Pai Abraão, o que aprender com ele.


TEXTO BÍBLICO – GENESIS 12.1-3
12.1   Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 12.2   de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! 12.3   Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.

INTRODUÇÃO
A história de Abraão começa no capítulo 12 de Genesis e vai até o capítulo 25. São 14 capítulos contando a história da vida de um homem que foi chamado de “Abraão, Pai da Fé”.
Nos onze primeiros capítulos de Gênesis correspondem a um período de mais de dois mil anos. Temos a criação de Adão e Eva, Caim e Abel, o dilúvio, torre de babel. Deus tratou durante este tempo com todas as raças e com o mundo todo. Mas aqui, no capítulo 12, aconteceu uma mudança na forma de Deus tratar a humanidade. Deus passa a dispensar atenção especial a quatro homens, formando por meio deles uma nação para cumprir seus planos redentores: Abraão, Isaque, Jacó e José.
Desse ponto em diante, o livro de Gênesis não dá mais ênfase a eventos, mas passa a destacar a vida desses personagens. Deus queria formar uma nação, para que por meio dela todos os povos da terra fossem abençoados: Israel.
Abraão tem um destaque pois as três grandes religiões mundiais tiveram sua origem de alguma forma em Abraão. O judaísmo, o cristianismo e o islamismo são as religiões mundiais que reconhecem a importância de Abraão.
Quero convidar você a percorrer as páginas da Bíblia que estão contidas a história de Abraão, com um olhar especial na relação pai e filho, Abraão e Isaque. Vamos observar como agiu Abraão com seu filho e tirarmos lições para nós pais da atualidade.


O SONHO DE SER PAI
Deus aparece a Abraão e faz uma promessa: 12.2   de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. A pergunta que fazemos é: como ele seria pai de uma grande nação se sua esposa Sara era estéril: 11.30   Sarai era estéril, não tinha filhos. (Gn 11.30).
Abraão acreditava no Deus que fez a promessa, mas com certeza pelos olhos humanos era impossível a realização. Deus aparece novamente Abraão e refaz sua promessa: Genesis 15.1   Depois destes acontecimentos, veio a palavra do SENHOR a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande. 15.2   Respondeu Abrão: SENHOR Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? 15.3   Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro.
Veja que Abraão pergunta para Deus sobre o nascimento do seu filho.  Ele diz: Deus, continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é damasceno Eliézer.
Nós precisamos aprender a ser sempre sinceros e transparentes diante de Deus, expressando nossos sentimentos e dialogando com Ele. Deus nos concede essa liberdade. Abrão abriu seu coração dizendo que na sua percepção via que seu descendente seria Eliézer, o damasceno. Talvez você tenha o sonho de ser pai! Deus pode realizar este sonho!
Deus reafirma a promessa que fizera a Abraão: 15.4   A isto respondeu logo o SENHOR, dizendo: Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro. 15.5   Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade. 15.6   Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça.
Veja que Deus diz que seu herdeiro não será Eliezer, mas aquele que fosse gerado dele mesmo. E conduz Abraão até fora da casa e manda ele olhar para os céus e contar as estrelas? Você já tentou contar as estrelas. Pois é, são muitas mesmos! Assim seria seus descendentes. E Abraão creu em Deus!


UMA DECISÃO PRECIPITADA
16.1   Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos; tendo, porém, uma serva egípcia, por nome Agar, 16.2   disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz filhos; toma, pois, a minha serva, e assim me edificarei com filhos por meio dela. E Abrão anuiu ao conselho de Sarai.
Quando Deus nos promete alguma coisa, podemos aguardar porque é suficientemente poderoso para não deixar a sua palavra voltar vazia. O que Ele prometeu, há de cumprir.
Agora, acabamos de ler que Sara, vendo que não dava filhos, teve a péssima idéia de resolver a situação com suas próprias forças. Ela pediu que Abraão tivesse uma relação com sua serva e que a engravidasse. Diz a Bíblia que Abraão aceitou a proposta.
Tudo isso serve para comprovar que nós, seres humanos, somos assim mesmo. Às vezes estamos num momento maravilhoso de comunhão, de intimidade com o Senhor, e logo depois estamos caídos, frustrados, temerosos, cheios de dúvidas, fraquejando diante das tentações e pecando. Essa é a natureza do ser humano. Hoje, nos montes da glória, amanhã, nos vales profundos e sombrios das incertezas.
16.3   Então, Sarai, mulher de Abrão, tomou a Agar, egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão, seu marido, depois de ter ele habitado por dez anos na terra de Canaã. 16.4   Ele a possuiu, e ela concebeu. Vendo ela que havia concebido, foi sua senhora por ela desprezada.
Depois que nasceu a criança o problema estava maior, Sara estava com ciúmes da serva, e ela que engravidou, desprezava Sara: 16.5   Disse Sarai a Abrão: Seja sobre ti a afronta que se me faz a mim. Eu te dei a minha serva para a possuíres; ela, porém, vendo que concebeu, desprezou-me. Julgue o SENHOR entre mim e ti.
Agora Sara joga a situação nas mãos de Abraão dizendo que a situação está insustentável, e que Abraão precisa escolher entre a Sara ou Agar: 16.6   Respondeu Abrão a Sarai: A tua serva está nas tuas mãos, procede segundo melhor te parecer. Sarai humilhou-a, e ela fugiu de sua presença.
É claro que Abraão fica com Sara, sua eposa, e Sara vai mandar embora Agar, humilhando esta pobre mulher.
Nossas escolhas precipitadas podem gerar problemas futuros. Se Deus prometeu que daria um filho, ele não é fiel para cumprir? Porque tentamos pegar atalhos para resolver a situação. E o resultado desta história vai ser terrível, pois vai nascer um menino chamado Ismael, e dizem os estudiosos que devido esta briga na família, nasceu as duas maiores religiões do mundo: islamismo e judaísmo.


NASCIMENTO DE ISAQUE
21.1   Visitou o SENHOR a Sara, como lhe dissera, e o SENHOR cumpriu o que lhe havia prometido. 21.2   Sara concebeu e deu à luz um filho a Abraão na sua velhice, no tempo determinado, de que Deus lhe falara. 21.3   Ao filho que lhe nasceu, que Sara lhe dera à luz, pôs Abraão o nome de Isaque.
Abraão tinha 100 anos de idade quando Isaque nasceu: 21.5   Tinha Abraão cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho. (Gn 21.5). Já havia passado para Sara a idade própria de ser mãe, ela tinha 90 anos. Se isso não bastasse, Sara ainda era estéril. O bom senso dizia: "Impossível!". A razão gritava: "Não pode ser!". Mas a fé diz: "Tudo é possível!". Abraão esperou 25 anos desde a promessa até Isaque nascer.
Deus cumpriu o que havia prometido, no tempo determinado! Não adianta pressa. O nosso relógio não é o relógio de Deus,  a nossa agenda não é a agenda de Deus. Ele tem seu tempo determinado!
O pai deve aprender que a cumplicidade mãe e filho é algo inestimável e por isso saber colocar-se no seu devido lugar. Nesse tempo o pai é especialmente protetor e contemplativo da relação intensa entre os dois: o que esteve dentro, no útero, e a que o acolheu, no útero. O pai, nessa época, é alguém como que de fora. Faz parte da relação, mas não partilha das primeiras revelações íntimas uterinas. À medida que os dias avançam, integra-se de maneira igualmente intensa e amorosa na relação filial. Assim, ser pai é saber cuidar sem ser cuidado, descobrir o ritmo do afastar-se e do aproximar-se, isso tudo sem ferir a si mesmo e ao outro, como que tomado pelo desvanecimento da exclusão e da inferioridade. Ser pai é não exigir para si o protagonismo da história da vida.


