Acordem mamães e papais

...Era quarta-feira, 8:00 hs. Cheguei a tempo na escola do meu filho –“Não se esqueçam de vir à reunião de amanhã, é obrigatória” – Foi o que a professora tinha dito no dia anterior.

-“Que é o que essa professora pensa! Acha que podemos dispor facilmente do tempo que ela diz? Se ela soubesse quanto era importante a reunião que eu tinha as 8:30!” Dela dependia uma boa negociação e... tive que cancela-la!

Lá estávamos nós, mães e pais, e a professora.

Começou a tempo, agradeceu nossa presença e começou a falar. Não lembro o que ela dizia, minha mente estava pensando em como iria resolver esse negócio tão importante, já me imaginava comprando aquela televisão nova, com o dinheiro.

“João Rodrigues!” – escutei ao longe – “Não está o pai de João?” – diz a professora.

“Sim, eu estou aqui” – contestei indo para receber o boletim escolar do meu filho.

Voltei pro meu lugar e disse ao abrir o boletim.... –“Para isso foi que eu vim???? Que é isso???” O boletim estava cheio de seis e setes. Guardei rapidamente, para que ninguém pudesse ver como tinha se saído meu filho.

De volta para casa, aumentava ainda mais minha raiva, cada vez que pensava:

“Mas, se eu dou tudo para ele, não tem faltando nada!

Agora ele vai ver!” Cheguei, entrei a casa, fechei a porta de uma batida e gritei: “Vem aqui, João!”

João estava no quintal, correu para abraçar-me. –“Papai!”

– “Nada de papai!” o afastei de mim, tirei o meu cinturão e não lembro quantas vezes bati ao mesmo tempo em que falava o que pensava dele.

– “Agora vai para o teu quarto!”

João foi chorando, sua face estava vermelha e a sua boca tremia.

Minha esposa não falou nada, só mexeu a cabeça num gesto de negação e entrou na cozinha.

Quando fui para cama, já mais tranquilo, minha esposa me entregou o boletim do João, que tinha ficado dentro do meu casaco, e disse:

- “Leia devagar e depois pense numa decisão...”

Bem no começo estava escrito: BOLETIM DO PAPAI.

Pelo tempo que teu pai dedica a conversar contigo antes de dormir: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para brincar contigo: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para te ajuda com as tarefas: 6

Pelo tempo que teu pai dedica par te levar de passeio com a família: 7

Pelo tempo que teu pai dedica para te ler um livro antes de dormir: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para te abraçar e te beijar: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para assistir televisão contigo: 7

Pelo tempo que teu pai dedica para escutar tuas dúvidas ou problemas: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para te ensinar coisas: 7

Média: 6,22

As crianças tinham qualificado os seus pais. O meu deu para mim 6 e 7 (sinceramente eu tinha merecido 5 ou menos)

Me levantei e corri para o quarto dele, o abracei e chorei.

Queria poder voltar no tempo... mas isso não é possível.

João abriu os olhos, ainda com os olhos inchados pelas lagrimas, sorriu, me abraçou e disse:

- “Eu te amo papai!” Fechou os olhos e dormiu.

Acordemos pais!!! Aprendamos a dar o valor certo aquilo que é mais importante em relação aos nossos filhos, já que disso depende o sucesso ou fracasso na suas vidas.

Já pensou qual seria a 'nota' que seu filho daria para você hoje?

Autor desconhecido.

O que fazer com as crianças nas férias



Com as crianças em casa, haja imaginação para inventar brincadeiras e tarefas para preencher os dias que normalmente são cheio de horários e regras definidos. Com meus filhos, nada de ficar o dia todo no videogame, nem na frente da televisão e do computador. Para cada um deles, estipulo um tempo de duração, onde as crianças podem sugerir e/ou escolher o melhor horário. Criança precisa, além da tecnologia, brincar como criança, gastar energia, fazer exercícios físicos e exercitar muito a criatividade e imaginação.

Por isso, aqui vão algumas dicas para o tempo dos pequenos ser preenchido adequadamente, com todo bom senso e desenvoltura:

1) Regras sim, mas nem tanto: horários disciplinados e regras para bagunças e guloseimas podem ser menos rígidas nesta época. Dormir e relaxar um pouco mais pela manhã é sadio também. Embora organizar seja preciso, a primeira regra é relaxar com os horários e permitir que a preguiça se aconchegue. Tudo pode e deve ficar diferente, ser uma pausa na rotina dentro de casa, mas com imaginação. A ordem é que sejam dias que fujam do normal. Afinal, são férias e não importa onde aconteçam! Elas existem para que as crianças se divirtam. Em casa ou não, que as férias do seu filho sejam uma folguinha gostosa e bem diferente!

2) Passeio turístico pela sua cidade: é incrível como não fazemos isso na nossa própria cidade!

3) Pôr do sol: Se você mora numa cidade à beira-mar, no campo ou numa região montanhosa, no fim de semana não perca a oportunidade de levar seus filhos para curtir o entardecer. Aproveite para conversar, saber mais do dia a dia do seu filho, de seus medos e anseios, das suas alegrias, do que ele gosta…você ficará surpresa sobre como não conhecemos eles tão profundamente quanto pensamos.

4) Piquenique: Normalmente, o primeiro lugar que as crianças escolhem para comer é…aquele amarelo e vermelho, rs. Mas que tal trocarem o fast food por um piquenique? Pode ser em uma praça perto de casa, um parque, ou até num lugar mais afastado, bonito e bem frequentado. Para isso, prepare uma bela cesta com tudo o que os pequenos gostam de comer e beber, e lembre-se de levar pratos, copos, talheres, guardanapos descartáveis e um saco de lixo bem grande.

5) Cinema + Pipoca + Guaraná: um belo filme ou desenho animado em 3D é sempre uma festa. Se na sua cidade não há sala de cinema, que tal alugar um DVD? Nas férias, a programação infantil das salas de cinema são bem recheadas.

6) Cultive uma horta em casa: as crianças adoram mexer na terra, pedrinhas, pazinhas e rastelinhos….além de saudável, ter vasinhos ou canteiros de ervas frescas a qualquer hora é uma delícia! Os pequenos ficarão surpresos ao perceber que de dentro de uma pequenina semente brota vida, beleza e alimento.

7) Caravana Cultural: Para os filhos pequenos, filmes e teatros. Para os jovens, escolham em conjunto um espetáculo que agrade a todos: pode ser um show, um musical, uma comédia. Seja qual for a escolha, faça companhia a eles. Conversar sobre o que vão assistir é uma ótima forma de estimular a curiosidade e aumentar o conhecimento dos filhos.

