleitar no que Deus fez. Tenho buscado uma disciplina de destacar tudo que há de bom na criação de Deus. Há algumas semanas, foi uma benção ver meus dois filhos mais velhos passarem horas catando as framboesas que crescem no enorme quintal dos seus avós.

Eles precisam ser lembrados da bondade de Deus em nos dar essas maravilhosas bençãos criadas, como framboesas. Se não formos cuidadosos, podemos virar gnósticos funcionais (carne e matéria são ruins; somente o que é “espiritual” tem valor) na nossa comunicação sobre ética sexual com nossos filhos.

Um versículo útil para eles memorizarem é:
“Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças”.1 Timóteo 4.4

Em resumo, quero que meus filhos saibam que perversão sexual é o auge da idolatria (Rm 1), assim como que a integridade sexual é o auge da beleza.

Isso exige que falemos sobre isso, provavelmente mais do que estamos confortáveis ou que experimentamos quando éramos crianças.

Mas esse é um mundo novo, e um mundo novo exige nova comunicação para treinar nossas crianças.

2. Ensine-os o evangelho. Nossos filhos são legalistas naturais.

Eles tem que nos ver como exemplos do verdadeiro evangelho através de arrependimento e perdão ativos. Eles precisam saber que a aceitação deles perante Deus não é baseada em seu desempenho, mas no de Cristo. Eles precisam saber que a posição deles como um membro da família não depende da obediência deles, embora a posição deles implica sim em um certo tipo de vida.

Por exemplo, quando estamos disciplinando nossos filhos geralmente dizemos: “Pelo fato de você ser um membro dessa família e porque eu te amo muito, você não vai fazer isso”. Considere a diferença de dizer: “Se você quer que eu te ame e se você quer continuar vivendo nessa casa, é melhor você parar de fazer isso”.
Os indicativos da nossa fé devem preceder e informar os imperativos. Não inverta a ordem.

"A integridade sexual é o auge da beleza” Nielsen

3. Ensine-os que limites trazem liberdade e que a obediência é uma bênção.

Quando era uma criança, pensava que se eu estragasse tudo, Deus ia me bater com um vara grande. Ninguém nunca me ensinou isso, mas era o que eu sentia.

Obediência não era motivada por amor, mas pela punição. Isso não me levou muito longe.

Quando meus filhos tiverem uma idade apropriada, pretendo ensinar que o pecado sexual nunca vai prover a liberdade que desejamos. Eles podem optar por colher as consequências danosas da desobediência, mas vou alertá-los através da Bíblia e da experiência para que eles não queiram começar esse caminho.

Obediência leva à bênção.

4. Fale com eles mais cedo do que tarde sobre sexo e pornografia na internet.

Quando tinha 8 anos, lembro de ir ao lado da garagem do nosso vizinho. Como toda criança curiosa, gostava de bisbilhotar um pouco. Logo descobri que ele tinha caixas cheias de revistas pornográficas. Algumas vezes, um amigo e eu esgueirávamos por lá, pegávamos umas, e sentávamos nos arbustos para ver as mulheres peladas. Na época, esse esforço arriscado enchia meu estômago com borboletas de medo de ser pego pelos meus pais ou pelo vizinho. Mas tudo o que você precisa hoje é uma porta fechada e uma conexão à internet. A mais vil perversão imaginável está somente a dois cliques de distância.

Precisamos comunicar, em termos gerais, o que está disponível e porque é tão destrutivo. Alguns iriam alegar que essa discussão vai apenas incitar sua curiosidade, mas qual é a alternativa? Prefiro que eles sejam advertidos por mim para que eu possa oferecer razões e meios para lutar do que tê-los inocentemente tropeçando em pornografia algum dia na internet.

5. Comece a treinar seus filhos sobre como interagir com o sexo oposto.

Nós já começamos a “ter encontros” com nossos filhos. Sentimos que é fundamental para eles, em uma idade precoce, começarem a experimentar como é ser bem tratado por alguém do sexo oposto. Especialmente para as meninas, uma falta de atenção masculina saudável por parte do pai geralmente vai estimulá-las a buscar isso; porém, de maneiras não saudáveis, com rapazes mais do que felizes em fornecer atenção.

Meus filhos precisam aprender que mulheres não são objetos a serem consumidos, mas são imagem e semelhança de Deus, criadas para serem amadas.

6. Cuidado com quem seus filhos passam tempo.

Visto que a exposição sexual é muito mais acessível hoje do que 25 anos atrás, somos muito mais atentos com quem nossos filhos passam tempo. Vai haver uma época (mais cedo do que eu gostaria de pensar) quando não vamos ser capazes de guardá-los com tanta força, mas, esperançosamente, os pontos anteriores estarão tão enraizados em suas vidas que eles estarão equipados para tomar decisões sábias.

