O Poder da Oração de um Pai


de Max Lucado

Quando chegaram onde estavam os outros discípulos, viram uma grande multidão ao redor deles e os mestres da lei discutindo com eles. Logo que todo o povo viu Jesus, ficou muito surpreso e correu para saudá-lo.
Perguntou Jesus: “O que vocês estão discutindo?” Um homem, no meio da multidão, respondeu: “Mestre, eu te trouxe o meu filho, que está com um espírito que o impede de falar. Onde quer que o apanhe, joga-o no chão. Ele espuma pela boca, range os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que expulsassem o espírito, mas eles não conseguiram”.
Respondeu Jesus: “Ó geração incrédula, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino”.
Então, eles o trouxeram. Quando o espírito viu Jesus, imediatamente causou uma convulsão no menino. Este caiu no chão e começou a rolar, espumando pela boca.
Jesus perguntou ao pai do menino: “Há quanto tempo ele está assim?” “Desde a infância”, respondeu ele. “Muitas vezes esse espírito o tem lançado no fogo e na água para matá-lo. Mas, se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.”
“Se podes?”, disse Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.”
Imediatamente o pai do menino exclamou: “Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!”

Quando Jesus viu que uma multidão estava se ajuntando, repreendeu o espírito imundo, dizendo: “Espírito mudo e surdo, eu ordeno que o deixe e nunca mais entre nele”.
O espírito gritou, agitou-o violentamente e saiu. O menino ficou como morto, ao ponto de muitos dizerem: “Ele morreu”. Mas Jesus tomou-o pela mão e o levantou, e ele ficou em pé.
Depois de Jesus ter entrado em casa, seus discípulos lhe perguntaram em particular: “Por que não conseguimos expulsá-lo?”
Ele respondeu: “Essa espécie só sai pela oração”. – Marcos 9:14-29
ESTE CAPÍTULO NÃO É PARA OS CONCORDES. É para os pulverizadores de colheitas.
Alguns de vocês se parecem com aquele avião a jato, o Concorde: suave, liso, altivo e imponente. Suas palavras reverberam nas nuvens e enviam ruídos supersônicos por todos os céus. Se você ora como um Concorde, eu o saúdo. Se não, eu compreendo.
Talvez você seja como eu, mais parecido com aqueles pequenos teco-tecos pulverizadores de colheitas do que com um Concorde. Você não é veloz, voa baixo, parece que está passando sobre o mesmo terreno várias vezes e, em determinadas manhãs, é difícil fazer o motor pegar de primeira.
A maioria de nós é assim. A maior parte de nossa vida de oração precisa passar por uma retifica.
A vida de oração de algumas pessoas carece de consistência. Elas não são nem um oásis nem um deserto. Palavras longas, áridas e secas são interrompidas por breves mergulhos nas águas da comunhão. Passamos dias OU ate mesmo semanas sem uma oração consistente, mas, quando alguma coisa acontece quando ouvimos um sermão, lemos um livro, experimentamos uma tragédia — somos levados a orar e, assim, mergulhamos em suas águas. Submergimos em oração e saímos de lá refrescados e renovados. Porém, quando retomamos a jornada, nossas orações ficam para trás.
Existem outros de nós que precisam de sinceridade. Nossas orações são um pouco vazias, memorizadas e rígidas. É mais liturgia do que vida. São feitas diariamente, mas são enfadonhas.
Existem também aquelas que precisam de... bem, honestidade. Nós sinceramente ficamos pensando se as orações fazem alguma diferença. Por que Deus, lá no céu, gostaria de falar comigo, aqui na terra? Se Deus sabe todas as coisas, quem sou eu para dizer-lhe qualquer coisa? Se Deus controla tudo, quem sou eu para fazer algo?

