Quem é o adulto da relação entre pais e filhos ?

Parece óbvia a resposta, o adulto da relação é o pai ou a mãe. Mas na prática percebemos que isso é esquecido...
Conforme os filhos vão crescendo, pais passam a cobrar mais deles. Mais responsabilidade com os estudos, com os materiais escolares, com tarefas domésticas, com o cuidado nos objetos pessoais.
Pais enxergam seus filhos sempre como pequenos, mas muitas vezes desejam que eles se comportem como adultos, nas atitudes e na linguagem.
O fato que é que as cobranças não podem assumir o lugar do ensino. Filhos devem ser ensinados tanto pelo falar quanto pelo seu exemplo. Quando ficar irritado com algo que já falou mil vezes ao seu filho, pare e pense, será que ele aprendeu de verdade ? Será que ele entendeu o porquê de eu pedir que ele faça isso desde jeito ? Porque se seu filho insiste em fazer contrariamente a maneira como você quer, pense que ele ainda não aprendeu a importância de seguir sua mensagem.
Ao invés de se irritar e cobrar, pense: eu sou o adulto dessa relação, eu sou aquele que tem mais maturidade.
Então respire fundo, chame amorosamente seu filho e ensine de uma forma que ele possa aprender ! Não insista numa linguagem que não vem sendo compreendida.
Converse, e mais do que isso, explique o porquê das coisas.
Seja amoroso e acolhedor.
Filhos crescem revoltados quando falta acolhimento e compreensão no lar.
Filhos precisam de regras, disciplina, mas precisam muito mais de amor, compreensão, acolhimento e carinho, muito carinho e colo.
Quando se sentem amados, acolhidos obedecem muito mais porque não querem perder esse vínculo de afeto.
Não se esqueça, você é o adulto dessa relação, não fique lidando com as situação como se seu filho fosse seu par, outro adulto. Ele precisa ser ensinado em uma linguagem que ele é capaz de aprender. Por isso se esforce, principalmente quando se tem mais de um filho, verá que em algumas vezes tem que falar de formas diferentes com cada um deles.
Cassiana Tardivo e Thais Cremer

Reflexão

Hoje vamos deixar uma reflexão bem pequena para vocês! 😉
Algumas vezes somos surpreendidos por algumas reações ou atitudes de nossos filhos, tais como: uma resposta mal educada, um não para algo que não esperávamos,  tratar mal as pessoas a sua volta, pedir algo com falta de educação, tratar mal as pessoas mais velhas, e  por ai vai.

Nossos filhos enquanto são ainda pequenos, tem como exemplo os pais, quando crescerem, eles terão outros modelos alem dos pais, porém o modelo principal sempre será os pais. Nossos filhos são exatamente nosso reflexo. É como se estivéssemos olhando no espelho e nos vendo neles. A maioria das reações dos nossos filhos que estranhamos, geralmente eles ja nos viram fazer a mesma coisa.
Ou seja, não adianta querer que seu filho cumprimente as pessoas, não grite quando quer algo, coma saudável, etc, se você mesmo não fizer nada disso. Tudo aquilo que você deseja que seu filho seja ou faça, você deve ser o primeiro exemplo. Os valores também sao transmitidos atraves de nossas atitides, nao somente atraves de palavras, sendo assim se quero que meu filho aprenda a respeitar os mais velhos, eu terei que respeitar também.
Um exemplo que me aconteceu essa semana, eu estava nervosa com o trabalho e dei uma resposta torta para minha mãe na hora do almoço, minha filha de 3 anos me disse: " Mamãe, você não  precisa gritar com a vovô, ela é gentil!" Na mesma hora parei e pensei, ela tem razão. O fato de estar nervosa por qualquer motivo não me dá o direito de tratar mal as pessoas a minha volta. Na mesma hora pedi desculpas a minha mãe, por dois motivos, primeiro porque eu estava errada, e segundo porque caso não fizesse minha filha ia entender que quando ela esta nervosa ela pode tratar mal as pessoas!
Reflita nas atitudes de seus filhos, pense que tudo o que você fizer ele vai repetir, pois para ele tudo o que você faz esta certo e bom! Mude seus hábitos para que seus filhos crescam pessoas melhores!!! 😘😘😘 Cassiana e Thais 

Eu os amei o suficiente

Eu os amei o suficiente

Meus filhos, um dia, quando vocês forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de lhes dizer:

Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.

Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram da mercearia e os fazer dizer ao dono: Nós roubamos isto ontem e queríamos pagar.

Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês por uma hora, enquanto limpavam o seu quarto; tarefa que eu teria realizado em quinze minutos.

Eu os amei o suficiente para os deixar ver, além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.

Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as consequências eram tão duras que me partiam o coração.

Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso.

Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente... Venci... porque no final vocês venceram também!

E, qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, meus filhos vão lhes dizer quando eles lhes perguntarem se a sua mãe era má: Sim... nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo. As outras crianças comiam doces no café da manhã e nós tínhamos de comer pão, queijo, leite.

As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos de comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.

Ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães, que deixavam os filhos comer vendo televisão. Ela insistia em saber onde nós estávamos a toda hora. Era quase uma prisão.

Mamãe tinha que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos quando íamos sair, mesmo que demorássemos só uma hora ou menos.

Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela violou as leis de trabalho infantil. Nós tínhamos de lavar a louça, fazer as camas, lavar a roupa, aprender a cozinhar, aspirar o pó do chão, esvaziar o lixo e todo o tipo de trabalhos cruéis.

Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.

Ela insistia sempre conosco para lhe dizer a verdade, e apenas a verdade.

E quando éramos adolescentes, ela até conseguia ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que nós saíssemos.

Tinham de subir, bater na porta para ela os conhecer. Enquanto todos podiam sair à noite com doze, treze anos, nós tivemos de esperar pelos dezesseis.

Nossos amigos dirigiam o carro dos pais, mesmo sem ter habilitação, mas nós tivemos que esperar os dezoito anos para aprender, como pede a lei.

Por causa da nossa mãe, nós perdemos muitas experiências da adolescência. Nenhum de nós esteve envolvido em roubos, atos de vandalismo, violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.

Foi tudo por causa dela. Agora já saímos de casa. Somos adultos, honestos e educados, e estamos fazendo o possível para ser, também, "pais maus", tal como a nossa mãe.

Eu acho que este é um dos males do mundo de hoje: não há suficientes mães más como a nossa mãe o foi..

Culto doméstico

INTRODUÇÃO
O lar e a igreja são parte de um todo, por isso, o culto doméstico, como extensão do culto no templo, deve ser uma prática constante. Na aula de hoje trataremos a respeito do valor do culto doméstico, mas antes, mostraremos sua base bíblica, e ao final, apresentaremos algumas orientações prática para a realização do culto no lar. Esperamos que através dessa aula as famílias cristãs sejam despertadas para a necessidade e a urgência do culto doméstico.

Base Bíblica

A família precisa ter oportunidade de cultuar a Deus não apenas no templo, mas também em casa, no ambiente do lar cristão. O fundamento bíblico para o culto doméstico se encontra em Dt.11, mais especificamente no versículo 19, no qual está escrito: “E ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te”. A influência dos pais, na formação espiritual dos filhos, é atestada por Josué, ao declarar: “Mas se vos parece mal servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram os vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorroeus, em cuja terra habitais. Porém, eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js. 24.15). A palavra servir, em hebraico, é abad, e significa trabalhar, atuar, dando ideia que os pais devam se esforçar para repassar para os filhos os valores divinos. O próprio Abraão foi escolhido pelo Senhor “a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor” (Gn. 18.19). O verbo guardar, em hebraico, é shamar, com o sentido de “dar atenção”, mostrando, assim, que o ensinamento é fundamental no processo de formação da visão cristã dos filhos. Em consonância com esse princípio, em Dt. 6.6,7, o povo de Deus recebe a seguinte instrução: “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te”. No Novo Testamento, Paulo instruiu aos pais, para que esses, criem seus filhos na disciplina e admoestação do Senhor” (Ef. 6.4). Disciplina, em grego, é paideia, que tem a ver com tutoria, ou instrução. Isso quer dizer que os pais precisam educar, e se for o caso, corrigir seus filhos para que esse aprendam a temer, e sobretudo, amar a Deus. A palavra admoestação, em grego, é nouthesia, que reforça a necessidade de adverti-los mediante a Palavra de Deus, para que eles vivem de acordo com as orientações do Senhor. Timóteo, o jovem pastor, é um exemplo de uma criança que foi instruída, desde a tenra idade, nas Sagradas Letras, que o fizeram sábio para a salvação (II Tm. 3.15), tal ensinamento partiu da sua avó, Lóide, e da sua mãe, Eunice (II Tm. 1.2-5).