Tome cuidado, porém, para não levar isso muito longe e transmitir um medo problemático de incrédulos. Quanto mais velhos nossos filhos se tornarem, mais teremos que deixá-los ir e orar para que nosso treinamento tenha criado raízes. Realmente, não há outra escolha. Devemos treinar nossos filhos, assim eles estarão protegidos o suficiente para estarem seguros em uma idade apropriada, porém informados o suficiente para tomar decisões sábias por conta própria.

Simplesmente não esconda seus filhos atrás da fortaleza de sua supervisão até que tenham 18.

Isso exige grande sabedoria. Não há manual. Devemos ser pais de oração.

7. Cuidado com o computador e desligue a televisão.

Temos o Covenant Eyes (N. T.: site especializado em monitorar como a Internet é usada e assim enviar um relatório dos sites entrados para os pais, além de filtrar e bloquear certos sites) em todos os nossos computadores, via AppleOS. Nossos filhos podem apenas acessar sites que aprovamos. Certamente, isso vai mudar quando eles ficarem mais velhos, mas, esperançosamente, eles vão ter internalizado o evangelho e provado as bençãos da obediência.

Vitória sobre a pornografia é, no fim das contas, uma questão do coração, mas isso não significa que devemos abrir mão de estruturas preventivas. Você nunca deve dizer, “Quero saber se minha obediência é motivada por mais do que apenas seguir as regras certas, então vou mergulhar em situações imprudentes para ver se sou forte o suficiente para suportar o pecado!”. Isso é absurdo (1 Cor 10.12-13).

Precisamos de corações corretos para não sermos legalistas, mas limites corretos podem nos ajudar a provar a bênção da obediência.

A TV vai mostrar aos seus filhos pornografia leve e funcional o tempo todo. Existem incontáveis coisas melhores para fazer com seus filhos do que assistir TV. Leia com eles, pratique esportes com eles, desfrute da criação com eles, conte a eles uma história, ou apenas os sirva em uma atividade à escolha deles. A frase-chave aqui é com eles.

Se eles gastam mais tempo com a TV do que com você, todos vocês estão em apuros.

8. Busque cultivar uma relação com seus filhos de forma que eles sintam que podem se abrir com você sobre qualquer coisa.

Como um pai jovem, não estou totalmente certo sobre como fazer isso acontecer, mas sei que acontecerá se eu servir de modelo de franqueza. Tento atrair seus corações e mostrar que, se eles forem honestos comigo, eu serei justo, amoroso e compassivo. Se eles me veem como cauteloso e reservado, por que esperaria que eles fossem diferentes?

Por último, você já se arrependeu na frente dos seus filhos?
Se eles nunca te viram se arrepender, o que te faz pensar que eles virão a você para pedir ajuda depois de ver pornografia na internet pela primeira vez?

Servir de modelo de arrependimento para nossos filhos é provavelmente a maneira mais rápida de mostrar que acreditamos no evangelho e que somos um refúgio seguro em meio ao pecado deles.

Por Zach Nielsen. Tradução: Pedro Vilela.

A FELICIDADE NO LAR - salmo 128

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O Salmo 128 é um hino em louvor à felicidade familiar. Não obstante ter sido composto há vários séculos sua mensagem e ensino são tremendamente atuais. Neste estudo quero tomar os conceitos infalíveis desta bela passagem bíblica para expor o plano de Deus para as nossas vidas hoje em família.


I. O fundamento da felicidade (bem aventurança) possui duas colunas:

O temor do Senhor como base de tudo (v 1º).
Todo desejo e esforço para se construir uma família feliz deve iniciar pelo temor a Deus. Isso significa:

Reverência e respeito para com a Palavra de Deus – a Bíblia.
Reverência e respeito para com o Nome de Deus – Ele é o Senhor.
A prática dos mandamentos do Senhor (v. 1b) como resultado do temor.
A segunda parte do primeiro verso trata da prática da Palavra de Deus. Não basta reverência e respeito verbal. Se isto não for acompanhado por atitudes e ações objetivas tudo se mostrará inútil.


II. Os sintomas de um lar feliz (vs. 2-6).

Como resultado do temer e do andar nos caminhos do Senhor a família obterá as seguintes bênçãos:

V2ª – Trabalho produtivo(do trabalho de tuas mãos comerás).

O Senhor garantirá o trabalho – a família não precisará mendigar para viver.
O trabalho será compensativo – bênção não está em ganhar muito mas no administrar bem o que se recebe do Senhor. Ec 5:12
*A falta de trabalho é uma das coisas mais aviltantes para o ser humano. Por isso foi a primeira coisa que Deus providenciou para Adão no Édem.

V2b – Felicidade Interior(feliz serás).