Se você sente dificuldade em orar, eu tenho a pessoa certa para você. Não se preocupe, pois ele não é um santo monástico. Não é um apóstolo de joelhos calejados. Também não é um profeta cujo sobrenome é Meditação. Ele não é uma pessoa santa demais, daquelas que vão ficar olhando por cima de seus ombros para o lembrar de que precisa orar. Ele é simplesmente o oposto. É um colega na pulverização das colheitas. É um pai com um filho doente que precisa de um milagre. As orações do pai não foram muitas, mas a resposta foi significativa e o resultado nos lembra de uma coisa: o poder não está na oração; está naquEle que a ouve.
Ele orou em meio ao desespero. Seu filho, seu único filho, estava possuído pelo demônio. Aquele rapaz não era simplesmente um surdo-mudo que sofria de epilepsia, era alguém que estava possuído por um espírito maligno. Desde que era um menino, o demônio o jogava no fogo e na água.
Imagine a dor do pai. Os outros pais podiam ver seus filhos crescer e amadurecer; aquele pai só conseguia ver o sofrimento de seu filho. Enquanto os outros pais estavam ensinando uma profissão aos seus filhos, ele estava simplesmente tentando manter seu filho vivo.
Que desafio! Ele não podia deixá-lo sozinho por um minuto. Quem poderia prever quando aconteceria o próximo ataque? O pai precisava estar de plantão, alerta durante as 24 horas do dia. Ele estava desesperado e cansado, e sua oração refletiu as duas coisas.
"Se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos".
Ouça esta oração. Ela parece corajosa? Confiante? Forte? Difícilmente.
Uma palavra poderia ter feito uma grande diferença. Em vez de dizer se, o que aconteceria se dissesse como? "Como tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos".
Mas não foi isso o que disse. Ele disse se. O termo grego é ainda mais enfático. O tempo verbal utilizado não deixa dúvidas. É como se o homem estivesse dizendo: "É bem provável que isso esteja fora do seu alcance, mas, se você puder..."
É o apelo clássico de um pulverizador de colheitas. Está mais para submisso do que para poderoso. É mais tímido do que imponente. Mais semelhante a uma ovelha manca chegando-se ao pastor do que a um leão orgulhoso rugindo na floresta. Se a oração dele se parece com a sua, não desanime, pois é assim que começa a oração.
Ela começa como um anelo. Um apelo honesto. Pessoas comuns olhando para o monte Everest. Sem pretensão. Sem vanglória. Sem pose. Apenas oração. Uma débil oração, mas, sem dúvida, uma oração.
Somos tentados a esperar para orar até que saibamos como orar. Já ouvimos as orações daqueles que são maduros espiritualmente. Ouvimos os rigores dos disciplinados. Estamos convencidos de que temos um longo caminho a percorrer.
Já que preferimos não orar a fazê-lo de maneira errada, nós simplesmente não oramos. Oramos com pouca freqüência. Estamos esperando para orar quando aprendermos como devemos orar.
Ainda bem que este homem não cometeu o mesmo erro. Ele não é uma pessoa de orar muito. A oração não era algo freqüente em sua vida. Ele até mesmo admite isso! “Creio”, ele disse, “ajuda-me a vencer a minha incredulidade!” (veja Mc 9.24 NVI).
Esta oração nunca vai aparecer no manual de adoração. Nenhum salmo será escrito a partir deste pedido. Seu pedido foi simples, sem qualquer encantamento ou palavras mágicas. Mas Jesus respondeu. Ele respondeu não em função da eloqüência do homem, mas em razão da dor que aquele homem sentia.
Jesus tinha muitas razões para desconsiderar o pedido daquele homem.
Por um lado, Jesus tinha acabado de voltar da montanha, do Monte da Transfiguração. Enquanto esteve lá, sua face transformou-se e suas roupas se tornaram resplandecentes (veja Lc 9.29). Uma intensa radiação emanava dEle. Os fardos da terra eram substituídos pelos esplendores do céu. Moisés e Elias se achegaram e os anjos o encorajaram. Ele foi erguido acima do poeirento horizonte da terra e convidado a se aproximar do sublime. Ele se transfigurou. A jornada rumo ao céu era por demais festiva.
No entanto, a jornada rumo à terra era desanimadora.
Veja o caos que o saúda quando Ele retorna. Os discípulos e os líderes religiosos estavam discutindo. Uma multidão de curiosos estava parada, olhando. O menino que sofrera a vida inteira, diante do público. O pai, que viera ao seu socorro, desesperado, perguntando a si mesmo por que ninguém podia ajudá-lo.
Não é de se espantar que Jesus tenha dito: "O geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei ainda?" (v. 19)
Em nenhum outro momento a diferença entre o céu e a terra foi tão gritante.
A arena da oração nunca foi tão pobre. Onde está a fé neste quadro? Os discípulos haviam fracassado, os escribas estavam surpresos, o demônio vencia e o pai estava desesperado. Você se sentiria sobrecarregado por ter de encontrar uma agulha de crença neste palheiro.
Você pode até mesmo estar sendo pressionado a encontrar uma agulha em seu próprio palheiro. Talvez a sua vida também esteja bem distante do céu. Um lar barulhento — crianças gritando, em vez de anjos cantando. Religião que provoca divisão —, seus líderes religiosos mais obrigam do que ministram. Problemas enormes. Você não consegue se lembrar de quando não tinha este demônio por perto.
Então, lá no meio (leste imenso barulho da dúvida, surge sua voz tímida "Se o Senhor puder fazer alguma coisa por mim..."
Será que uma oração assim faz alguma diferença? Vamos deixar que Marcos nos dê a resposta.
E Jesus, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: sai dele e não entres mais nele. E ele, clamando e agitando-o com violência, saiu; e ficou o menino como morto, de tal maneira que muitos diziam que estava morto. Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou. Marcos 9.25-27
Isto perturbou os discípulos. Tão logo se distanciaram da multidão, eles perguntaram a Jesus: "Por que o não pudemos nós expulsar?"
A resposta de Jesus? "Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração".
Que oração? Que oração fez a diferença? Será que foi a oração dos apóstolos? Não, eles não oraram. Deve ter sido a oração dos escribas. Talvez eles tenham ido ao templo e intercedido por aquele menino. Não. Os escribas também não oraram. Então, deve ter sido o povo. Talvez eles tenham feito uma vigília pelo rapaz. Também não. O povo não orou. Eles nunca dobraram seus joelhos. Então, qual oração levou Jesus a expulsar o demônio?
Só existe uma oração nessa história. É a oração honesta de um homem ferido. Uma vez que Deus é mais tocado pela dor do que pela eloqüência, Ele respondeu. É isso o que os pais fazem.
Foi exatamente isso que Jim Redmond fez.