A ESCOLHA DO NOME
21.6   E disse Sara: Deus me deu motivo de riso; e todo aquele que ouvir isso vai rir-se juntamente comigo. 21.7   E acrescentou: Quem teria dito a Abraão que Sara amamentaria um filho? Pois na sua velhice lhe dei um filho.
Isaque significa riso. Sara estava rindo de todo aquela situação, rindo de alegria. Quem diria que na velhice é possível ter um filho? Deus é Deus do impossível!
Escolha do nome - o primeiro nome está ligado a fantasia e o segundo a tradição. A religião é um fator de influência na escolha do nome dos filhos. Segundo a pesquisa do site, um a cada quatro bebês nascidos no Brasil ganha um nome ligado religioso – seja do Antigo Testamento, de anjos, santos ou líderes. Entres os evangélicos, a taxa de nomes religiosos sobe para 40%. Emanuel, Isaac, Esther e Rebeca são alguns deles.


INFÂNCIA
21.4   Abraão circuncidou a seu filho Isaque, quando este era de oito dias, segundo Deus lhe havia ordenado.
                Na antiga aliança as crianças eram circuncidadas. Quando Deus estabeleceu a aliança com Abraão, ele instituiu a circuncisão como sinal e selo do pacto: 21.4   Abraão circuncidou a seu filho Isaque, quando este era de oito dias, segundo Deus lhe havia ordenado
                 A circuncisão, por sua natureza, se aplicava apenas às pessoas do sexo masculino. Quando Jesus estabeleceu a nova aliança, Ele instituiu o batismo como sinal e selo deste novo pacto. Ele ordenou: “lde portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado" (Mateus 28.19).
                O apóstolo Paulo mostra que o batismo equivale à circuncisão. Ele escreveu: “Nele também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo; tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos" (Colossenses 2.11,12).
                Veja  que as crianças eram circuncidadas ao oitavo dia. E porque não podemos batizar nossos filhos ainda recém-nascidos? Algumas igrejas alegam que eles ainda não são capazes de decidir. Então eu afirmo. Nenhum pai e nenhuma mãe perguntam ao seu filho, se ele deseja tomar um remédio ou uma vacina quando está doente. Nenhum pai e nenhuma mãe perguntam ao seu filho se ele deseja ir para a escola. Da mesma forma, não precisamos de sua opinião para consagra-lo ao Senhor através do batismo, e na sua idade adulta, decidirá se continuará nesse caminho.
Abraão dedicou seu filho a Deus, reconhecendo ser ele um presente do Senhor. Uma constante preocupação que temos com os filhos é suprir as suas necessidades, nos preocupamos em dar comida, cuidando de seus estudo e de roupas. Como pais, precisamos também nos preocupar em direcionar os filhos nos caminhos do Senhor. Preocuparmos em levá-los à igreja, estudar a Bíblia e ensina a orar. Ensinar a amar a Deus e obedecê-Lo.
Podemos lembrar aqui da importância da EBD. Funciona como um suporte, porque a responsabilidade religiosa dos filhos é dos pais. Tudo isso começa em casa. Na igreja deve haver uma continuidade dos ensinamentos e das atitudes aprendidas com os pais: “Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa. Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e em seus portões”. (Deuteronômio 6:4-9).
Tudo começa na infância.  Até os 7 anos, a criança está em formação da sua personalidade. A criança pequena é como uma esponja, pois absorve tudo o que lhe é ensinado. O que aprende nessa fase vai levar para o resto da vida. Quanto mais cedo conviver com a idéia de Deus, certamente isso será apreendido de forma mais profunda.
Não basta cuidar da vida física, intelectual e emocional, é preciso cuidar da vida espiritual!
Seu filho tem DVD que falam sobre Deus? Quem tem educado seu filho?

ILUSTRAÇÃO FAMÍLIA PESSEGUINI - O que falar do caso da chacina da família Pesseguini que o principal acusado é um adolescente de 13 anos. Ainda não sabemos o final da história, mas se for provado que o adolescente é o assassino, com certeza teremos que parar para pensar sobre o que significa um pai ensinar o filho a dirigir e a atirar.



ADOLESCÊNCIA
“Isaque cresceu e foi desmamado. Nesse dia em que o menino foi desmamado, deu Abraão um grande banquete”. (Gn 21.8)
Abraão era um pai coruja. Fez uma festa, segundo o costume de seu tempo, quando Isaque desmamou. Como pai precisamos estar atentos a esses momentos especiais da vida de nossos filhos.
Ser um pai sempre presente. Saber a idade do filho, a série, e outros detalhes. Se seu filho for já crescido ainda existe esperança, você deve reassumir o controle da educação dos filhos, como? Passando algum tempo com eles, compreender suas opiniões e idéias, identificar o amadurecimento deles, buscar influenciá-los, dispor-nos a buscá-los e dizer isso a eles, ser acessível a eles. Inteirar-se a respeito das situações, e das esperanças de seu filho.
Pais devem incentivar relacionamentos na igreja. Grande parte dos adolescentes se afasta da fé porque não aprofundou suas habilidades dentro da igreja. Daí a necessidade de incentivar as crianças a “fazerem o social” com outros coleguinhas da igreja. Essa troca fortalece a vida espiritual delas. Muitos pais saem do culto correndo para casa e se esquecem de que os filhos precisam desenvolver essas amizades. Além disso, os pais precisam mostrar a alegria de estar na igreja para que os filhos desejem permanecer mais tempo ali.
É também na fase da adolescência que o exemplo dos pais em relação à prática da fé cristã é colocado à prova. É muito além de ir à igreja. Ou seja, os atos precisam condizer com o discurso dentro de casa. Se os pais estão convictos de sua fé, os filhos se sentem seguros e desejam acompanhá-los em suas escolhas e decisões
Pais são exemplos - Os sermões mais convincentes são os pregados em casa, na sala de estar, às refeições, nos momentos de lazer. Creio que o exemplo dos pais é fundamental para motivar o adolescente a permanecerem na igreja e nos caminhos de Deus.