8) Cultura em casa: se estiver chovendo, monte a sua própria programação em casa! Pense na possibilidade de ensinar algum tipo de artesanato, pintura, levar as crianças para a cozinha para preparar um bolo simples, brigadeiro para comer de colher… uma outra ideia é montar uma peça de teatro com todos da família, com direito a figurino e tudo! Estimular a criatividade através de brincadeiras e teatros é uma fonte riquíssima de prazer e aprendizagem. Passar conceitos como “bom dia”, “obrigada” e “por favor” é bem fácil nessas mirabolantes fantasias de atuar.

9) Hora da saudade: Aproveite os filhos reunidos para rever filmes de viagens que vocês fizeram juntos; revejam álbuns antigos fotografias, registrem os momentos importantes da vida familiar. Que tal promover uma exposição na sala de casa após o almoço?

10) Leitura: No fim da tarde, depois do almoço, leia histórias para seus filhos darem aquela descansada, aquele soninho da tarde que toda escola integral tem. Se eles já forem grandes, conte uma passagem da sua própria história.

11) Dia do contrário: Ideal para crianças até 10 anos. Nesse dia, pais e filhos invertem seus papéis. Escolher o que vestir, restaurante onde ir e o que irão comer é tarefa dos filhos. Os pais apenas obedecem às ordens. É uma maneira de ver como os filhos vêem a relação.

12) Internet que integra: se a família toda se reunir em volta do computador, num sábado à tarde, por exemplo, é possível encontrar assuntos que interessem a todos. Fazer pesquisas sobre um tema também é uma boa pedida (meus filhos adoram dinossauros e astrologia!). Ouça as sugestões deles e aproveite para inserir conceitos básicos sobre os perigos e benefícios da internet.

13) Inseridos no planeta terra: pegar um mapa mundi e desvendar o mundo através dele é bem divertido. Além dos pequenos aprenderem sobre os oceanos, países, principais capitais, continentes, ou seja, sobre geografia, também podem combinar a próxima viagem de férias, quem sabe?

14) Karaokê: É, sem dúvida, uma ótima opção para aproximar pais e filhos, soltar a voz, aprender letras de músicas e muitos ritmos diferentes.

15) Brincar de esconde-esconde dentro de casa: é um barato quando encontramos nossos pequenos enfiados nos cantinhos mais impossíveis da casa!

16) Lanterna: a noite, após o jantar, todos no quarto reunidos, porta fechada e luz apagada, lanterna na mão e….muitas figuras na parede !!! Imaginação, risadas e brincadeiras criativas surgem com a escuridão e um foco só de luz.

Bem, acho que essas dicas já podem consumir 16 dias das férias…

Boas férias!

*Escritora de livros infantis, Lu Martinez é empresária e economista, com especialização em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, em Administração pela Fundação Getúlio Vargas e Capacitação Gerencial pela Fundação Instituto de Administração – USP.

Educando filhas segundo o coração de Deus

Mães que, cujo objetivo seja educar uma filha segundo o coração de Deus.

Capítulo 1: A ovelha-guia
Ovelha-guia? O que é isso? Quando o pastor percebe que uma de suas ovelhas o segue espontaneamente durante um longo tempo, ele pendura-lhe um sino ao pescoço para que o resto do rebanho siga a ovelha-guia, que por sua vez segue o pastor. “A mãe deve ser a ovelha-guia da filha”.
Quando nós mães, permanecemos próximas de Jesus, o mais perto que podemos; quando  o amamos de todo o nosso coração, conforme ele disse para fazer; adivinhe o que acontece: nós nos transformamos na ovelha-guia que nossas filhas seguirão.
Nossas filhas imitarão e seguirão nosso comportamento. Transformamo-nos no exemplo vivo, dinâmico e concreto que significa ser uma criança, uma menina, uma adolescente e uma mulher segundo o coração de Deus.

Tocando seu sino.
Como uma mãe ajuda sua filha a desenvolver o coração voltado vem para Deus¿ Deuteronômio 6:7 vem em nosso resgate e responde a essa pergunta. A mãe que ama sinceramente ao Senhor e guarda as suas palavras em seu coração deve ensinar a seus filhos.
Há duas formas essenciais para ensinar: pelo exemplo e pela palavra.
Deuteronômio 6:7 diz para nós mães, que devemos ensinar às nossas crianças a palavra de Deus. Esse conteúdo é transformador de vidas! Tenha consciência de que, toda vez que você ensina a palavra de Deus, como ovelha-guia, você está fazendo o seu sino tocar. É exatamente isso que a mãe e a vó de Timóteo fizeram (2Tm 3:15), elas foram fiéis no ensino da palavra.
Tudo o que você precisa fazer para tocar este sino é:
1º amar o Senhor de todo o teu coração
2º conservar a palavra de Deus em seu coração
3º ensinar as verdades do Senhor.
Mas como?
Falando. Isso mesmo, falando. Em todo o tempo, e lugar. De manhã, a tarde, a noite. Quando estiverem no carro, limpando a casa, descansando.

Uma tarefa de Deus para toda mãe é ensinar constantemente sua filha e conversar com ela sobre o amor de Deus. Ensinar e conversar. Conversar e ensinar. Ou seja, fazendo o sino da ovelha-guia soar!
Resumo por Leia

25 gestos de boas maneiras que seu filho deve aprender

Algumas grosserias que nosso filho comete não são propositais. Muitas vezes, as crianças não percebem que é indelicado interromper, por o dedo no nariz ou dizer em voz alta que o homem parado na frente delas é careca e barrigudo. Na correria do dia a dia, as mães e os pais mais ocupados nem sempre dão tanta atenção à etiqueta.

Claro, ninguém quer transformar o próprio filho em um pequeno adulto do século XIX, apenas dar a ele direções sobre como se comportar para não deixar as outras pessoas desconfortáveis, afinal boa educação é fundamental! Se você conseguir reforçar essas 25 regras básicas, vai criar uma criança bem-educada, gentil e querida por todos.

Você vai ver que são coisas simples, que acabamos nos acostumando a fazer no dia a dia. Pode ser que seu filho não assimile tudo de uma vez só, mas é importante mostrar que as boas maneiras existem e podem ser aprendidas.

1) Quando pedir alguma coisa, diga “por favor”.

2) Quando ganhar alguma coisa, diga “obrigado”.

3) Não interrompa os adultos que estão conversando entre si a não ser que haja uma emergência. Eles irão te dar atenção logo depois de terminarem a conversa.

4) Se você quer a atenção de alguém imediatamente, a frase “com licença” é o jeito mais educado de você interromper uma conversa.

5) Quando você não souber se pode ou não fazer alguma coisa, pergunte antes e peça permissão.

6) As pessoas não querem saber de crianças que reclamam o tempo todo.

7) Não fale das características físicas de uma pessoa a não ser que você a conheça e que seja um elogio, porque elogios são sempre bem-vindos.