A importância do culto doméstico

culto doméstico tem grande valor, o principal deles é a comunhão que proporciona no lar, na medida em que os membros da família se unem para adorar a Deus. A família moderna está sendo solapada pela inversão de valores, dentre eles o isolamento. Pais e filhos já não conseguem mais se relacionar, cada um se isola em seu espaço, seja ele físico ou virtual. Por isso é urgente que pais e filhos passem a ter momentos juntos na presença de Deus, a fim de lerem a Bíblia, orarem e cantarem hinos de louvor. Outro valor do culto doméstico é que esse deixa marcas indeléveis para toda vida dos filhos. Como está escrito em Pv. 22.6, quando o filho é ensinado na Palavra, é menos provável que esse venha a se desviar quando adulto. E, se isso vier a acontecer, ele carregará, por toda vida, as instruções que recebeu na infância. Esse é também um momento de partilha, não apenas de problemas, mas também de conquistas, e uma oportunidade singular para tirar dúvidas. O culto doméstico tem um papel fundamental no contexto familiar a fim de espiritualizar as relações. Não podemos esquecer que vivemos em uma época marcada pelo secularismo. A programação televisiva, e até mesmo as escolas, estão pautadas em valores contrários à Palavra de Deus. Através da realização do culto domestico, pais e filhos podem dialogar a respeito dos valores do Reino. Nesse momento todos param suas atividades para ficarem juntos, somente esse motivo já é suficiente, tendo em vista que as pessoas não conseguem mais se relacionarem, nem mesmo dentro do mesmo ambiente físico. A tecnologia está roubando o tempo das famílias, é muito tempo dedicado à televisão e à internet, e quase nada à meditação na Palavra de Deus. Os momentos de adoração, no culto doméstico, favorecem um clima de piedade no lar. Os poucos minutos destinados ao culto doméstico contribuíram para que a família, não apenas dentro, mas também fora do lar, possam ter atitudes mais piedosas (I Tm. 4.7).

ORIENTAÇÕES PARA O CULTO DOMESTICO

O culto doméstico não precisa ser demorado, na verdade, é bom que tenha curta duração, não mais que meia hora. É preciso considerar que vivemos em meio a uma sociedade agitada, as pessoas estão assoberbadas de tarefas, inclusive os filhos. Por isso, é melhor fazer um culto doméstico com a duração de 10 minutos diários do que fazer uma vez apenas com uma hora de duração. O horário deve ser apropriado à participação de todos, a fim de que, na maioria das vezes, os membros da família estejam presentes. Se não tiver como realizar o culto doméstico todos os dias, todo o esforço deve ser empreendido para que esse seja feito pelo menos uma vez por semana. A escolha do(s) hino(s) que ser(ão) cantado(s) é fundamental, é importante que seja do agrado de todos, principalmente das crianças. A leitura da Bíblia também deve ser bem pensada, é importante que seja um texto curto, de fácil compreensão, e que tenham caráter tanto instrutivo quanto devocional. A alternância na leitura é um aspecto importante, respeitando inclusive as diferentes versões que são utilizadas. Dependendo mesmo da faixa etária dos filhos, pode ser necessário a utilização de uma versão mais simples, com uma linguagem mais contemporânea. Comentários rápidos poderão ser acrescentados ao texto, evidentemente os pais poderão dar início à exposição, mas é produtivo ouvir o que os filhos têm a dizer a respeito do texto. A oração é um elemento essencial no culto doméstico, cada membro da família deve ter a oportunidade para fazer seu pedido. Nenhum pedido de oração deve ser motivo de reprovação. O respeito pelas necessidades individuais é condição necessária para o êxito no culto doméstico. Essa é uma oportunidade para aprender a colocar os mais simples problemas na presença do Senhor. É importante também que os membros da família se alternem na oração, que todos tenham a oportunidade de elevar sua voz a Deus, através de uma oração simples, sem palavras muito difíceis, sobretudo com sinceridade de coração.