Seu filho Derek, um inglês de 26 anos, era o favorito para vencer a corrida dos 400 metros na Olimpíada de Barcelona, em 1992. No meio do caminho da prova semifinal, uma terrível dor se espalhou por sua perna direita. Ele caiu no meio da pista com um tendão rompido.
Enquanto os médicos se aproximavam, Redmond tentava ficar em pé. "Era o instinto animal", diria ele mais tarde. Ele começou a pular, empurrando todo o mundo numa tentativa louca de terminar a corrida.
Depois de ter olhado para o seu ferimento, um grande homem saiu do meio da multidão. Ele estava usando uma camiseta com a seguinte frase: "Você já abraçou seu filho hoje?", e um boné no qual estava escrito uma frase desafiadora: "Simplesmente faça". O homem era Jim Redmond, o pai de Derek.
- Você não precisa fazer isso disse ele a seu filho em prantos.
- Sim, eu preciso respondeu Derek.
- Então, que seja assim - disse Jim. - Nós vamos terminar isso juntos.
E foi isso o que fizeram. Jim passou o braço de Derek por seus ombros e o ajudou a caminhar, mancando, até a linha de chegada. Lutando para afastar os seguranças, a cabeça do filho parecia se afundar nos ombros do pai e assim foram, até cruzar a linha de chegada.
A multidão aplaudiu, se levantou, gritou c, por fim, chorou quando o pai e o filho terminaram a corrida.
O que fez com que aquele pai fizesse isso? O que fez com que o pai deixasse a arquibancada para ir até seu filho na pista de corrida? Foi a força de seu filho? Não, foi a dor de seu filho. Seu filho estava ferido e tentava completar a corrida de qualquer maneira. Desse modo, o pai o ajudou a concluir aquela tarefa.
Deus faz a mesma coisa. Nossas orações podem ser desajeitadas. Nossas tentativas podem ser débeis. Porém, uma vez que o poder da oração está naquEle que a ouve e não naquele que a faz, nossas orações fazem diferença.