Provérbios 22:6 diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. Esse versículo é muito forte e contundente. O problema é que os pais muitas vezes não ensinam os filhos “no” caminho em que devem andar, mas ensinam “o” caminho em que devem andar, e os próprios pais andam por outro caminho. Não adianta deixar o filho na porta da igreja e voltar para casa.
É claro que a igreja precisa ser contextualizada. A igreja precisa ser criativa e contextualizada com o mundo atual para atrair as crianças e os adolescentes às suas atividades. Abordar os assuntos atuais.
Temos nesta fase as pressões do grupo, primeiro contato com as drogas, distúrbios alimentares (anorexia, bulimia) a ditadura da beleza, comportamentos sexuais (o perigo da gravidez não planejada e  Doenças Sexualmente Transmissíveis).
Não basta ter filhos brilhantes, bem sucedidos, é preciso ter filhos salvos, consagrados a Deus. Devem ser criados para realizar os sonhos de Deus.
Abraão é chamado a sacrificar Isaque quando este já tem 14 anos (Gn 22.1-27). Ao todo, são 39 anos desde o dia da promessa até o dia em que Deus pede Isaque de volta a Abraão. Agora, Abraão, de posse da promessa, escuta Deus lhe falando: "Abraão, agora desista; dê-me seu filho; renuncie-o; entregue-o a mim em sacrifício".
22.1   Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui! 22.2   Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei.
                Imagine a cena dolorosa de um pai abraçando o cadáver de seu filho, morto num trágico acidente. O pai dizia: "Oh, filho, por que teve que ser você? Ah, se eu pudesse dar minha vida em substituição à sua. Eu já vivi tudo que tinha direito, você só tem vinte anos. Ah, filho, por que Deus não aceita que eu morra em seu lugar?".
                Para Abraão era Isaque o que ele tinha de mais precioso. Ele é chamado de filho de promessa. Sara era estéril e Deus prometeu que Abraão seria pai de uma grande nação. Provavelmente Isaque nasceu, fruto da promessa e do milagre da gestão,  quando Abraão tinha 100 anos e Sara 90 anos. Eram os chamados avós-pais.
                Abraão obedeceu sem hesitar. Ele levantou-se de madrugada: 22.3   Levantou-se, pois, Abraão de madrugada e, tendo preparado o seu jumento, tomou consigo dois dos seus servos e a Isaque, seu filho; rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que Deus lhe havia indicado.
                Imagine Abraão na manhã seguinte arrumando a lenha, despertando o filho para iniciar a jornada, chamando os servos para acompanhá-lo. Imagine três dias de caminhada subindo o monte, sem poder falar nada para o filho. Imagine-o vendo o filho na flor da vida, caminhando rumo a morte. Imagine-o chegando ao topo da montanha. O filho pergunta: 22.7   Quando Isaque disse a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?
                Podemos destacar a obediência de Isaque ao seu pai Abraão. Temos hoje uma geração que desrespeita os pais, agridem com palavras, filhos ingratos, como diz a palavra de Deus em Timóteo: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes” (2 Timóteo 3.1-2). Em nenhum momento do texto percebo Isaque reclamando, brigando: “eu tenho que levar isso tudo sozinho”; “ta pesado pai”; “eu não vou com você para o monte”. Mas a postura de Isaque nos chama a atenção: obediência, obediência e obediencia.
                Muitos que leem essa passagem bíblica sem o cuidado de analisa-la por completo, podem cair no erro de acha que Deus queria que Abraão matasse seu próprio filho. Mas temos o fechamento desta história com o livramento que Deus deu a Abraão providenciando o carneiro.
                22.9   Chegaram ao lugar que Deus lhe havia designado; ali edificou Abraão um altar, sobre ele dispôs a lenha, amarrou Isaque, seu filho, e o deitou no altar, em cima da lenha; 22.10   e, estendendo a mão, tomou o cutelo para imolar o filho. 22.11   Mas do céu lhe bradou o Anjo do SENHOR: Abraão! Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui! 22.12   Então, lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho. 22.13   Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho.
                Quando Abraão pensou que chegara o momento fatal, quando já não via esperanças humanas, quando todas as suas esperanças estavam esgotadas, sua fé iria até o fim, até a obediência final, quando sua mão estava para cair, o Anjo do Senhor bradou: "Abraão, pára! Eu queria saber até onde ia chegar a tua fé." Abraão tinha andado durante três dias e nada de salvamento! Foi no momento fatal, no segundo final que o milagre aconteceu.
                Abraão creu em Deus. A experiência de Abraão foi citada no livro dos Hebreus: “17 Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que acolheu alegremente as promessas, 18 a quem se tinha dito: Em Isaque será chamada a tua descendência; 19 porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou” (Hb 11.17-19).
                Jesus explica a profundidade do sacrifício e medida de amor de um pai ao filho: 10.37   Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim (Mt 10.37-39).
                Não estou dizendo que Abraão não amava seu filho, mas que amou mais a Deus do que o próprio filho.
                Você daria seu filho adolescente para Deus? Você entregaria seu filho adolescente para ser um pastor? Meu filho vai ser médico, advogado, empresário, meu filho nasceu para seu o melhor. E Deus não pode querer o melhor?
               

JUVENTUDE
24.2   Disse Abraão ao seu mais antigo servo da casa, que governava tudo o que possuía: Põe a mão por baixo da minha coxa, 24.3   para que eu te faça jurar pelo SENHOR, Deus do céu e da terra, que não tomarás esposa para meu filho das filhas dos cananeus, entre os quais habito; 24.4   mas irás à minha parentela e daí tomarás esposa para Isaque, meu filho.
Além de ter preparado uma boa base moral e emocional para o filho, Abraão se preocupou com a futura vida familiar de Isaque. Abraão orientou seu filho Isaque a ter uma esposa cristã. Se ela não fosse uma mulher crente, certamente teriam problemas. Um casal é mais feliz quando canta a mesma música. Se não for assim, depois de casados um vai querer ir para a igreja e o outro para o bar com os amigos. Casar-se com um ou uma descrente é casar-se, muitas vezes, com as suas descrenças. Imagine se a garota sonha em ser médica e o garoto não gosta de estudar. Como será isto? Um vai querer falar sobre seu mestrado e doutorado, e o outro tem dificuldade de simplesmente ler. Com certeza não dará certo.
É nesta idade que acontece o ingresso na universidade e a escolha da carreira.


IDADE ADULTA
24.67   Isaque conduziu-a até à tenda de Sara, mãe dele, e tomou a Rebeca, e esta lhe foi por mulher. Ele a amou; assim, foi Isaque consolado depois da morte de sua mãe.
Sua mãe Rebeca já havia morrido e seu pai Abraão já estava bem velho.
Neste momento da vida acontece a chamada sindrome do ninho vazio. O filho se casa e muitas vezes deixa sofrimento no coração dos pais, o sentimento de solidão, viuvez, morar sozinho.
Outro desafio desta idade é reconhecer o filho como adulto - Mesmo depois de terminado o período de criação ativa dos filhos e de eles terem saído de casa para sempre, os pais ainda são pais. O papel de meia-idade dos pais para jovens adultos levanta novas questões e exige novas atitudes e novos comportamentos por parte de ambas as gerações. Alguns pais têm dificuldade para tratar dos filhos como adultos, e muitos adultos jovens têm dificuldade para aceitar que os pais continuem se preocupando com eles.
Filhos desviados - Esta preciosa promessa foi real na vida do pastor Billy Graham. Billy Graham é considerado o maior evangelista de todos os tempos. É o homem que pregou para o maior número de pessoas até hoje. Pregou o evangelho literalmente no mundo todo. Mais de 210 milhões de pessoas participaram de suas cruzadas evangelísticas. Milhões entregaram suas vidas ao Senhor Jesus Cristo. Mas mesmo um grandioso pastor como ele, enfrentou várias dificuldades com seus filhos, especialmente com Frankilin.