8) Quando alguém te perguntar como você está, responda e retribua a pergunta.

9) Quando você passar um tempo na casa dos seus amigos, não se esqueça de agradecer aos pais deles por terem te recebido bem.

10) Bata na porta se ela estiver fechada e espere ser convidado antes de entrar.

11) Quando você ligar para alguém, diga seu nome e peça para falar com a pessoa para quem você ligou de fato.

12) Diga “obrigado” para todos os presentes que você receber, seja uma bala ou um brinquedo novo.

13) Não diga palavrões. São palavras rudes que deixam as pessoas constrangidas.

14) Não chame as pessoas por apelidos ruins.

15) Não zombe das pessoas por nenhuma razão. Elas podem se magoar e se sentirem inferiores e você estará sendo cruel.

16) Se você estiver em uma festa ou algum programa chato, seja educado e tente se divertir. Não fique emburrado.

17) Se você tropeçar em alguém, peça desculpas imediatamente.

18) Cubra sua boca ao espirrar e bocejar e não coloque o dedo no nariz em público.

19) Quando você passar por uma porta, veja se ninguém está vindo atrás. Se alguém estiver se aproximando, segure a porta para a pessoa passar.

20) Se você notar que seus pais, seus vizinhos ou seus professores estão trabalhando em alguma coisa, ofereça ajuda e ajude no que for possível.

21) Quando seus pais lhe pedirem um favor, faça sem resmungar.

22) Quando alguém te ajudar, especialmente seus professores, agradeça a ajuda.

23) Quando você não souber mexer em alguma coisa, peça ajuda para um adulto e preste atenção para aprender.

24) Quando estiver comendo, mastigue de boca fechada e limpe a boca com o guardanapo.

25) Não dê ordens, peça com gentileza.

Fonte Pais e filhos

Lidando com filhos desobedientes

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1. Direcionem-nos para Cristo.

O verdadeiro problema dos vossos filhos rebeldes não é drogas, sexo, tabaco, pornografia, preguiça, criminalidade, maldicência, desmazelo, homosexualidade ou fazer parte de uma banda de rock punk. O verdadeiro problema é que eles não vêem Jesus com clareza. O melhor que podem fazer pelos vossos filhos—e a única razão para fazer qualquer uma das sugestões que se seguem—é mostrar-lhes Cristo. Não é um processo simples ou imediato, mas os pecados nas vidas deles, que vos inquietam e que os destroiem, só começarão a desaparecer quando eles virem Jesus de uma forma como ele realmente é.

2. Orem.

Só Deus pode salvar o vosso filho ou filha. Por isso, continuem a pedir-Lhe que se mostre a eles, de forma a que eles não possam resistir a adorá-lo.

3. Assumam que algo está errado.

Se a vossa filha rejeita Jesus, não finjam que está tudo bem.

Para todas as crianças que não são crentes, os detalhes são diferentes. Será preciso que os pais abordem cada detalhe de formas únicas. Contudo, não é aceitável o facto de não os abordarem de todo. Se o vosso filho não é crente, não ignorem esse facto. As férias podem ser mais fáceis, mas a eternidade não o será.

4. Não esperem que eles sejam como Cristo.

Se o vosso filho não é cristão, ele não vai actuar como tal.

Vocês sabem que ele abandonou a fé, portanto não esperem que ele viva pelas normas segundo as quais o criaram. Por exemplo, vocês podem sentir-se tentados a dizer: «Sabemos que é difícil para ti acreditar em Jesus, mas não consegues pelo menos admitir que embebedares-te todos os dias é pecado?»

Se ele está com dificuldade em acreditar em Jesus, então há muito pouco significado em admitir que a embriaguez está errada. Querem protegê-lo, pois. Mas a falta de crença dele é o problema mais perigoso—e não o facto de andar sempre em festas. Por mais que o comportamento de falta de crença do vosso filho se mostre, façam sempre questão de se concentrarem mais na doença do coração do que nos sintomas da doença.

5. Recebam-nos de braços abertos em casa.

Porque a preocupação maior não são as atitudes do vosso filho, mas sim o coração dele, não criem muitas exigências para que ele volte para casa. Se ele sentir alguma suspeita ao estar convosco, isso é Deus a dar-vos uma oportunidade de o amar de volta para Jesus. Obviamente há algumas instâncias em que devem dar ultimatos: «Não entres nesta casa se estiveres…». Porém, instâncias como essas acontecem raramente. Não reduzam as probabilidades de estar com o vosso filho ao impor demasiadas regras.

Se a vossa filha cheirar a erva ou a tabaco, borrifem o casaco dela com ‘Febreze’ e mudem os lençóis quando ela sai, mas deixem-na vir para casa. Se descobrirem que ela está grávida, comprem-lhe ácido fólico, levem-na à ecografia na 20.ª semana de gravidez, protejam-na do Planeamento Familiar e, custe o que custar, deixem-na vir para casa. Se o vosso filho ficar falido porque gastou o dinheiro todo que lhe emprestaram em mulheres da vida e bebidas caras, então perdoem-lhe a dívida como também vocês foram perdoados; não lhe deêm mais nenhum dinheiro e deixem-no vir para casa. Se ele não aparece há uma semana e meia porque tem ficado em casa da namorada peçam-lhe para não ir mais e, deixem-no vir para casa.

6. Incentivem-nos mais vezes do que as que os repreendem.

Sejam gentis com o desapontamento.

O que mais vos preocupa é o facto do vosso filho se estar a destruir a si próprio, e não o facto de ele estar a quebrar as regras. Tratem-no de forma a que ele perceba isso. Provavelmente ele sabe—principalmente se foi criado como cristão—que o que anda a fazer está errado. E, definitivamente, ele sabe que vocês pensam isso. Portanto, o vosso filho não precisa que vocês lho digam. Ele precisa de saber como vocês vão reagir ao mal dele. A vossa indulgência bondosa e esperança dolorosa mostrar-lhe-ão que vocês confiam realmente em Jesus.

A consciência dele, por si só, pode condená-lo. Os pais devem permanecer compreensivos e firmes, vivendo sempre na esperança de que o filho volte.

7. Façam com que os vossos filhos contactem com crentes que conseguem aproximar-se mais deles.

Há dois tipos de acesso ao vosso filho que podem não conseguir ter: geográfico e relacional. Se o vosso filho desobediente vive longe, tentem encontrar um crente convicto na zona onde ele vive e peçam-lhe para contactar o vosso filho. Isto pode parecer intrometido, estúpido ou embaraçoso para ele, mas vale a pena—especialmente se o crente que encontrarem se consegue relacionar também emocionalmente com o vosso filho numa forma que vocês não podem.