Quando não se vive no temor do Senhor, ainda que materialmente as coisas “pareçam” bem, a alma não estará feliz.
Aqui o Senhor promete “felicidade interior”. Felicidade não é um sentimento, mas um estado de espírito. Vem do íntimo da alma.
A promessa é de vida feliz (serás) e não de momentos felizes (terás). Muitas famílias tem momentos felizes, mas não são felizes.
V2c – Sucesso total (tudo te irá bem).
Algumas famílias são bem sucedidas nalgumas áreas mas não são em tudo. Este tudo pode significar:

Harmonia nos relacionamentos – pais, filhos, cônjuges, amigos etc. Pv 31:23
Finanças equilibradas – o que se gasta é compatível com o que se ganha.
Bem estar espiritual, social e físico.

V3ª – Felicidade conjugal (tua esposa(o) como videira). A videira representa a produtividade.
O papel da esposa não é só produzir filhos – Pv 14:1.

V3b – Filhos saudáveis (como rebentos da oliveira). A oliveira representa a perpetuidade ou longevidade.
A saúde dos filhos deve ser mental, psíquica, física e espiritual.

V3c – Filhos obedientes e amáveis (à roda da tua mesa). Ef 5:1-3
Aqui fala, também, da unidade da família.

V5 – Visão espiritual familiar (vejas a prosperidade de Jerusalém).
Uma família realmente feliz não perde, jamais, a visão das coisas espirituais. Jerusalém aqui representa a aliança de Deus com o seu povo e vice-versa.

V6 – Longevidade feliz (verás os filhos de teus filhos).
Os netos são a “coroa” dos avós (Pv 17:6).

Conclusão:

A felicidade familiar é resultado de uma forma de vida pautada pelos princípios do temor a Deus. Não há felicidade verdadeira fora destes princípios.



Pr. David R. da Silva

Família unida: Envolvendo o cônjuge na criação dos filho

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Quando falamos em criação dos filhos, normalmente é a mãe a referência da educação e cuidados do filho e o pai é referência de provedor. Os dois juntos dão amor, proteção e segurança ao filho. Feliz a família em que este cenário é a base, pois toda criança deve estar sempre acompanhada de um dos pais principalmente em seus primeiros anos de vida. Pesquisas comprovam que a forma como o adulto se relaciona com o mundo é o resultado da relação que teve na infância com seus pais. O médico e psicoterapeuta do Hospital da Clinicas da FMUSP João Augusto Figueiró explica:

“(...) os primeiros seis anos são fundamentais para a constituição da pessoa. Achados recentes da Neurociência oferecem evidências de que acontecimentos precoces de natureza física, emocional, social e cultural permanecem inscritos por toda vida nas conexões sinápticas (...). Todos nós construímos um mapa de realidade a partir das experiências vividas na infância”.
Com essas evidências não fica difícil entender as razões do aumento da violência no mundo. Os pais precisam rever as condições em que estão criando seus filhos.

Criar é mais do que dar algo material

O consumismo tomou conta dos interesses das pessoas e cada vez mais pais e mães estão saindo para jornadas de trabalho cada vez mais extensas e assim seus filhos ficando cada vez mais sem a influência da família e sendo criado pela televisão, internet, moda, amigos, ídolos e tantas outras coisas que o mundo oferece.
O envolvimento dos pais na criação do filho é de fundamental importância para que ele faça as escolhas certas no momento de decisão.
Há alguns anos uma empresa de pomada para contusões elaborou uma campanha de marketing em que um garotinho tinha um jogo de futebol e acorda o pai logo cedo, provavelmente um sábado. O pai cansado se levanta e acompanha seu filho e mesmo debaixo de chuva fica ao seu lado todo o tempo. A frase de promoção dizia: “Não basta ser pai tem que participar”.
Essa frase tem um grande impacto quando dita a alguém e demonstra a grande responsabilidade de criar um filho.

Como envolver o cônjuge que está distante

Se um dos pais está menos envolvido na criação dos filhos, principalmente na primeira infância que vimos ser a base de seu desenvolvimento, deve ser sensibilizado a repensar e a organizar sua vida para que possa dar a atenção que o filho precisar.
Não assuma toda a frente sobre as decisões relacionadas ao seu filho. Envolva seu cônjuge na escolha da escola, nas compras de roupas, nas atividades de lazer, etc.
Promova momentos em que a responsabilidade com o filho esteja sobre o cônjuge menos ativo, como ir à reunião da escola, levar ao médico e ajudar nas lições de casa.
Pais conversem a respeito da criação e desenvolvimento de seus filhos, ajude o cônjuge menos envolvido a entender a importância da participação do pai e da mãe de forma efetiva na criação.
Se necessário procure a ajuda de profissionais como psicólogos e terapeutas familiares.

Porém, a melhor forma de a família se dedicar para a harmonia e desenvolvimento sadio de todos ainda é a velha e boa conversa, podendo ser realizada em momentos especiais como designar um dia na semana em que toda a família esteja reunida e possam conversar, brincar e fazer atividades juntos. Essa prática pode se tornar uma tradição na família além de fortalecer o relacionamento de confiança e amor.