CONCLUSÃO
Abraão se levanta como um exemplo de Pai. Um homem que tinha o sonho de ser pai, e mesmo com sua pressa por esta realização, Deus foi gracioso e concedeu Isaque em seus braços. A escolha do nome, a circuncisão, a adolescência de Isaque, vemos um pai participativo, um pai coruja, um pai presente.

Vimos que Abraão amava mais a Deus do que Isaque. Quando Deus pediu, não hesitou em sacrifica-lo. Por isto é chamado pai da fé, pois deu a Deus aquilo que ele tinha de mais precioso, seu próprio filho. Abraão se preocupava com o futuro de seu filho, com sua futura esposa. Com certeza, morreu, mas deixou um legado na memória de seu filho querido.

Globo promoverá ideologia de gênero em Criança Esperança

Que a rede Globo tem buscado formas de promover a ideologia de gênero, já não é mais novidade. Porém a 32ª edição do programa "Criança Esperança", agora em 2017, poderá comprovar o alvo desta estratégia, exposta em forma de "debate" pelo conglomerado de comunicação.

Com o tema "Sua esperança não está sozinha", a campanha se propõe a abordar questões, como racismo, violência, transexualidade, 'diversidade de gênero', entre outras que estão sendo tratadas nas escolas atualmente.

Na manhã da última sexta-feira, foram apresentadas à imprensa, algumas das ações que vão acontecer nos meses de julho e agosto para difundir a campanha, que é uma iniciativa da Rede Globo em parceria com a UNESCO.

A atriz Leandra Leal - que dirigiu o filme "Divinas Divas", sobre a primeira geração de artistas travestis do Brasil - afirmou que "é importante falar sobre a identidade de gênero nas escolas".

"Quando a família não acolhe, é a escola que pode acolher e mediar um conflito familiar. Quando a pessoa não é acolhida na escola, não vai conseguir realizar seu sonho profissional", disse a atriz.

Inversão moral e científica
Segundo a psicóloga e pesquisadora especializada em Direitos Humanos, a mídia, de fato tem trabalhado para inserir a ideologia de gênero nos lares, mas ainda é tempo de reverter este quadro alarmante.

"[A ideologia de gênero] já entrou nas escolas e nas famílias através da mídia. Mas ela só vai se consolidar se daqui a uns 10 anos nós permitirmos, se os profissionais de mídia, do Direito, de Saúde Mental se calarem", afirmou.

"Isso não é apenas uma inversão moral, mas também uma inversão científica. Eles não respeitam a Ciência, não respeitam a moral, não respeitam a lógica, não respeitam, não respeitam as raízes históricas da humanidade. É uma loucura muito grande", alertou

Um texto para você, mãe cansada

Às vezes você não percebe o quanto realmente está cansada.
Você enrola o tempo, deixando passar.
Eu vejo você esquecer uma ou outra coisa, Esquecer o que estava falando. Do que estava fazendo. Das simples coisas.
Na verdade, o meu palpite é que, para a maioria de vocês, é que só quer alguém para perceber o quão cansada você realmente está.
As fases da maternidade têm diferentes sensações de estar cansada. São elas: Mental, emocional e físico.
Há tanta coisa sobre a vida que conscientemente você apenas quer puxar para cima o cobertor e cobrir a cabeça por mais 10 minutinhos.
Mas não.
Você não pode se dar este luxo.
Você se levanta.
Lava o rosto e (re)começa novamente.
Você adoraria que existisse uma solução simples para todo este cansaço.
Você sabe por que você está cansada? Porque simplesmente ama seus filhos e fará o que for preciso para fazer o que precisa ser feito. Mesmo quando estiver exausta.
Eu não acho que exista uma regra a ser seguida para não estar cansada enquanto é mãe. Não existe uma cura mágica, um comprimido – bom, existe o ato de dormir – mas como todos sabemos – o sono é curto por pelo menos uns bons anos de suas vidas.
Eu acho que em vez de tentar corrigir este cansaço tem que aceitá-lo e fazer diferente, fazer o seu melhor.
Nada de uma loucura de perfeição. Mas apenas o seu melhor. Existem sentimentos de diferentes níveis de dar o seu melhor e saiba, ele nunca deve ser comparado à outras mães. Nunca!. As crianças são diferentes. Tem personalidades diferentes. Hábito diferentes. Cada um no seu próprio ritmo.
Então, não se comparam.
Me lembro quando você perdeu a hora naquele dia. O alarme disparou e você nem percebeu.
Mas você conseguiu. Mesmo cansada. levantou. lavou o rosto e fez o que tinha de fazer.
Você se levantou. Tirou todas as filhas de suas camas, Trocou as fraldas, tirou os pijamas delas e dobrou. Arrumou as camas, Preparou a comida e o leite. Você trabalhou duro.
Todos aqueles outros momentos em que você pensou que não ia conseguir mas você fez.
Há tantos de vocês que trabalham e trabalham e trabalham e ao final do dia se sentem acabadas. E nesta hora vocês percebem que as crianças não se importam com isto.
Eu sei que deve ser muito difícil aceitar esta informação.
Aliás, eu tenho certeza do quão cansativo deve ser.
Então, com tudo isso eu quero dizer uma palavra.
Obrigado.
Isso mesmo. Apenas esta palavra:
Obrigado. Obrigado por ser a melhor mãe que você pode ser. Mesmo se sentindo a pior das mães e, as vezes, apenas se sentindo irritada ou se sentindo dona da situação. Mas acima de tudo, obrigado por todas as vezes que continuou mesmo quando você estava cansada.
E, afinal qual poderia ser a cura para todo este cansaço? Eu acredito que seja quando começamos a reconhecer o muito que importa mesmo estando exausta. E que a cura para não estar cansada na maternidade não é “quando as crianças crescerem”.
Então, saiba disto: Ser mãe significa estar cansada. Isso é normal. E está tudo bem. Basta fazer o seu melhor.
Obrigado, mães cansadas. Obrigado.
Texto feito por Adriano Bisker para todas as mães. Não canso de repetir. Obrigado.

Maneiras que a minha filha me ensina a ser um marido melhor



"A vida é uma caixinha de surpresas", ela prega muitas peças - Um dia os pais ensinam os filhos e no outro dia os filhos é que ensinam seus pais.

A maneira como muitos pais lideram seus lares, o modo como eles educam os filhos, demonstra a capacidade e a qualidade de liderança sobre sua família. Percebe-se que há um número muito grande de homens que ao assumir sua responsabilidade de líder no lar, abusam desse poder, ofendendo, maltratando aos filhos e, principalmente, suas esposas. Para esses tipos de homens é preciso uma mudança em suas atitudes de imediato, porque caso não o façam, eles perderão suas famílias.
Entretanto, existem homens íntegros que se esforçam pelo bem-estar de suas famílias, eles nunca anulam suas esposas e filhos porque os respeitam e o objetivo deles é proporcionar uma boa qualidade de vida para suas famílias.