CONCLUSÃO
O culto doméstico está sendo esquecido em muitos lares cristãos. Por causa da correria desses dias, muitos já não mais têm tempo para reunir a família para cultuar a Deus. É importante que pais e mães sejam despertados para a realização do culto doméstico, mesmo que esse tenha curta duração, pelo menos uma vez com semana. Que essa seja uma oportunidade para crescer no temor, sobretudo no amor ao Senhor. O culto doméstico não precisa ser um espaço apenas de repreensão, mas também de edificação, de alegria na presença de Deus (Mt. 19,20).

REFERÊNCIAS
MARCELLINO, J. Redescobrindo o tesouro perdido do culto familiar. São José dos Campos: Fiel, 2004.

MERKH, D. 1001 ideias criativas para o culto doméstico. São Paulo: Voxlitteris, 2003

Familia, desenho de Deus

Deus está buscando pais e mães santos, ungidos com o Espírito Santo, cheios da Palavra, e fiéis em oração para vencer o inimigo das almas, o inimigo da próxima geração. Pais e mães que não estão enganados, que não estão tão distraídos com a "urgência" do mundo, mas que entendem o valor de cada filho que Deus tem confiado nas suas mãos.
Pais e mães dispostos a pagar o preço para instruir e treinar cada filho para serem vitoriosos, amantes da Palavra, poderosos em oração, e famintos pela justiça de Deus, para que saiam das "aljavas" para expandir o REINO de Deus nesta terra!!!
Que nós possamos fazer parte desta geração de pais que não ficam simplesmente reclamando do mundo que está se formando para a próxima geração mas sim, nos levantar e agir formando a próxima geração para impactar o mundo.
Transformação de sociedade começa no lar, com nossos filhos, sentados em casa, andando pelo caminho, quando nos deitamos e quando nos levantamos.