Pai que ora pelos filhos



Jó era um homem muito rico. Seus filhos eram alvo de suas orações toda madrugada. Jó sabia que sucesso financeiro sem vida com Deus é fracasso consumado. Jó entendia que riqueza terrena sem salvação é pobreza. John Rockfeller, o primeiro bilionário do mundo, disse que o homem mais pobre que conhecia era o indivíduo que só tinha dinheiro.
Os filhos de Jó eram ricos, mas isso não era tudo. Eles precisavam da graça de Deus. Ainda hoje nós precisamos de pais que encontrem tempo para orar pelos filhos. Pais convertidos aos filhos. Pais que não provoquem seus filhos à ira nem os deixem desanimados. Mas pais que criem seus filhos na disciplina e na admoestação do Senhor. Precisamos de pais que ensinem seus filhos no caminho em que devem andar e não apenas o caminho.
Pais que amem a Deus e inculquem as verdades eternas na mente de seus filhos. Precisamos de pais que sejam reparadores de brechas, intercessores fervorosos, que não abram mão de seus filhos. Pais que orem pelos filhos e sejam exemplo para eles, que cultivem a amizade entre os filhos e os apresentem a Deus.
“... chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos...” Jó 1.5

- Hernandes Dias Lopes

A hora da oração


Quando George casou e começou a criar filhos, decidiu investir uma hora por dia em oração por eles.
Com o tempo ele começou a orar pela fé de seus netos e bisnetos. Cada dia ele passava uma hora em oração pelos filhos e pelas próximas gerações da sua família.
Escute o resultado: As duas filhas de George se converteram e se casaram com homens que entraram no ministério Cristão em tempo integral.
As quatro netas de George se casaram com pregadores e seu neto se tornou pastor.
Os primeiros dois bisnetos, entraram na faculdade juntos.
Um deles entrou no ministério Cristão, e o outro não.
Talvez George tenha ficado um pouco desapontado com este neto. Mas, depois ele entendeu melhor os desígnios de Deus.
Aquele segundo neto se formou em Psicologia e começou a escrever livros para orientar pais na criação de seus filhos. Com o tempo ele começou a falar no rádio e seus livros ajudaram cada vez mais pais Cristãos.
O nome daquele bisneto de George é James Dobson, autor de diversos livros sobre casamento e a criação de filhos.
É um dos autores Cristãos mais influentes da atualidade.
Por meio da perseverança diária nas suas orações, George teve um impacto nas vidas não só dos seus filhos, mas, de netos e bisnetos, e por meio deles nas vidas de milhares de famílias e de várias gerações de Cristãos.
Pais, como é seu tempo de oração pelos seus filhos?
Quanta diferença será que uma hora por dia em oração faria pelos seus?
Aquela hora que você gasta surfando na Internet, assistindo jornal ou novela – vai valer quanto depois?
Se você mudasse aquele horário e usasse para oração, você sabe a diferença que faria?