Estive conversando com um paizão e marido apaixonado que se sacrífica constantemente por sua família e ele me relatou que por mais que se esforce, às vezes, ele nem percebe o quanto machuca sua esposa, mas, sua filha é perceptiva, e de imediato aponta suas falhas com um olhar e outras vezes com palavras. Então, ele me ressaltou as muitas maneiras que sua filha lhe ensina a ser um marido melhor:

Pensar no que falo

Pai: "Ela me diz que preciso ponderar minhas palavras".
Há muitas pessoas com "papas nas línguas" e ser honesto é uma virtude, porém, precisa-se de cautela na maneira de dizer "aquelas verdades" que precisam ser ditas. Agir dessa forma poderá afastar as pessoas de você, principalmente as que lhe amam, pois, nem todos gostam e querem ouvir "a verdade".
Existem maridos que chegam em casa, após um dia de muito estresse e acham que a esposa e os filhos têm o dever de aguentar todo seu estresse, porque ele é o provedor do lar. Muito cuidado! Sua família não é obrigada a tolerar seu mau humor constante ou seus atos de grosseria. Se você tem problemas, resolva, se não pode fazê-lo sozinho, busque ajuda, mas nunca use sua família como "saco de pancadas".


Voltar atrás

Pai: "Ela me faz enxergar minhas atitudes e me ajuda a repará-las."
A maioria de nós reagiria de forma errada quando está com muita raiva. Dizemos e fazemos coisas que não gostaríamos de tê-las dito ou feito. A lei de Newton funciona perfeitamente nesse tipo de situação: "A toda ação há sempre uma reação". Teremos que arcar com as consequências de nossos atos, às vezes, feitas por impulso. Portanto, precisamos controlar a nós mesmos para não vivermos uma vida de remorsos.
Embora a raiva seja difícil de ser controlada, o melhor a se fazer é evitá-la. Busque uma válvula de escape para extravasar sua raiva, mas não vá usar as pessoas como válvula, pois você não é o único que tem problemas, todos nós temos alguns dias ruins.


Moderar a voz

Pai: "Ela me lembra que não é necessário meu tom de voz elevado."
Às vezes, nem se percebe como a voz se eleva quando se está com raiva, e esse é um dos motivos das discussões e até mesmo das agressões dentro dos lares. O aumento da violência é ocasionado pela falha na comunicação. Devido a essa falha, os insultos tornam-se parte das discussões nos relacionamentos.
A maneira como você fala reflete na sua personalidade, seja ela positiva ou negativa. Por isso é preciso cautela para saber discernir se você está defendendo um ponto de vista com firmeza nas palavras ou se você está elevando a voz para demonstrar força e autoritarismo. Lembre-se de que ser claro, objetivo, falar com amor, moderação e confiança é fazer do seu lar "um pedacinho do céu".

Não controlar tudo

Pai: "Ela me faz saber que não posso controlar tudo."
Há muitos pais que querem controlar tudo na vida dos filhos e da esposa, às vezes não é por quererem ser autoritários, apenas protetores, mas sua proteção se torna exagerada e leva muitos filhos a se afastarem deles. Já as esposas se sentem tão sufocadas que muitas delas desistem do relacionamento e pedem o divórcio.
Sabe-se que pai e mãe precisa ter uma postura firme ao disciplinar um filho, mas esses pais jamais devem impedi-los de terem novas experiências porque são através delas que eles irão adquirir maturidade. No entanto, interferir no arbítrio dos filhos, querendo escolher seus amigos, suas roupas, seus estudos, sua carreira profissional e até mesmo a pessoa com quem ela ou ele deva namorar, torna-se um ato abusivo por parte dos pais.
É certo que os pais não devem permitir tudo, os filhos precisam de regras para aprender a lei da obediência e do respeito, entretanto, cabe aos pais o equilíbrio do que pode e do que não pode ao ensinar os filhos.

Perdoar

Pai: "Ela me lembra de que preciso perdoar sempre."
O conceito de família perfeita é almejado por muitos, no entanto, não é concedido a ninguém, porque não existe família perfeita, mas sim, pessoas imperfeitas que constituem uma família e que se esforçam dia a dia para serem melhores uns para os outros. E essas pessoas, com suas imperfeições, podem, em determinados momentos de estresse, angústia ou provação, se ofenderem e se magoarem; entretanto, eles possuem a convicção de que são uma família que sabe perdoar.
A família perfeita é um mito, mas, a verdadeira família existe e é aquela que sabe amar e perdoar, que tem a coragem de enfrentar os desafios da vida e que abandona as diferenças e o orgulho, pois o amor deles está acima de tudo isso.

fonte Familia.net

Como definir limites com o seu adolescente

Definir limites e estabelecer regras para o filho adolescente é um ato de amor que será muito importante para a sua realização na vida adulta.
Suely Buriasco

É importante pensar sobre a relação da adolescência com os limites, afinal essa fase compreendida entre a infância e a vida adulta é conhecida pelo destaque da desobediência às regras. Assim, observar alguns elementos pode ajudar os pais na difícil tarefa de definir e impor limites ao adolescente:

Não se desespere

É importante que os pais reconheçam que até certo ponto é normal no adolescente ser arredio e buscar infringir regras. Faz parte da descoberta do mundo testarem os limites e questionarem situações, até para saberem na prática como as coisas funcionam. A noção desses pontos divisórios demonstrando até onde se pode ir será fundamental na vida adulta. É importante conhecer reações normais dessa fase para não se estressar e evitar conflitos desnecessários.

Atribua regras claras

Sabendo que os adolescentes tendem a ser arredios às regras, o próximo passo é estabelecer e manter normas claras que não deixem qualquer dúvida em sua execução. Tenha a certeza que a sua persistência será testada continuamente e se você ceder perderá o controle. O adolescente precisa entender que quando os pais dizem não é não mesmo; por mais que ele reclame precisa sofrer as consequências sempre que desobedecer. Não se preocupe; a disciplina provoca sensação de segurança no adolescente; educar é um ato de amor. Segundo o psiquiatra Içami Tiba: “Quem ama, educa”.

Ênfase no diálogo

Não espere facilidades na relação com um adolescente, mas também não há por que complicar ainda mais. O melhor mesmo é não se exasperar e agir sempre com equilíbrio; diante de atitudes que irritam muito você, não revide e, de preferência, nem responda. O momento propício para o diálogo é quando a calma impera, então promova uma conversa amorosa com seu filho. Fale com clareza e ouça com compreensão; mantenha a atenção para não se envolver nas distorções que ele possa tentar fazer com suas palavras; seja atencioso e assertivo. Deixe claro que mesmo que ele não entenda assim, você está buscando fazer o melhor que pode porque o ama e quer que ele fique bem.

Peça desculpas

Pais não são infalíveis e filhos adolescentes sabem muito bem disso, assim se você considerar que errou em alguma medida, atitude ou palavra, reconheça e peça desculpas. Ao contrário do que muitos pais pensam, reconhecer um erro é um ato de coragem que provoca a admiração dos filhos e acrescenta autoridade na relação. Pedir desculpas, sendo uma atitude ética, é ainda um ótimo exemplo para o filho.