A distância nas relações pode também ser um efeito secundário do abandono da fé por parte do vosso filho, portanto a vossa relação será ténue e deve ser protegida, se for possível. Mas uma repreensão dura é necessária na mesma.

É aqui que, outro crente com acesso emocional ao vosso filho, pode ser muito útil. Se há um crente em quem o vosso filho confia e, talvez até com quem goste de estar, então esse crente tem a plataforma para dizer ao vosso filho—de uma forma a que ele preste atenção—que ele está a ser um idiota. Isto pode soar severo, mas precisamos muitas vezes de uma chamada de atenção, e as pessoas em quem confiamos são normalmente as únicas que conseguem dar-nos uma repreensão dolorosa de forma a ser um presente para nós.

Muitos miúdos rebeldes fariam bem em ouvir que estão a ser tolos—e é muito raro que os pais lhes digam isto de forma a ajudá-los—portanto, tentem manter outros cristãos nas vidas dos vossos miúdos.

8. Respeitem os amigos dos vossos filhos.

Honrem o vosso filho desobediente da mesma forma que honrariam qualquer outro descrente. Eles podem andar com grupos com os quais vocês nem pensariam em falar ou até mesmo olhar, mas tratam-se dos amigos do vosso filho. Respeitem isso—mesmo que o relacionamento se baseie no pecado. Eles são más influências para o vosso filho, sim. Mas ele também é má influência para eles. Nada se resolverá pelo facto de tornarem evidente que não gostam de quem anda com quem.

Quando o vosso filho aparece com outra namorada para uma festa de aniversário familiar—uma pessoa que nunca viram e que provavelmente nunca mais vão ver—sejam hospitaleiros. Ela também é a filha desobediente de alguém, e ela também precisa de Jesus.

9. Enviem-lhes e-mails.

Agradeçam a Deus pela tecnologia que lhes permite estar tão facilmente presentes nas vidas dos vossos filhos!

Quando lerem algo na Bíblia que os incentive e os ajude a amar mais Jesus, escrevam-no e enviem-no ao vosso filho. A melhor exortação para eles são os exemplos positivos da alegria de Cristo na vossa própria vida.

Não entre em stress quando estiver a elaborá-los, como se cada um deles precisasse de ser unicamente poderoso. Apenas tirem um após o outro, e deixem que o efeito cumulativo da vossa satisfação em Deus se reuna na caixa de correio electrónico do vosso filho. A palavra de Deus nunca é proclamada em vão.

10. Levem-nos a almoçar fora.

Se possível, não deixem que a única interacção com o vosso filho seja apenas electrónica. Passem tempo juntos, cara a cara, se puderem. Podem pensar que isto é desconfortável e stressante, mas acreditem que é pior estar no lugar do vosso filho—ele está a viver esse mesmo desconforto, mas com culpa. Portanto, se ele se quer encontrar com vocês para almoçar, agradeçam a Deus, e façam uso dessa oportunidade.

É quase hipócrita falar sobre a rotina dele, porque aquilo que vos importa realmente é a vida eterna dele; mas tentem na mesma. Ele precisa de saber que se importam com tudo o que lhe diz respeito. Então, antes de acabar de almoçar, rezem para que o Senhor lhes dê a coragem de perguntar sobre a alma dele. Não sabem como ele vai responder. Será que ele vai revirar os olhos como se vocês fossem idiotas? Será que se vai zangar e ir embora? Ou será que Deus tem trabalhado nele desde a última vez que falou com ele? Se não perguntar, nunca vai saber.

(Eis aqui uma nota para os pais de crianças pequenas: estipulem saídas regulares para irem comer fora com os vossos filhos. Não só será uma experiência valiosa para ambos, como também, se alguma vez os vosso filhos entrarem na crise da insubordinação, a tradição de se encontrarem com eles já existirá e não será estranho convidá-los para ir comer fora. Se o filho estiver habituado, desde pequenino, a ir comer fora com o pai aos Sábados, será muito mais difícil para ele recusar um convite do pai—mesmo para um confiante rapaz de 19 anos.)

11. Interessem-se por aquilo que eles querem conseguir.

É provável que se a vossa filha está a rejeitar Cristo de propósito, então a forma como ela passa o tempo irá provavelmente decepcioná-los. Contudo, encontrem valor nos interesses dela, se possível, e incentivem-na. Vocês foram assistir às peças da escola dela e aos jogos de futebol quando ela tinha 10 anos; o que poderão fazer agora que ela tem 20 para mostrar que realmente ainda se interessam pelos interesses dela?

Jesus passou tempo com cobradores de impostos e prostitutas, e nem sequer era familiar deles. Imitem Cristo sendo o tipo de pais que poem os tampões dos ouvidos no bolso e que vão para o centro da cidade, à pequena discoteca fria e húmida, onde vai ser o espectáculo de lançamento do CD da vossa filha. Incentivem-na e nunca párem de rezar para que ela comece a usar os dons dela para a glória de Jesus, em vez de para a sua própria glória.

12. Apontem-lhes Cristo.

O mais importante é que isto não seja demasiado stressante. Nenhuma estratégia para alcançar o vosso filho, ou filha, surtirá qualquer efeito duradouro se o objectivo subjacente não for ajudá-los a conhecer Jesus.

Jesus.

Não reze para que eles voltem a ser bons miúdos outra vez; para que cortem o cabelo e comecem a tomar banho; para que venham a gostar de música clássica em vez de deathcore; para que deixem de se sentir envergonhados no estudo semanal da Bíblia; para que votem no partido conservador outra vez nas próximas eleições; nem para que possam dormir à noite ao saber que os vossos filhos não vão para o inferno.

A razão mais importante para rezar por eles, recebê-los de braços abertos, pleitear com eles, enviar-lhes e-mails, comer com eles ou interessarem-se pelo que eles se interessam é para que os olhos dos vossos filhos se abram para Cristo.

E não só Cristo é o único objectivo—ele é também a única esperança. Quando eles virem a maravilha que é Jesus, a satisfação será refinada. Ele substituirá a patética vaidade do dinheiro, o louvor ao homem ou ao estatuto ou ao orgasmo em que estão a delimitar as suas vidas eternas neste momento. Só a sua graça pode retirá-los dessas buscas arriscadas e prendê-los com segurança a ele—cativos, mas satisfeitos.

Ele fá-lo-á por muitos. Tenham fé e não desistam.

Mulheres e Mães no Reino
Por John Piper
Tradução: gospeltranslations.org

Paternidade: Privilégio sagrado e bênção eterna

Quando nos tornamos pais e mães, passamos a entender melhor nossos próprios pais, que sacrificaram muitas vezes seus desejos pessoais para nos dar o que precisávamos para a vida. Acabamos repetindo muitas coisas que recebemos deles com nossos filhos, enquanto crianças. Quando adolescentes, só nos damos conta de como foi difícil essa fase para nossos pais quando nossos filhos passam por ela.