Pai de oração

de Dennis Downing



Como pai, se eu pudesse só dar um conselho a outros pais, o que eu daria é o que vou falar neste texto
Ore por seus filhos. Não há coisa melhor, mais poderosa, ou mais eficaz que você possa fazer.
Marcos 9:14-29
vv. 14-16
Quando chegaram onde estavam os outros discípulos, viram uma grande multidão ao redor deles e os mestres da lei discutindo com eles. Logo que todo o povo viu Jesus, ficou muito surpreso e correu para saudá-lo. Perguntou Jesus: “O que vocês estão discutindo?”
Os escribas, os “mestres da lei” já haviam acusado Jesus de expulsar demônios pelo poder de Satanás. Talvez agora estão acusando os discípulos da mesma coisa.
Ou discutindo outra questão de “doutrina”.
De qualquer forma, uma coisa é certa, as discussões doutrinarias deles não estão ajudando em nada o rapaz endemoninhado, nem o pai dele.
Se você é pai Cristão, cuidado para não perder de vista o essencial.
Muitos pais que se ocupam em discussões e debates acerca de detalhes doutrinários, descobrem depois que ganharam a “batalha da fé” e perderam a alma dos seus filhos.
Uma das atitudes mais importantes de Jesus aqui é o que ele fez e o que ele não fez.
Ele não entrou na discussão dos peritos em teologia.
Ele não entrou no debate sobre as picuínhas doutrinárias.
Ele ignorou a oportunidade de corrigir o erro dos outros.
Preste bem atenção no que Jesus não fez...
Jesus apenas fez uma pergunta.
Talvez você pensou que, com esta pergunta, o Mestre entraria também no debate.
Não entrou.
Por quê?
Porque a pergunta foi retórica.
Porque a pergunta foi, mais do que qualquer outra coisa, um protesto!
Parafraseando, quando Jesus perguntou “O que vocês estão discutindo?” ele estava perguntando “Como é que vocês estão aqui discutindo, quando tem uma criança agonizando no chão e um pai desesperado por ajuda?”
Como é que vocês conseguem se deter em detalhes no meio de uma tragédia familiar?
O que vocês estão discutindo que é tão importante assim?
Preste atenção no que Jesus não fez.
E depois, note o que ele fez.
vv. 17-19
Um homem, no meio da multidão, respondeu: “Mestre, eu te trouxe o meu filho, que está com um espírito que o impede de falar. Onde quer que o apanhe, joga-o no chão. Ele espuma pela boca, range os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que expulsassem o espírito, mas eles não conseguiram”.
Respondeu Jesus: “Ó geração incrédula, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino”.
Você notou o que Jesus não fez.
Agora, preste atenção no que Ele fez – “Tragam-me o menino”.
Onde está a dor?
Onde está o sofrimento?
Onde está o conflito que merece atenção?
Foi nestas coisas que Jesus focalizou sua atenção e seus esforços.
A saúde física, mental, emocional e sobretudo espiritual de seus filhos é de suma importância para Deus.
Não deveria ser para você também?
Você pode se ocupar com muita coisa nesta vida, mas, preste atenção onde Jesus focalizou a vida dEle.
Agora eu pergunto - onde está o seu foco?
Como Ele sempre fez nas coisas mais importantes, Jesus não mediu palavras.
Ele foi direto ao ponto – “geração incrédula”.
Geração incrédula.
Povo sem fé.
É forte, não é?
Alguém já lhe chamou de incrédulo?
Se eu chamasse esta igreja de igreja sem fé, como seria?
Como você iria se sentir?
Bem, se você não estiver orando, e orando mesmo por seu filho, você é igual a um incrédulo.
Você não acredita no poder de Deus.
Alguém disse “Quando oramos, nos humilhamos diante de Deus e confessamos: ‘Preciso da tua presença e do teu poder, Senhor. Não posso realizar isto sem ti’. Quando não oramos, estamos dizendo que não precisamos de nada além de nós mesmos.”
Quando oramos, estamos pedindo a Deus que Ele mesmo guie a vida dos nossos filhos.
Quando não oramos, quando não pedimos ajuda a Ele, estamos dizendo que basta o que a gente pode fazer.
E basta?
Para você, basta?
A resposta de Deus à nossa oração pode demorar.
Dias, semanas, meses, até anos.
Mas, se acreditamos em Deus, temos que confiar que a nossa oração não ficará sem resposta.
Talvez você esteja pensando “mas, eu oro todos os dias pelos meus filhos!”
Como é essa oração?
Será que é como a antiga ficha telefônica? Três minutos só?
É aquela ligação de três minutos que você faz, deitado na cama, já caindo no sono?
Esta é sua oração pela vida eterna dos seus filhos?
Pais, como é seu tempo de oração pelos seus filhos?
Quanta diferença será que uma hora por dia em oração faria pelos seus?
Aquela hora que você gasta surfando na Internet, assistindo jornal ou novela – vai valer quanto depois?
Se você mudasse aquele horário e usasse para oração, você sabe a diferença que faria?
Fica aquela pergunta, você é um pai de fé, ou mais um incrédulo?
vv. 20-22
Então, eles o trouxeram. Quando o espírito viu Jesus, imediatamente causou uma convulsão no menino. Este caiu no chão e começou a rolar, espumando pela boca. Jesus perguntou ao pai do menino: “Há quanto tempo ele está assim?” “Desde a infância”, respondeu ele. “Muitas vezes esse espírito o tem lançado no fogo e na água para matá-lo. Mas, se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.”
Quando Jesus pergunta ‘há quanto tempo ele está assim?’ dá para imaginar o tom de desespero na voz do pai: “Desde a infância”.
Nós estamos no meio de uma guerra espiritual.
Quando você começa a lutar pelos seus filhos, não pense que Satanás vai ficar parado.
Ele pode redobrar seus esforços, como fez com este menino.
Ele fez um show do poder dele sobre este menino.
Mas, não importa quão longe, ou por quanto tempo o inimigo domine seu filho – Jesus é maior.
Não desista de orar. Não desista nunca.
Eu não entendo porque, em alguns casos, pode levar anos para um filho se converter.
Sei que Deus não obriga ninguém a se arrepender, ou mudar de caminho.
Mas, ele tem os meios dEle.
Ele pode agir na vida e nas circunstâncias de uma pessoa.
E Ele agirá se você perseverar em oração.
vv. 23-24
“Se podes?”, disse Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.”
Imediatamente o pai do menino exclamou: “Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!”
Esse pai foi sincero no ponto crucial.
O maior problema é justamente nossa falta de fé.
Cremos em Deus. Você está aqui, porque crê em Deus.
Mas, precisamos de mais fé.
Então, faça feito este pai – peça a Deus para ter mais fé.
vv. 25-27
Quando Jesus viu que uma multidão estava se ajuntando, repreendeu o espírito imundo, dizendo: “Espírito mudo e surdo, eu ordeno que o deixe e nunca mais entre nele”.
O espírito gritou, agitou-o violentamente e saiu. O menino ficou como morto, ao ponto de muitos dizerem: “Ele morreu”. Mas Jesus tomou-o pela mão e o levantou, e ele ficou em pé.
Vai ter muita gente que vai desistir de seu filho.
“Não adianta agora,” vão dizer.
“Ela já não volta mais”.
“Ele foi longe demais”, vão declarar.
O povo, olhando para o menino, disse que ele morreu.
Mas, quando Jesus tocou nele, ele se levantou.
Não é a opinião de tios, cunhadas, professoras, ou outros filhos que determina o estado de seu filho. É Jesus.
E se você ainda não desistiu, Jesus nem tampouco desistiu.
Não importa a idade de seu filho ou o como ele se afastou do Senhor, continue a orar por ele.
E quanto mais longe ele estiver, mais você deve orar.
vv. 28-29
Depois de Jesus ter entrado em casa, seus discípulos lhe perguntaram em particular: “Por que não conseguimos expulsá-lo?” Ele respondeu: “Essa espécie só sai pela oração (e pelo jejum)”.
A maior força para abençoar nosso filhos? Oração.
A chave para vê-los livres do inimigo? Oração.
O caminho para a salvação deles? Oração.
Não sou eu que digo.
É Jesus.
Agora só fica aquela pergunta, você acredita?
Você é um incrédulo, ou um pai, uma mãe de fé?
Então como vai ficar seu tempo em oração pelo seu filho daqui para frente?