FILHOS CRESCENDO E PAIS SE MODIFICANDO


Por Karine Rizzardi*

Toda família que se depara com filhos adolescentes é obrigada a se deparar com inúmeras transformações, que muitas vezes assustam aos pais. Tanto os membros tendem a sofrer grandes choques e se obrigam a lidar com uma série de mudanças, tanto inesperadas quanto esperadas, sendo estas boas e também ruins. Ao mesmo tempo em que tudo parece uma descoberta, os filhos forçam a passagem para uma vida mais livre e os pais os seguram, com receio de soltar demais, ou soltam, com receio de prender em excesso.
Como os pais podem lidar da melhor forma nesta fase? Na verdade, a principal atitude é fazer os pais treinar a habilidade de se desprender do filho criança e acreditar que ele já tem condições de enfrentar a vida, mas muitas vezes é difícil executar isso quando o jovem ainda é inexperiente, age como imaturo e reage como impulsivo.
Lançar os filhos para o mundo é um grande desafio e tudo dependerá de como as famílias encaram o crescimento dos filhos:
Há pais que olham como uma perda, outros olham como se fosse uma libertação e há quem encare também, como um ganho. Aqueles que lidam como se fosse uma perda, temem o risco de crescimento e monitoram todos os passos do filho, evitando de deixa-lo em situações que tenham que ser resolvidas por ele mesmo, para oferecer a ele o melhor.
Por outro lado existem os pais que encaram o crescimento dos filhos como uma libertação, agem totalmente ao contrário e deixam o jovem decidir tudo sozinho. Liberam o filho para assumir sua vida, como se ele já fosse um adulto.
É preciso compreender que a adolescência é uma PASSAGEM para a vida adulta e não a vida adulta em si. O jovem precisa de referências muito claras do que é ou não permitido pela família, pois nesta fase tanto os pais quanto os filhos terão que ceder nas negociações, porém, há algumas regras que precisam ser cumpridas em caso de desobediência. Se o filho tem uma mesada, por exemplo, a regra quanto ao uso da mesada tem que ser clara e combinada com ele antes. O valor da mesada é definido para cobrir despesas de vestuário? E se ele extrapolar? Fica devendo, fica sem mesada, todo mês tem adiantamento? O que fazer quando o combinado não é cumprido? Renegociar? Fazer sofrer as conseqüências?
E em um terceiro grupo, há aqueles pais que encaram como um ganho. Estes pais estimulam o crescimento responsável dos filhos, de modo que estes vivam as conseqüências do que fazem. Não os acompanham em tudo, não cobram permanentemente sua presença, os autorizam a viver, se divertir, mas cobram um comportamento consciente e responsável. Os filhos crescem com um voto de confiança dos pais e vão desenvolvendo autoconfiança e responsabilidade. O filho terá que ter claro que poderá escolher desobedecer aos pais, mas que essa escolha implicará em ter que arcar com as conseqüências do ato.
Quando o jovem experiência sua vida, ele pode adquirir suas convicções e não permite que os outros façam sua cabeça. Se os pais fizerem por ele, ele deixa de pensar, não aprende a refletir sobre seus atos e permanece imaturo. É aí que mora o perigo.
A educação para a autonomia é o maior presente que os pais podem dar aos seus filhos. Penso que a experiência é a melhor professora e é por isso que a nota final, quem terá que mostrar é o próprio filho. Se caso ele reprovar nos testes da vida, os pais não poderão os substituir nos desafios.

Adolescência do bebê: a terrível crise dos 2 anos


 

O fenômeno é comum e tem até nome: adolescência do bebê. É quando a criança se dá conta de que é um indivíduo e luta para conquistar o seu espaço – gritando, batendo nos outros ou se jogando no chão. Cabe aos pais ter muita calma, paciência e ensinar que esse comportamento não leva a nada. Em outras palavras, estabelecer limites. Para ajudá-la a lidar com essa situação tão complicada, uma entrevista  com a psicopedagoga Larissa Fonseca, de São Paulo.

1. O que é a chamada “adolescência do bebê”?
A adolescência do bebê, primeira adolescência ou o famoso “terrible twos” – terríveis dois anos, em inglês –, é a fase em que a criança passa a se comportar de modo opositivo às solicitações dos pais. De repente, a criança que outrora era tida como obediente e tranquila passa a berrar e espernear diante de qualquer contrariedade. Bate, debate-se, atira o que estiver à mão e choraminga cada vez que solicita algo. Diz não para tudo, resiste em seguir qualquer orientação, a aceitar com tranquilidade as decisões dos pais, para trocar uma roupa, sair de um local ou guardar um brinquedo. Para completar, não atende aos pedidos e parece ser sempre do contra.

2. Esse comportamento é comum em qual idade?
Normalmente, acontece a partir de 1 ano e meio até os 3 anos de idade.

3. Existe alguma causa?
A causa para esse período é simplesmente o próprio desenvolvimento natural da criança. A fase dos 2 anos de idade é um período de grandes mudanças para ela. Até então, o pequeno seguia os modelos e as decisões dos pais. Gradualmente, ele passa a se perceber como indivíduo, com desejos e opiniões próprias, e isso gera uma enorme necessidade de tomar decisões e fazer escolhas por si. Sem dúvida, isso acaba gerando uma grande resistência em seguir os pedidos dos pais. Não é exatamente uma ação consciente da criança, mas uma tentativa de atender a esse desejo interior, a essa descoberta de si como um ser independente dos pais. No entanto, ao mesmo tempo em que ela quer tomar suas decisões, ainda tem muitas dificuldades para fazê-lo, dado que ainda não tem maturidade suficiente. Ela discorda até dela mesma! Se você pergunta o que ela quer comer, naturalmente ela responderá: “Macarrão”. Mas, quando você chega com o prato de comida, ela diz: “Eu não quero isso!” Suponha que você está com pressa para ir a algum lugar. Seu filho está de ótimo humor até você dizer: “Preciso que você entre no carro agora”. Ele fará tudo, menos atender a sua solicitação. É uma fase difícil para os pais e também para os pequenos. É uma experiência intensa emocionalmente e repleta de conflitos, pois, ao mesmo tempo em que a criança busca essa identidade, ela não quer desagradar seus pais — por mais que isso não pareça possível.