  • Entendendo nossos próprios pais quando nos tornamos pais

     Nossos filhos enquanto crescem não precisam se preocupar com as necessidades básicas que possuem. Como pais, fazemos o necessário para prover o que precisam. Eles não entendem algumas de nossas ações quando colocamos limites, disciplinamos ou proibimos algo que querem tanto. Alguns filhos crescem e continuam não entendendo, enquanto outros reconhecem e são gratos por tudo o que seus pais fizeram por eles, para que se tornassem os melhores adultos, e o ciclo da vida continua com seus próprios filhos.
    • Quando um filho está triste, nós nos preocupamos e fazemos de tudo para que se alegre novamente.
    • Se um filho está doente, machucado ou sofrendo, nós nos desdobramos para encontrar ajuda, ajoelhamo-nos em oração e jejum para que sejam curados, quase pedindo que a doença seja transferida a nós, para que nosso filho não sofra.
    • Quando um filho se perde nas drogas e vícios, uma ferida em nosso coração aumenta a cada dia por muitas vezes não saber o que fazer e acabamos encontrando forças que não sabíamos que tínhamos para ajudá-los.
    • Da mesma forma, quando nossos filhos realizam seus sonhos, ultrapassam um obstáculo, são vencedores e conquistam passo a passo sua vitória e felicidade pessoais, nós nos orgulhamos tanto, sentimos nossas orações como válidas e ficamos satisfeitos por tanto trabalho e bons resultados.
  • Entendendo o amor de Deus por cada um de nós, Seus filhos

    Enquanto passamos por essas transformações e descobertas como pais e mães, também podemos entender melhor como nosso Pai Celestial se sente em tantas ocasiões.
    O termo “Pai” é usado tanto no Velho quanto no Novo Testamento para descrever Deus. De todos os títulos existentes para o Senhor de todos os mundos, Ele escolheu ser chamado de Pai.
    Todos nós somos Seus filhos. Não importa raça, credo, cor, se acreditamos n’Ele ou não, Ele nos ama com um amor imensurável, incondicional, mas justo e perfeito.
  • Declarações de amor perfeitas de um Pai Perfeito

    Veja as maravilhas existentes na Natureza: as flores, as montanhas, as praias, o céu, o verde, árvores, animais. Que mundo maravilhoso nós vivemos! Preste atenção no nascer e no pôr do sol, nas cachoeiras, nas crianças, na brisa, na chuva que abençoa a terra. Presentes de um Pai amoroso que quer ver seus filhos felizes.
    Olhe a variedade de alimentos que existem. Temos todas as frutas, vegetais, carnes e somos abençoados com tamanha variedade. Bênçãos de um Pai preocupado que quer nos ver saudáveis e satisfeitos.
    Respire fundo. Quantos de nós paramos para agradecer o ar que respiramos, a água que tomamos, o sol que dá vida, a noite que traz descanso? Geralmente temos tudo isso como direito e necessidades básicas, e raramente reconhecemos que tudo vem de nosso Pai, que colocou neste mundo tudo o que seus filhos precisam para serem felizes, sabendo de antemão que poucos de nós reconheceríamos Sua mão em todas as coisas.
  • Família na terra, família celestial

    Um Pai que apesar de todos os títulos e toda onipotência prefere ser chamado de Pai regozija-se em Seus filhos e nas famílias que criam. Isso também é o mais importante para Ele. Da mesma forma que protegemos nossos filhos, queremos ser os melhores pais e mães para eles, queremos que aprendam a confiar em nós, virem ao nosso encontro quando precisarem, ou mesmo somente para estar conosco, nosso Pai Celestial quer o mesmo. Ele nos quer de volta à Sua presença. Todos nós, e como famílias.
    Cada um de nós somos filhos, pais, irmãos, cônjuges, parentes e amigos de alguém. Assim como nossos filhos, nós não entendemos tudo o que nosso Pai Celestial faz por nós todos os dias. Mas, podemos buscar o conhecimento e aprendermos pela fé, conhecê-Lo através das escrituras e orações, e chegarmos ao ponto de sabermos, sem sombra de dúvida, que tudo o que somos e tudo o que temos é justamente porque Ele é nosso Pai.
    A paternidade e maternidade podem ser oportunidades únicas, pois trazem a experiência de nos tornarmos pais e nos ajudar a entender exatamente como nosso Pai amado se sente em relação a nós.
    Pais e mães podem entender essa responsabilidade e ajudar a preservar a unidade familiar. Assim como queremos o melhor para nossos filhos, nosso Pai nos aguarda a cada instante, de braços abertos e com Seu amor perfeito, que tanto precisamos. Afinal, o que levaremos dessa vida serão apenas o amor que doamos e os sentimentos e tudo o que aprendemos em nossas relações pessoais. O resto, a traça roerá e ficará por aqui.
    A paternidade e a maternidade são privilégios e bênçãos eternas para evoluirmos a cada dia. Que possamos viver de maneira a merecer essas dádivas divinas.

25 regras para mães de garotos

Seja um filho ou quatro, não importa. As mães são as principais educadoras dos filhos homens.
Os pais têm tanta responsabilidade quanto as mães de ensinarem tudo isso aos seus meninos. Isso tudo também deve ser ensinado às filhas mulheres.
Mas, se as mães puderem, esta é sua a chance de fazer esse mundo um local de homens mais educados, sinceros, sensíveis, charmosos e, acima de tudo, fiéis e respeitadores.



Aqui estão 25 regras que mães de garotos precisam incorporar na educação dos futuros reis:
1. Ensine-o a dizer como se sente
Meninos muitas vezes podem esconder sentimentos de vergonha ou frustração.

2. Torça por ele
Isso significa acompanhá-lo em suas conquistas.

3. Ensine-o a como lavar a roupa
Isso vai ajudá-lo a ser autossuficiente e a dar valor para o trabalho doméstico.

4. Leia para ele e com ele
Crianças se tornam leitores nos colos das mães.

5. Encoraje-o a aprender a dançar
Ele vai se divertir.

6. Tenha certeza que ele tem exemplos de homens dignos
Desde os homens fortes fisicamente como inteligentes, honestos e trabalhadores.

7. Tenha certeza que ele tem exemplos de mulheres como você
Bonitas, mas inteligentes, discretas, não vulgares e determinadas a fazer o correto.