Elogie

Busque que seu filho compreenda que se ele tem deveres, tem também direitos; deixe isso muito claro e, preferencialmente, nomeie essas prerrogativas. Enalteça as boas qualidades de seu filho; comumente adolescentes passam por uma fase de baixa autoestima, ajude-o a elevar os conceitos que tem de si mesmo. E não se esqueça de elogiar sempre que ele aceitar e compreender os limites e regras estabelecidos

Como ajudar um adolescente com depressão

  • A adolescência é uma das fases mais conturbadas da vida, já que é um período de transição social, biológica e psicológica muito acelerado. Por conta de tantas transformações, é comum a incidência de depressão na adolescência, uma fase de muitas mudanças e cobranças. Quem nunca se deparou com um adolescente cheio de manias ou com personalidade difícil? É comum encontrar jovens com idades entre 12 e 19 anos que são anti-sociais, antipáticos ou explosivos. Tudo isso pode fazer parte dessa fase de transição e da busca pela identidade.
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  • A depressão na adolescência

    Algumas atitudes “chatas” são normais e fazem parte dessas transformações. Mas a depressão é muito mais severa e não pode jamais ser considerada normal, embora seja cada vez mais comum.
    Conforme explica a autora deste artigo, “no decorrer do desenvolvimento da adolescência, os jovens se deparam com grandes mudanças e pressões sociais, ocasionando o desenvolvimento de mudanças de humor e até de seu próprio comportamento, sendo que os mais sensíveis e sentimentais desenvolvem quadros com sintomas mais fracos e sintomas de descontentamento, confusão, solidão, incompreensão e atitudes de rebeldia. Nesta fase, pode-se diagnosticar a depressão, mesmo que o sintoma de tristeza não seja tão aparente”.
    Alguns dos sintomas mais comuns de depressão na adolescência, segundo a mesma autora, são:
    • O adolescente se envolve em situações perigosas e arriscadas.
    • Geralmente tem dificuldade em se relacionar e mostrar seus sentimentos.
    • Também pode demonstrar muita ansiedade.
    • Muitos adolescentes passam pela fase de rebeldia, e alguns sentem desejo de fazer uso de drogas, ficam violentos e até mesmo fogem de casa.
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  • A reação dos adultos

    É comum que os adultos não compreendam as confusões da adolescência, porque já se esqueceram dos sentimentos que eles próprios tiveram nessa fase. Por isso, tendem a repreender e cobrar atitudes adultas dos jovens. Embora a maioria dos adolescentes realmente tenha atitudes desagradáveis, é de extrema importância que os pais e todas as outras pessoas procurem respeitar as transições dos jovens, e principalmente, fiquem informados sobre os sintomas da depressão na adolescência, que muitas vezes não se mostra tão clara quanto em outras fases da vida. Muitos sintomas podem ser confundidos com desejo proposital de desobediência e rebeldia.
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  • Ajudando o adolescente com depressão

    O primeiro passo para a cura da depressão é buscar um diagnóstico completo para descobrir se o adolescente está mesmo com depressão, ou se suas atitudes são derivadas de outros problemas, culminando com comportamentos naturais da adolescência.
    Se diagnosticada a doença, é necessária muita compreensão, especialmente dos pais, que devem evitar cobranças e severidade. Este artigo, que foi a principal fonte para a realização deste texto, explica que o tratamento da depressão, com profissionais da saúde, ou seja, médicos e psicólogos, deve ser feito de forma profunda e completa para que a doença não retorne, e muito menos se agrave. É importante que um tratamento de manutenção seja feito depois que o adolescente já se tornou adulto.
    Esta apresentação aponta que a depressão não tratada é um dos principais fatores que levam ao suicídio, especialmente na adolescência. Por isso, é essencial que os pais fiquem atentos e procurem dar atenção aos filhos, e façam atividades recreativas, além de manter muito diálogo com eles.
    Como quase todas as doenças, a depressão tem cura, mas é preciso que o doente e os acompanhantes tenham muita força de vontade e façam de forma correta e rigorosa os tratamentos indicados.
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  • Marcia Denardi

    Adolescência, uma fase de mudanças nos filhos e de grande desafio para os pais





    Que pai ou mãe não se chateia com as atitudes de seus filhos adolescentes? E que adolescente não se chateia com os seus pais, que parecem viver tão fora de época? Quem está certo nessa disputa, os pais ou os adolescentes?
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  • Entendendo a adolescência

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, a adolescência se situa entre os 10 e 20 anos de idade. É um período onde os jovens experimentam grandes mudanças internas e externas. Muda o corpo, muda a mente, muda o metabolismo. O site Mundo Estranho diz que "Os pais perdem a característica de benfeitores e viram educadores, fontes de ordens, tarefas e exigências... O adolescente também passa a enxergar as imperfeições dos pais... A ação dos hormônios se altera completamente... Tudo isso acarreta (nos adolescentes) novas emoções, percepções e reflexões".
    O site Portal Educação diz que "Na adolescência, a dinâmica familiar começa a mudar, pois os jovens começam a ter vontade própria e mais recursos pessoais para executá-la... O Adolescente passa a questionar as normas dentro de sua casa, tenta escolher seu próprio caminho, estabelece vínculos com pessoas que não são da família, e não aceita o que os pais julgam ser o melhor para eles".
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  • A idade da "Aborrescência"

    Os pais, que podem ter sido excelentes pais para os filhos durante a infância, começam a ter dificuldades para entender as atitudes dos filhos. Não é à toa que muitos deles se refiram à adolescência como a fase da "aborrescência". E pensando bem, é verdade mesmo que os pais e os adolescentes se aborreçam uns com os outros muitas vezes.
    Pais que não percebem os conflitos internos e externos pelos quais os filhos estão passando, talvez não consigam aceitar as atitudes dos filhos e os conflitos serão inevitáveis. Aí é que devem entrar a maturidade dos pais, o afeto, a paciência e a compreensão deles, para que possam estar sempre disponíveis para ajudar os filhos, sempre que forem solicitados. Tentar impor as coisas aos adolescentes de forma exagerada pode causar o afastamento deles, e em vez de ajudá-los, os pais podem afastá-los para longe. O Portal da Educação explica: "Isso não significa que o pai tenha que ficar imóvel quando o filho (tomar) decisões que poderão colocar em risco sua própria integridade física, moral ou psicológica. A forma como o pai irá intervir nessa situação é que faz grande diferença".
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  • Tratar os filhos de forma igual é bom?

    Muitos pais, algumas vezes, se preocupam em ser "neutros", e tratar os filhos de forma igual. Isso pode ser um erro, porque cada filho é diferente do outro e tem necessidades diferentes. Por isso, cada filho deve ter uma educação "sob medida", embora os pais devam ter amor de forma igual por todos eles. O que funciona com um filho, pode não funcionar com outro. Isso não é incompetência dos pais, nem "problema" com os filhos, mas sim, a manifestação pura e simples da individualidade humana.
    Tratar os adolescentes como crianças também irá deixá-los muito irritados. Eles estão sendo impelidos pela natureza a se tornarem independentes: seus corpos estão em mudança constante, adaptando-os para a vida adulta. Os hormônios os alteram internamente, o rapaz está se tornando um homem e a menina, uma mulher. Os pais precisam de sabedoria para entender e ajudar os adolescentes nessa difícil transição. Precisam estar perto deles, mas não tão perto que eles se sintam superprotegidos ou asfixiados, enquanto buscam seu lugar na vida adulta.
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  • "Os pais criam os filhos para o mundo"