4. Existe alguma maneira de evitar que o bebê passe por isso?
Não há a necessidade de tentar evitar esse período e nem há como fazê-lo. O importante é conhecer e lidar de modo construtivo com essa fase dos pequenos.

5. Todas as crianças passam por isso?
Não é uma regra. Algumas crianças demonstram essas características mais intensamente do que outras.

6. Como agir quando a criança se joga no chão e grita em um lugar público, como o supermercado ou o shopping?
Primeiramente, descarte palmadas, tapas, puxões de orelha ou qualquer outro comportamento agressivo para tentar conter uma birra. Antes de sair, converse com o seu filho e o contextualize sobre o passeio. Se for supermercado, por exemplo, diga como espera que ele aja, o que ele poderá pegar para si etc. Se forem a um restaurante, faça o mesmo, explique aonde vão, como espera que a criança se comporte e as consequências para o seu mau comportamento. Jamais ceda às manipulações, como choros, pedidos de ajuda e reclamação de possíveis desconfortos. Avise-o de que só vai conversar depois que ele se acalmar. Opte por disciplinar a criança após a birra, que é o momento em que ela está colocando para fora sua frustração e seu descontentamento. Após ela parar de fazer a birra, você se abaixa para conversar. É sempre muito importante que a criança compreenda o que fez e o porquê de sua ação. Evite dar broncas e repreender seu filho na frente de outras pessoas para que ele não se sinta constrangido e você também. Uma dica bacana para mudar o foco da birra é chamar a atenção da criança para outra situação. Mostre um objeto ou comece a falar de outro assunto. Ignorar a birra costuma dar ótimos resultados. Em lugares públicos, se a birra persistir e você estiver se sentindo constrangida, tire o seu filho do ambiente sem demonstrar irritação e sem conversar. Sua atitude mostrará desaprovação.

7. O que fazer quando o pequeno bate nas pessoas quando é contrariado?
Esse “bater” normalmente é a expressão do seu descontentamento, o que, no caso, não é aceitável. É importante ressaltar que as crianças, assim como nós, adultos, também ficam bravas, tristes, frustradas e chateadas — isso é natural do ser humano. Ao longo da vida, ela vai se deparar com diversas situações que despertarão esses sentimentos nelas e a infância é a melhor fase para aprender a lidar com esses sentimentos inevitáveis. Assim, se quiserem contribuir de modo positivo com o desenvolvimento emocional e psicológico dos pequenos, os pais devem parar de tentar poupá-los de situações frustrantes e passar a explicar esses sentimentos, apontando caminhos para que consigam lidar com eles. A criança não nasce sabendo lidar com seus sentimentos, ela testa suas ações e vai construindo seus modos de agir.
Quando ela bate em alguém, imediatamente deve ser contida e, em seguida, os pais devem abaixar-se na altura da criança, olhar fixo em seus olhos e com voz firme conversar que entendem que o pequeno esteja bravo, mas que sua atitude é inaceitável. Explique que, se aquilo voltar a acontecer, haverá consequências negativas para ela, citando quais serão. Lembre-se de que essas consequências deverão ser algo possível de ser feito porque, se a criança repetir o comportamento desaprovado, você deverá cumprir o que falou.