8. Ensine-o boas maneiras
Seja dizer obrigado, por favor, com licença.

9. Apresente-o a Deus, e vice-versa
Ele saberá onde encontrar sua força, diretamente do Alto.

10. Ensine-o a ser gentil e ter cuidado
Com mulheres, bebês, flores, e os sentimentos alheios.

11. Deixe-o sujar suas roupas
Deixe-o brincar e ter as aventuras que todo menino gosta.

12. Jogue bola com ele
Seja futebol, basquete, e todos os outros jogos.

13. Passeie ao ar livre
Ensine-o a apreciar a natureza.

14. Coloque-o para fazer um esporte
Ele tem que aprender a ganhar e perder.

15. Dê o exemplo de compaixão
Ensine-o como ajudar as pessoas.

16. Lembre-o que a prática leva à perfeição
Nada melhor que ele aprender desde cedo o trabalho duro.

17. Responda suas perguntas
Cada vez que ele perguntar qualquer coisa.

18. Tenha sempre um mini kit de primeiros socorros
Com muitas faixas e gel para dor.

19. Deixe-o gastar energia
Seja brincando na água, com o cachorro ou desmontando e montando eletrônicos.

20. Construa um forte
Ou um mini mundo só dele, como uma barraca montada no quarto pra ele poder brincar e ter o seu canto.

21. Leve-o a conhecer novos lugares
Porque o fará abrir seu coração e mente para novas ideias e novas perguntas.

22. Beije-o
Desde cedo, assim, quando for adolescente será mais natural.

23. Deixe que ele lhe ensine as coisas
Quando ele quiser mostrar algo, deixe-o ensinar-lhe. Você pode ficar surpresa pois ele realmente vai ensinar-lhe muitas coisas que você não sabe.

24. Deixe o pai dele ou padrasto ou um homem da família ensiná-lo coisas
E não interrompa, ele precisa desse contato masculino.

25. Esteja sempre presente
Sempre que ele precisar, em todas as situações. Faça do seu lar o seu porto seguro.

Lembre-se que você é mãe de um homem e que ele medirá o mundo pelos seus olhos. Ame-o com todas as suas forças. Você verá o bom resultado bem cedo.

Culpa das mães pode levar a problemas de saúde e à quebra do vínculo emocional com filhos

Mães de hoje em dia se sentem incompetentes o tempo todo, diz psicologa

Marcella Franco, do R7

Mães de antigamente podiam ser consideradas mais “relaxadas” que as de agora Thinkstock
Diz o ditado que, quando nasce um filho, nasce junto a culpa da mãe. Porque, independentemente do seu grau de esforço e doação aos pequenos, ela sempre vai achar que está fazendo pouco, ou que está errando o tempo todo.

Só que essa cobrança sem-fim, por mais inevitável que pareça ser, traz prejuízos não só emocionais às mulheres, mas também problemas à saúde.

O alerta é do pediatra Hany Simon, presidente do Congresso Brasileiro de Urgências e Emergências Pediátricas, que explica que a preocupação em fazer tudo perfeito gera estresse e alterações fisiológicas na mãe, além de reflexos clínicos na relação mãe e bebê.

— Hoje em dia, parece que a mãe tem metas a cumprir o tempo todo. Se cobrando desse jeito, ela nunca vai aproveitar nenhum momento. As mães chegam ao meu consultório se sentindo culpadas porque deram de mamar por menos de 15 minutos em cada seio, e me contam que há até aplicativos para medir isso. Eu pergunto a elas quem foi que inventou essa regra de 15 minutos, porque eu não a conheço.


Para a psicóloga e educadora Rosely Sayão, especialista em questões de família, as mães — e os pais, tios, avós, amigos — vão errar de qualquer maneira, não importa o caminho que escolham na criação dos filhos. Isso porque não há uma receita exata para nada quando o assunto é educação infantil, e perseguir a meta da perfeição é uma utopia.
— A culpa é inútil, porque diminui seu potencial de cuidar do seu filho. Na minha época, a gente se sentia competente. Já as mães de hoje se sentem incompetentes o tempo todo, e essa é a maior diferença entre as gerações. Eu, por exemplo, nunca liguei para um pediatra. Hoje são tantas as ordens para as mães que isso está minando a relação delas com as crianças.
Por se permitirem a possibilidade de errar — e por entenderem que isso faz parte do dia a dia de qualquer pessoa —, as mães de antigamente podiam ser consideradas mais “relaxadas” que as de agora.
A explicação, segundo Rosely, é que, no passado, as mulheres aceitavam mais tanto sua própria humanidade, quanto também a dos seus filhos.
— Meus filhos choravam e eu pensava: “Estão chorando porque estão vivos, problema mesmo seria se eles não chorassem”.
Coach de vida e carreira, Ana Raia concorda com a psicóloga.
Para ela, se espelhar nas estrelas de TV que estão sempre lindas, felizes e gerenciando a vida da família inteira sem deslizes é um problema para a mulher, que acabará se frustrando por não conseguir atingir seu ideal.
— A imagem de perfeição não existe. É uma ilusão a mãe achar que vai dar conta de tudo ao mesmo tempo, porque não vai.
Um bom começo para as mulheres com filhos começarem a se aceitar e a se cobrar menos, na opinião do pediatra Hany Simon, é entender a normalidade das coisas.
— É normal dormir, é normal comer, mas as mães não fazem isso porque sentem culpa de deixar as crianças nem que seja por estes poucos minutos. É possível, sim, fazer tudo isso e ainda criar os filhos com qualidade. Temos que mostrar isso para as mães.

Pais que mimam os filhos

À mesa do restaurante, João faz manha exigindo o celular da mãe para se divertir durante o almoço. Maria se joga no chão da loja de brinquedos porque quer que o pai compre aquela boneca agora. E, sentado no sofá de casa, Pedro se irrita com os pais porque quer uma resposta urgente sobre poder ou não ir à festa dos amigos no sábado à noite. Todos eles, não importa a idade, têm algo em comum: vão se tornar adultos mimados, incapazes de lidar com as frustrações do mundo.

A culpa do destino dos três, João, Maria e Pedro, é do imediatismo que rege as relações atualmente. Temos, como pais, dito muitos “sim” para os filhos, quando, na verdade, o ideal seria dizer mais “não sei” ou “vou pensar”. Como explica a psicóloga e educadora Rosely Sayão, essa atitude traz como maior prejuízo uma alienação em relação à realidade.

— O adulto que tem o imediatismo cultivado, ao invés de controlado, tem dificuldade de compreender e se inserir no mundo.

Pressionados a responder às demandas dos filhos imediatamente, os pais acabam soltando respostas impensadas, e a consequência, na visão da coach de vida e carreira Ana Raia, é a criação de jovens pouco preparados para lidar com a vida.

Mães de hoje em dia se sentem incompetentes o tempo todo, diz psicóloga

Segundo ela, os pais, atualmente, não aguentam não ser imediatistas. Se no passado eles se permitiam deixar os filhos insatisfeitos por mais tempo, hoje atitudes como essa se transformaram em um dos maiores desafios na educação das crianças e jovens.