    Essa frase é conhecida, e assim deve ser mesmo! Pais e mães que tentam manter os filhos sob suas asas por tempo demais não estão tornando seus filhos preparados para enfrentar a realidade e correm o risco de torná-los dependentes e inseguros. Existe até uma síndrome, chamada de Síndrome do Ninho Vazio, que acomete as mães, principalmente, porque elas se sentem "abandonadas" pelos filhos que partem para criar suas próprias famílias. Tais mães têm dificuldades para aceitar a separação e sofrem muito com isso, precisando até, dependendo do caso, ter de buscar ajuda com terapia para enfrentar tal situação. O que é absolutamente normal na maioria das famílias, isto é, os filhos crescerem, se apaixonarem e se casarem, saindo da casa dos pais, o que pode ser traumático para alguns pais (principalmente para algumas mães).
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  • Depressão na adolescência

    Alguns adolescentes podem ter problemas além do normal enquanto se adaptam à vida adulta. Não é incomum o caso de adolescentes precisarem de ajuda, por isso os pais devem estar atentos em mudanças muito grandes no comportamento de seus filhos. A depressão é uma das coisas que podem causar muito sofrimento: "O adolescente se envolve em situações perigosas e arriscadas. Geralmente tem dificuldade em se relacionar e mostrar seus sentimentos. Também pode demonstrar muita ansiedade. Muitos adolescentes passam pela fase de rebeldia, e alguns sentem desejo de fazer uso de drogas, ficam violentos e até mesmo fogem de casa"
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  • Luiz Higino

    Cama compartilhada... é bom?



    Quando eu era criança, podia dormir na cama dos meus pais sempre que ficava doente. Adorava o aconchego, o carinho e todos os mimos. Gostava de saber que se eu acordasse no meio da noite, não precisaria ter que chamá-los, não precisaria sentir o medo da solidão do meu quarto. Era gostoso. Posso até dizer que chegava a ser terapêutico. Mas, será que é mesmo certo colocar um filho para dormir na cama ou no mesmo quarto que seus pais todas as noites?
    Na minha época não havia resposta para esta pergunta. Hoje, há discussões acadêmicas que mostram que o co-sleeping (dividir o quarto, um sofá ou poltrona de amamentação com o filho durante a noite, constantemente) e o bed sharing (dividir a cama com a criança) são movimentos que vêm ganhando adeptos nas últimas duas décadas entre famílias que não têm problemas de falta de espaço, mas que o fazem por outros motivos.
    Dentre elas, há as que acham que o co-sleeping facilita o processo de amamentação noturna e o cuidado com o bebê, já que ele está próximo e pode ser observado durante toda a noite. Outros pais e mães dividem o colchão com seus filhos na tentativa de suprir a falta do outro cônjuge, quando se trata de uma família desfeita. Há também os casos em que os pais se sentem culpados por trabalhar o dia todo e não terem tanto tempo quanto gostariam para seus filhos. Existem também as famílias que planejam a realização desse procedimento por acreditarem que seus filhos ficarão emocionalmente mais seguros com isso.
    Seja qual for o motivo, não há consenso entre os especialistas sobre se tais práticas seriam ou não benéficas; e isso se dá por falta de dados, já que se trata de algo relativamente novo enquanto movimento de massa.
    Um estudo da Universidade de Notre Dame, em Indiana (EUA), por exemplo, concluiu que o risco de morte súbita dos bebês poderia diminuir se estes dormirem mais próximos das mães, desde que na posição adequada e longe da fumaça do cigarro.
    Estes pesquisadores também afirmam que as crianças que têm costume de dormir com seus pais são menos medrosas e mais fáceis de lidar do que aquelas às quais isso nunca foi permitido. Contudo, eles fazem um alerta importante: co-sleepinge bed sharing só devem ser realizados se houver segurança para tal, ou seja, os pais jamais devem dormir com o filho sob influência de drogas ou álcool ou mesmo se são fumantes.
    Esse alerta é uníssono entre os estudiosos da área, mesmo que discordem dos benefícios trazidos pelas práticas, como é o caso de pesquisadores da Nova Zelândia, que publicaram um estudo cuja estatística demonstra que o ato de dormir com o bebê não diminui, mas sim aumenta a incidência de morte súbita, em especial - mas não somente - nos casos de mães fumantes, devido à inalação da fumaça.
    Assim, se sua decisão for dividir o mesmo cômodo ou cama com seu filho, consulte seu pediatra e tenha em mente que há riscos e benefícios. Além disso, se você é fumante, faz uso de drogas ou álcool, talvez seja melhor repensar sua decisão

    Fernanda Trida

    9 dicas que vão te ajudar a cozinhar com os filhos




    Especialistas deixam claro que filhos se alimentam melhor quando participam do preparo da refeição. É óbvio que para isso seus pais devem preparar alimentos saudáveis utilizando produtos frescos e da estação.
    O aprendizado das crianças é muito rápido e estar na cozinha junto aos pais será algo que além de prazeroso, fortalecerá o vínculo familiar. Com esta prática, todos só têm a ganhar.


    Algumas dicas para que a empreitada seja um sucesso:

    Cuidados com o local
    É importante que a criança esteja em um local que não ofereça riscos, longe do calor, facas e outros utensílios perigosos. Se ela precisar subir em algo para fazer suas tarefas, deve ser firme e resistente a fim de evitar qualquer tipo de acidente que poderá machucar e prejudicar o interesse.
     

    Proporcionar tarefas possíveis
    Para a criança começar a colocar a mão na massa é necessário passar tarefas simples, mas que sejam perfeitamente possíveis de serem realizadas. Vai depender do tamanho e maturidade da criança. Alguns exemplos são: separar os alimentos que serão utilizados, lavar os mesmos, medir ingredientes ou pegar utensílios. Sempre respeitando o potencial dela.
     
     
    Resolver juntos o cardápio
    Sim, eles vão querer batatas fritas todos os dias e nada de brócolis (com raras exceções). Por isso, preparar um cardápio balanceado, explicando a importância de conter todos os tipos de alimentos necessários ao organismo, falando sobre as cores e produtos da estação, fará com que eles comecem desde cedo a entender a importância de uma alimentação equilibrada e de balancear as opções. Ideias podem ser retiradas de livros de receitas e da internet. Eles vão adorar!
     
    Elogiar
    Tudo que as pessoas começam a fazer causa uma certa ansiedade. Elogiar o pequeno, mesmo que meio desajeitado, dizer que está ajudando muito, comentar o quanto é importante para os pais que ele esteja junto trabalhando para a refeição, será excelente para seu desenvolvimento e gosto por estas tarefas.
     
    Limpeza
    Ela também faz parte do preparo dos alimentos. Enquanto vai cozinhando ou ao final, incentivar a criança a ajudar na limpeza e desinfecção do ambiente é um ótimo aprendizado. Ela pode enxugar a louça, ou até lavar, dependendo da idade, descartar embalagens e cascas, trocar a sacola do lixo, enfim, há bastante opções.
     
    Família unida
    As tarefas ficam mais divertidas quando há muitas pessoas envolvidas. Se a família tiver muitos filhos, designar tarefas a cada um deles é interessante, e da próxima vez elas serão trocadas para que todos possam aprender todas as coisas. Se a criança não tem irmãos, aproveitar um dia com primos ou amigos e preparar uma refeição ou mesmo um bolo será muito divertido e educativo.
     
    Contação de histórias
    Isso mesmo, não é um tópico errado no artigo. A maioria dos preparos exige um tempo de espera, e o que fazer enquanto isso? Os pais podem contar sobre como surgiram os legumes, cereais, carnes, frutas, temperos, qual o nome da árvore ou país de origem, curiosidades e histórias familiares. Se não souberem, podem pesquisar juntos enquanto esperam.
     