8. E quando a criança bate com a cabeça na parede ou faz coisas para se machucar porque ouviu um “não”?
Em geral, as crianças recorrem a esse tipo de autoagressão como mais uma tentativa de conseguir a atenção dos adultos e, quase sempre, conseguem porque descobrem que esse comportamento provoca comoção nos pais. Por mais que possa preocupar, os pais devem manter a ideia de que “sem plateia não há show”. O ideal é conter a ação da criança sem dar atenção ou demonstrar comoção pela atitude. Você pode, por exemplo, colocar um travesseiro ou uma almofada embaixo da cabeça dele e sair de perto, ou tire o pequeno do local onde está sem conversar e coloque-o em um ambiente mais seguro. Sem conseguir chamar sua atenção com a autoagressão, a criança vai buscar outras possibilidades, como apagar e acender a luz, ligar e desligar equipamentos eletrônicos etc. Só fique atenta para a possibilidade de esse comportamento estar refletindo algum problema emocional, que, aí sim, merece a atenção dos pais.
Se a criança começar a apresentar comportamentos autodestrutivos, como se arranhar, bater em sua cabeça e puxar os cabelos, frequentemente em situações cotidianas, vale a pena consultar um especialista porque isso pode indicar uma tentativa da criança de evitar o contato com algo que esteja lhe causando angústia

Stress Infantil


No mundo de hoje em dia, tudo está tão agitado e concorrido que parece que a infância não tem mais lugar.
O desejo de que os filhos crescem rápido ou aprendam rápido é tão grande que as despreocupações infantis deram lugar a imediata preocupação de tempo com coisas que não deveriam fazer parte de seu universo.
Muitos pais precisam até de agenda para poder conciliar todos as atividades dos pequenos. A pressão sob eles é muito grande, devem ser o primeiro da classe, ter sucesso em todas as atividades ... Etc. Tudo é muito precoce hoje em dia. E como são dependentes de seus pais, física e emocionalmente, preocupam-se em atender a todas as expectativas para não desapontá-los e perder o amor deles. Com isso, as necessidades infantis são postas de lado para que assumam o que lhes foi imposto.

Mas toda essa pressão que é fruto dos desejos dos pais, há um preço a se pagar! Que será cobrado mais cedo ou mais tarde.
Vemos que em alguns casos tais excessos causam o estresse infantil, que gera uma tensão tão extrema, insuportável mesmo, acompanhada de reações orgânicas como excesso de ansiedade junto com taquicardia, vômitos, diarreias, dores, agressividade, perda de ou sono agitado, doenças respiratórias, enfim. A criança sente como se sua segurança estivesse ameaçada. E de fato está.

São muitos os eventos que podem provocar o estresse infantil, por isso é fundamental que os pais acompanhem seus filhos de perto, fiquem atentos a cada mudança de humor, de comportamento e mesmo de saúde sem motivo aparente, pois pode ser sinal de estresse.

Cada criança é única e o limite de tolerância e o ritmo de aprendizagem são diferentes para cada uma e devem ser respeitados.

Na verdade, o que ela deseja é brincar e desfrutar a infância a que tem direito.
Não se pode pular uma fase de vida, pois mais tarde ela retorna. Sao adultos infantilizados ou crianças tomando decisões de adultos.
Cabe aos adultos responsáveis refletirem profundamente quais são as razões pelas quais estão ocupando tanto o tempo livre de seus filhos!
Cassi e Thais - @things.to.teach

Dica de livro

Uma dica preciosa!

Você foi criado para ser o agente da benção aos seus filhos

A benção é um costume estabelecido por Deus e planejado para que fosse praticado em todas as famílias. De fato, há sete períodos críticos em nossa vida em que Deus deseja nos transmititr uma mensagem abençoadora acerca de nossa identidade e de nosso destino na terra. Neste livro, Craig Hill nos instruiu sobre cada um desses períodos criticos, respondendo a questões como:

Como posso ajudar meus filhos a firmarem sua identidade?
Quando é necessário abençoar?
Quais são os resultados da falta de benção?
O que os pais devem fazer em períodos críticos da vida dos filhos?
Como devo abençoar meus filhos?
Nunca é tarde demais para transmitir bençãos aos filhos. Se você é pai de crianças, jovens ou adultos, avós ou padrasto/madrasta, sua benção irá levá-los a prosperar, ajudando-os a conquistarem o propósito de sua vida.