Ana acredita que a tecnologia colabore para o imediatismo a partir do momento em que, ao toque de um dedo na tela do celular, a resposta para qualquer pergunta ou busca de informação podem ser obtidas em pouquíssimos segundos.

— Não conseguimos sustentar uma dúvida por muito tempo, um incômodo. Não sabemos lidar com um mal-estar neste mundo onde a felicidade é imperativa.

E a dúvida, explica Rosely Sayão, é preciosa, assim como a espera e o pensamento, porque eles ajudam a criança a crescer e a amadurecer. Crianças que não têm momentos de “mente vazia”, por exemplo, poderão sofrer graves consequências na vida adulta.

Alguém que está sempre entretido terá para sempre a necessidade de entretenimento constante, alerta o médico Daniel Becker, criador do projeto Pediatria Integral. Segundo ele, para ser criativo, o cérebro humano precisa da criatividade.

— São necessários momentos em que ele está engajado com algo externo, e também momentos em que está ocioso, em estado de contemplação. Quando uma criança tem seu tempo completamente tomado com atividades como escola, inglês, natação, Facebook, Instagram, WhatsApp, ela fica incapacitada de ter importantes processos interiores.

Becker acrescenta que crianças que não interagem com seus pares ou com os adultos, porque passam o dia com eletrônicos na mão, terão menos inteligência emocional, menos empatia e menos capacidade de se comunicar com os outros quando crescerem.

Se este já não fosse um bom argumento, ainda haveria a opinião de outros especialistas, que enxergam o hábito dos pais de entregar celulares e tablets às crianças como algo benéfico apenas para os adultos.

Na opinião de Rosely Sayão, oferecer um eletrônico em momentos em que se espera que os filhos se socializem com a família e amigos não é um carinho, mas, sim, um comodismo.

— O celular e o tablet nestas situações têm a função do “cala a boca”, nada além disso.

Mas, então, o que fazer quando a conversa no restaurante está boa, mas os pequenos não param de dar chilique e pedir para ir embora? O pediatra Daniel Becker dá uma boa dica.

— As pessoas se esquecem que as crianças sabem conversar e que podem fazer pequenos contratos. Mesmo as menorzinhas têm essa capacidade de compreensão. Basta dizer ao filho que, nos momentos em que estiverem conversando em família, ele não terá o tablet, mas que, quando a mamãe e o papai estiverem falando só com seus amigos, ele poderá pegar o tablet emprestado por 15 minutos. Assim, se alcança um equilíbrio.

Soluções como esta são recursos para que os pais lidem não só com o imediatismo das crianças, como também o deles próprios, que pode, mesmo que de maneira não intencional, servir como exemplo negativo aos filhos, que acabam copiando as atitudes da família.

Para o pediatra presidente do Congresso Brasileiro de Urgências e Emergências Pediátricas, Hany Simon, a ansiedade e a angústia na adolescência e na vida adulta podem ser resultados do imediatismo paterno presenciado na infância. E, como reforça Rosely Sayão, viver de maneira urgente só traz impactos emocionais negativos nas crianças.

— Somos imediatistas desde que nascemos. Choramos para manifestar desconforto, somos atendidos e temos nossas necessidades básicas saciadas. Com isso, vem também uma sensação de prazer, que vamos desejar para sempre. No entanto, precisamos entender que não é o princípio do prazer que vai reger a nossa vida, e, sim, o princípio da realidade. O papel dos pais é, aos poucos, mostrar aos filhos a realidade do mundo.

Questão relevante sobre o grito


Quando eu me tornei uma mãe que gritava, eu descobri que estava destruindo meus filhos e a mim mesma. Conheça minha história.

Este post foi originalmente publicado no site handsfreemama.com e republicado aqui com permissão, traduzido e adaptado por Stael Pedrosa Metzger.