    Levar os pequenos às compras
    Antes de sair de casa é importante explicar que ele irá ajudar a comprar o que realmente é necessário para o preparo das refeições de acordo com o cardápio que prepararam juntos. Assim, a ida ao supermercado deixa de ser um passeio onde ele pode ficar pedindo tudo o que tem vontade e se torna uma ótima lição de responsabilidade e aprendizado sobre diversos alimentos, especialmente aqueles que a criança não conhece por não ser hábito familiar. Pais podem se preparar para muitas perguntas e não precisam ter medo de responder que não conhecem aquele alimento, mas que eles podem pesquisar a respeito juntos quando chegarem em casa ou perguntar a respeito para um funcionário ali mesmo.
     
    Não deixar o filho sozinho na cozinha
    Muitas crianças acreditam que podem fazer o que seus pais fazem, e caso os responsáveis deixem o ambiente para atender ao telefone por exemplo, eles podem querer mexer o alimento na panela e correr riscos desnecessários. Se precisar sair, melhor levar o filho consigo ou permanecer o tempo todo ali com eles.
     
    Momentos inesquecíveis de aprendizado familiar serão proporcionados com estas experiências únicas entre pais e filhos.

    Michele Coronetti

    A importancia de uma mãe

    "Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele" (Provérbios 22:6). Concorda com esse provérbio? E na sua opinião, qual é a melhor educação?

    Você já ouviu a citação “a mão que balança o berço é a mão que governa o mundo” (William R. Wallace)? Essa se tornou uma frase de muito impacto e inspiração em minha vida, e por sorte a ouvi pela primeira vez antes de me tornar mãe.

    Segundo este artigo, desde os primeiros momentos de vida, a criança é influenciada, na maioria das vezes, pela mãe. A partir daí, a criança já começa a formar sua personalidade e seu comportamento, e o seu destino começa a ser traçado.

    O poder da influência feminina
    Tomando como base o fato de que a mão que balança o berço é a mesma que governa o mundo, é importante frisar que as mães têm um papel fundamental para o futuro de uma criança, e em maior extensão, de toda uma sociedade. Claro que os pais têm valor e tanto poder quanto responsabilidades equivalentes aos das mães na educação dos filhos. No entanto, a mulher, por natureza, traz consigo “para o mundo uma virtude específica, uma dádiva divina que as torna peritas em instilar qualidades como a fé, a coragem, a empatia e o refinamento nos relacionamentos e nas culturas” (D. Todd Christofferson).

    Acredite! Os filhos que têm como base os ensinamentos e o bom exemplo de uma mãe dedicada e virtuosa crescem com força, coragem, convicção, um bom direcionamento, aprendem a discernir o certo do errado, a ter confiança e a fazer boas escolhas.

    A educação e a atual realidade
    Existe uma preocupante polêmica relacionada a algumas condutas evidentes na sociedade recentemente. A que você atribui, por exemplo, a violência, o grande número de pessoas com depressão, o aumento do uso desenfreado de drogas por adolescentes, a banalização sexual e o comportamento imoral tanto de jovens quanto de adultos? Deixe-me citar algumas observações:
    Um diretor de escola, cuja identidade prefiro não revelar, relatou-me recentemente que muitos jovens estão procurando o conselho escolar para desabafar, porque os pais, e especialmente as mães, estão inacessíveis, seja por ausência, pela impaciência, pela falta de interesse. Antigamente, as crianças morriam de medo de entrar na sala da diretoria. Hoje, muitas delas, veem o(a) diretor(a) como conselheiro(a), já que não podem contar com aqueles que deveriam estar sempre de braços abertos para oferecer conselhos e ensinar.
    O número de mães que colocam a carreira acima da educação dos filhos têm crescido muito nos últimos anos, o que prejudica a interação mãe e filho e o afeto entre eles.
    A pressão da mídia, especialmente programas de televisão e o mau uso da internet, e também da própria sociedade tem feito com que os jovens tenham contato com a sexualidade cada vez mais cedo, o que tem aumentado a imoralidade, o número de jovens despreparadas se tornando mães e, o pior, o de abortos.
    A falta de limite e o desinteresse em ensinar por parte dos pais estão fazendo com que muitas crianças cresçam sem uma base, e por isso busquem fora do lar modelos de conduta para seguir, os quais, na maioria das vezes, podem devastar o futuro.
    O fim da inocência
    É lamentável saber que as crianças de hoje estão tendo contato tão cedo com a sexualidade, perdendo a pureza. Algumas pessoas não sabem, mas uma criança que tem problemas relacionados à sexualidade, na grande maioria dos casos, terá sequelas por toda a vida. Pode parecer exagero, mas o simples contato visual com a pornografia pode desencadear problemas sérios em adultos, imagine em uma criança.

    Muitos jovens crescem sem dar o devido valor para o recato, para a pureza sexual e para o real significado das relações entre homem e mulher dentro dos laços matrimônio porque, na infância, não foram ensinados sobre os limites dessas relações. O problema é que hoje virou moda a total liberação sexual, tanto por parte de homens quanto de mulheres, e cada vez mais cedo os jovens são pressionados a estarem por dentro das tendências. E dessa forma, cedem às pressões e perdem a inocência.

    D. Todd Christofferson, que serve como autoridade eclesiástica, disse: “As atitudes em relação à sexualidade humana ameaçam a autoridade moral das mulheres em várias frentes de batalha. O aborto por conveniência pessoal ou social ataca o cerne dos mais sagrados poderes da mulher e destrói sua autoridade moral. O mesmo se dá com a imoralidade sexual e com roupas reveladoras que não só degradam as mulheres como também reforçam a mentira de que a sexualidade de uma mulher é o que define seu valor”.

    A criação da vida é uma das mais sagradas responsabilidades das mulheres. Uma mãe que se preocupa em ensinar seus filhos sobre a importância da castidade antes do casamento e total fidelidade dentro dos laços do matrimônio pode estar por fora do estilo da maioria, mas certamente vai levá-los a ter uma vida familiar mais feliz e bênçãos eternas. Ainda citando Christofferson, “uma mãe pode exercer uma influência que nenhuma outra pessoa em nenhum relacionamento pode igualar. Pelo poder de seu exemplo e de seus ensinamentos, seus filhos aprendem a respeitar as mulheres e a incorporar disciplina e elevados padrões morais na própria vida. Suas filhas aprendem a cultivar a própria virtude e a defender o que é certo, vez após vez, mesmo que isso não seja popular. O amor e as elevadas expectativas de uma mãe levam os filhos a agir com responsabilidade e sem desculpas, a levar a sério a formação educacional e o desenvolvimento pessoal, e a fazer contribuições contínuas para o bem-estar de todos a seu redor".

    Uma mãe que segue os padrões de Deus
    Ao ensinar os filhos, as mães não devem pensar nos padrões do mundo, que são cada vez mais degradantes. Elas devem, sim, seguir os padrões de Deus, que são eternos, não se modificam, prevalecerão no fim e dão garantia de uma vida limpa, com virtude e feliz, mesmo que sejam contrários a todas as opiniões humanas.