O PODER DA BENÇÃO DOS PAIS por Craig Hill
Leve seus filhos a prosperarem e a alcançarem o destino de suas vidas em Cristo.

Fabricante: Editora UDF -
Universidade da Familia por R$27,30

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APRENDENDO A LIDAR COM A RAIVA E AGRESSIVIDADE DAS CRIANÇAS

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Por Karine Rizzardi*

Muitos pais não sabem, mas a agressividade e a raiva no comportamento das crianças, nada mais são do que a forma que elas encontram de esconderem seus sentimentos de impotência diante de algo que não sabem como lidar.
Depois do próprio sentimento de impotência dos pais, quando não sabem mais o que fazer quando os irmãozinhos estão brigando ou quando um deles se manifesta de forma explosiva. Uma lição é importante tanto para os pais, quanto para os filhos: todo ser humano deve se permitir sentí-los, mas o diferencial será em como irão administrá-los.
A forma mais ineficaz e errada de lidar com as emoções nos filhos, é dizer frases como: “Isso não dói tanto”, “Não precisa ter medo” ou “Aquilo não é tão ruim assim”. Dizer isso faz os filhos pensarem que seus sentimentos são exagerados e desnecessários. A maneira mais efetiva e consistente de auxiliar os filhos nessas horas, é fazer simplesmente uma coisa: auxiliá-los a detectar qual o sentimento que eles estão sentindo naquele momento. É como se os pais fossem os tradutores de uma língua que as crianças não dominam.
Quando as crianças percebem que os pais conseguiram traduzir seus sentimentos, elas se acalmam e os pais nem imaginam que auxiliaram seus filhos a ativar áreas do cérebro que as instrumentalizam a resolver seus próprios conflitos. Como ninguém gosta de textos compridos, procurei selecionar objetivamente, as reações mais adequadas que os pais podem reagir nesta hora difícil:

1. O adulto deve saber o que está acontecendo, mas deve evitar intervir. Quando as crianças precisam de ajuda, elas pedem. Somente os casos de agressões físicas que deve ter a ação efetiva dos pais.
2. Se coloque no lugar da criança. Se já não é fácil para marido e mulher se reconciliarem tranquilamente na hora de uma briga, imagine então irmão e irmã. As crianças conseguem se reconciliarem sozinhas, na maioria das vezes, tanto é que elas brigam, mas logo depois, voltam a brincar.
3. Quando você não sabe o que fazer, o melhor a ser feito é justamente “traduzir” o sentimento da criança. Isso lhe dá conforto.
Quando as crianças ou a situação está tensa, elas precisam de uma voz calma e tranquila que estabilize o sentimento delas. O fato dos pais se mostrarem mais calmos, em questão de minutos, a calma de um pai (mãe) tem o poder de diminuir a ansiedade da criança.

Nisso, é importante que você:

Toque a criança, com amor, mas firmeza;
Abaixe-se na altura dela, para mostrar-lhe o quanto sente empatia pelo ocorrido;

Se uma delas estiver mais brava, pegue ela primeiro e saiba que ela só quer ser entendida por vocês;

Após isso, pegue a outra criança com afeto e procure descobrir como se sente.
Se ambas se acalmarem rápido, pode começar a conversar com ambas, para descobrir o que aconteceu. Não adianta conversar quando as crianças nervosas. Deixe a poeira abaixar e depois, volte no assunto;

O foco das brigas não deve ser de buscar culpados, mas de orientá-las para que uma compreenda o ponto de vista da outra. Isso aciona os hemisférios do cérebro que são necessários para os sucessos nos relacionamentos familiares e sociais;

Se a agressão é verbal, do tipo: “A mana é boba!” ou “Quero que a mamãe vai embora”, não significa que a criança está sentindo isso, mas que talvez, se a mãe não estivesse em casa, ela não iria ficar me incomodando.
Lidar com os filhos é o mesmo que aprender a lidar com os sentimentos do próprio adulto.

Texto Universidade da familia