Eu amo os bilhetes que recebo de meus filhos - sejam eles apenas rabiscos em uma folha amarela ou escritos em caligrafia perfeita e papel alinhado. Mas o poema do Dia das Mães que recentemente recebi da minha filha de 9 anos de idade foi especialmente significativo. Na verdade, a primeira linha do poema prendeu minha respiração e lágrimas quentes deslizaram pelo meu rosto.
"A coisa mais importante que eu posso dizer sobre a minha mãe é... que ela está sempre pronta a me apoiar, mesmo quando eu estou em apuros."
Mas nem sempre foi assim.
Em meio às distrações da minha vida, comecei uma nova prática muito diferente da forma como eu havia me comportado até aquele ponto. Eu me tornei uma mãe que gritava. Não era sempre, mas era intenso - como um balão extremamente inflado que fazia com que todos ao alcance da minha voz se sobressaltassem com medo.
Então, como minhas meninas, na época com 3 e 6 anos de idade, me fizeram começar com isso? Foi no modo como uma insistia em correr para buscar mais três colares de contas e os seus óculos de sol rosa favoritos quando já estávamos atrasados? Foi na maneira como a outra tentou servir-se sozinha de cereal e derramou a caixa inteira no balcão da cozinha? Foi quando uma delas caiu e quebrou o meu anjo de vidro especial no piso de madeira depois de ter sido avisada para não tocá-lo? Foi por que elas lutavam contra o sono quando eu precisava de um pouco mais de paz e tranquilidade? Ou foi quando brigavam por coisas ridículas como quem seria o primeiro a sair do carro ou quem tem o maior sorvete?
Sim, eram esses percalços normais, questões e atitudes típicas de crianças que me irritavam a ponto de perder o controle.
Isso não é algo fácil de escrever. E também não foi um momento fácil na minha vida para reviver, porque verdade seja dita, eu me odiava nesses momentos. O que acontecia comigo para que precisasse gritar com as duas pequenas e preciosas pessoas que eu amo mais do que a vida?
Deixe-me dizer-lhe o que tinha acontecido comigo.
Distrações
O uso excessivo do telefone, a sobrecarga de compromissos, várias páginas de listas de tarefas, e a busca da perfeição me consumiam. E gritar com as pessoas que eu amava era um resultado direto da perda de controle que eu estava sentindo na minha vida.
Inevitavelmente, acabaria por desmoronar em algum lugar. Então eu desmoronei a portas fechadas na companhia das pessoas que mais significam para mim.
Até um dia fatídico.
Minha filha mais velha subiu em um banquinho e foi atingida por algo que caiu na despensa e ela acidentalmente entornou um saco inteiro de arroz no chão. Com um milhão de minúsculos grãos no chão parecidos com a chuva, os olhos de minha filha se encheram de lágrimas. E foi aí que eu vi - o medo em seus olhos quando ela se preparou para o discurso de sua mãe.
Ela está com medo de mim, eu pensei, com a conscientização mais dolorosa que se possa imaginar. Minha filha de seis anos de idade está com medo da minha reação ao seu erro inocente.
Com profunda tristeza, percebi que eu não era o tipo de mãe que eu queria para meus filhos conviverem e nem era assim que eu queria viver o resto da minha vida.
Dentro de algumas semanas depois desse episódio, eu tive meu momento de colapso e ruptura - foi a conscientização dolorosa que me impulsionou à jornada do Hands Free. Chegara a hora de deixar ir a distração e entender o que realmente importava. Isso foi há dois anos e meio atrás - dois anos e meio de lenta batalha para diminuir a distração e excesso de eletrônicos na minha vida... Dois anos e meio para me livrar do padrão inatingível de perfeição e da pressão da sociedade para "fazer tudo". Ao deixar de lado minhas distrações internas e externas, a raiva e o estresse reprimidos dentro de mim lentamente se dissiparam. Com nova clareza eu era capaz de reagir aos erros e às injustiças de minhas filhas de uma forma mais calma, compassiva e razoável.
Comecei a dizer coisas como: "É apenas xarope de chocolate. É só limpar e a bancada ficará tão boa como se fosse nova."
(Mudei do suspiro exasperado e revirar de olhos para uma boa atitude).
Eu me ofereci para ajudar com a vassoura enquanto ela varria um mar de flocos de cereais que cobriam o chão.
(Em vez de pular em cima dela com um olhar de desaprovação e aborrecimento total).
Eu a ajudei a pensar por onde ela poderia ter deixado seus óculos.
(Em vez de envergonhá-la por ser tão irresponsável).
E nos momentos em que a total exaustão e o choramingar incessante estavam prestes a me derrubar, eu entrava no banheiro, fechava a porta, e dava a mim mesma um momento para esfriar a cabeça e me lembrar que elas são crianças e as crianças cometem erros. Assim como eu.
E ao longo do tempo, o medo que uma vez brilhou nos olhos de minhas filhas quando estavam com problemas desapareceu. E graças a Deus, eu me tornei um refúgio em seus momentos de dificuldade, em vez de o inimigo do qual queriam correr e se esconder.
Não estou certa de que eu teria pensado em escrever sobre esta profunda transformação, não fosse pelo incidente que aconteceu na tarde da última segunda-feira. Naquele momento, senti o gosto da vida sendo esmagada e a vontade de gritar estava na ponta da minha língua. Eu estava chegando aos capítulos finais do livro que estou escrevendo atualmente e meu computador travou. De repente, as edições de três capítulos inteiros desapareceram na frente dos meus olhos. Passei vários minutos tentando freneticamente reverter para a versão mais recente do manuscrito. Quando isso não funcionou, eu consultei o backup da máquina, apenas para descobrir que ele, também, havia dado erro. Quando eu percebi que nunca iria recuperar o trabalho que fiz nesses três capítulos, eu queria chorar, mas mais ainda, queria sentir e extravasar a raiva.
Mas eu não podia porque era hora de pegar as crianças na escola e levá-las para o treino de natação em equipe. Com grande contenção, eu calmamente fechei meu laptop e me lembrei que poderia haver problemas muito piores do que reescrever esses capítulos. Então eu disse a mim mesma que não havia absolutamente nada que eu pudesse fazer sobre esse problema naquele momento.
Quando minhas filhas entraram no carro, elas imediatamente perceberam que algo estava errado. "O que há de errado, mamãe?". Elas perguntaram em uníssono depois de vislumbrarem meu rosto pálido.
Eu queria gritar: "Eu perdi três valiosos dias de trabalho no meu livro!"
Eu tinha vontade de bater no volante com os punhos, porque sentada no carro era o último lugar que eu queria estar naquele momento. Eu queria ir para casa e corrigir os meus livros - e não transportar crianças para a natação, torcer roupas de banho molhadas, pentear cabelos emaranhados, fazer o jantar, lavar a louça e pôr crianças na cama.
Mas ao invés disso, eu calmamente disse: "Eu estou tendo um pouco de dificuldade para falar agora. Eu perdi parte do meu livro. E eu não quero falar, porque eu me sinto muito frustrada."
"Sentimos muito", disse a mais velha por ambas. E então, como se soubessem que eu precisava de espaço, elas ficaram quietas todo o caminho até a piscina. As crianças e eu cumprimos o nosso dia e, embora eu estivesse mais calma do que o habitual, não precisei gritar e tentei o meu melhor para abster-me de pensar sobre o assunto do livro.
Finalmente, o dia estava quase terminando. Eu tinha colocado minha filha mais nova na cama e estava deitada ao lado de minha filha mais velha para nosso momento noturno de bater papo.
"Você acha que vai conseguir seus capítulos de volta?". A minha filha perguntou em voz baixa.
E foi aí que eu comecei a chorar - não tanto pelos três capítulos, eu sabia que eles poderiam ser reescritos - o meu choro era mais um extravasamento, devido ao cansaço e frustração envolvidos em escrever e editar um livro. Eu estava tão perto do fim. E de repente ter arrancado de mim meu trabalho, foi algo extremamente decepcionante.
Para minha surpresa, minha filha estendeu a mão e acariciou meu cabelo suavemente. Ela disse palavras reconfortantes como: "Os computadores podem ser muito frustrantes", e "Eu poderia dar uma olhada na máquina para ver se consigo consertar o backup." E então, finalmente, "Mãe, você pode refazer o que perdeu. Você é a melhor escritora que eu conheço", e "Eu vou ajudar no que puder."
No meu momento difícil, problemático, lá estava ela, uma paciente e compassiva incentivadora que não pensaria em me chutar quando eu já estava para baixo.
Minha filha não teria aprendido essa resposta empática se eu tivesse permanecido no hábito de gritar. Porque quando se grita, desliga-se o canal de comunicação, que por sua vez rompe o vínculo e afasta as pessoas - em vez de aproximar.
"A coisa mais importante... É que a minha mãe está sempre pronta a me apoiar, mesmo quando eu estou em apuros".
Minha filha escreveu isso sobre mim, a mulher que passou por um período difícil, do qual não se orgulha, mas que a ajudou a aprender. E nas palavras da minha filha, eu vejo esperança para os outros.
A coisa mais importante... É que não é tarde demais para parar de gritar.
A coisa mais importante... É o perdão das crianças, especialmente se elas veem a pessoa que amam tentando mudar.
A coisa mais importante... É que a vida é muito curta para se chatear com cereal derramado e sapatos fora do lugar.
A coisa mais importante... É que não importa o que aconteceu ontem, hoje é um novo dia.
Hoje podemos escolher uma resposta pacífica.
E ao fazê-lo, podemos ensinar aos nossos filhos que a paz constrói pontes - pontes pelas quais podemos atravessar com segurança por sobre tempos difíceis