Manoa, homem que pediu sabedoria


A parceria na criação de filhos




Texto básico: Juízes 13.1-25

Texto devocional: Salmo 127.1-5

Versículo-chave

Então, Manoá orou ao Senhor e disse: Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus que enviaste venha outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer

Leia a Bíblia diariamente
Seg Jz 13.1-7
Ter Jz 13.8-14
Qua Jz 13.15-25
Qui Jz 14.1-3
Sex 2 Co 6.14-7.1
Sáb Ef 6.1-4
Dom Sl 128.1-6

Sansão nasceu numa época muito difícil na história do povo de Deus. Israel se afastara do Senhor, indo após os ídolos e deuses falsos dos países ao seu redor. Várias ve­zes encontramos a frase “fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor” ( Jz 2.11; 3.12; 6.1; 10.6). No livro de Juízes notamos um ci­clo que se repete: rebelião contra o Senhor, período de servidão ou sub­jugação por outras nações, seguidos de arrependimento pelos pecados e levantamento por Deus de um libertador, chamado juiz. O último versículo do livro de Juízes é muito triste e resume bem o estado da nação “cada um fazia o que achava mais reto” ( Jz 21.25).

Este versículo também podia ser usado  para descrever os dias em que nós vivemos no início do século 21 com seu relativismo! Cada um faz o que acha certo e melhor para si!

 Os pais de Sansão

Não sabemos muito a respeito dos pais de Sansão, apenas que Manoá era da tribo de Dã, que sua esposa era estéril e que os dois viviam sob o jugo dos filisteus. Mais uma vez o povo de Israel tinha se afastado do Deus verdadeiro, por isso Deus “os entregou nas mãos dos filisteus por quarenta anos” ( Jz 13.1). A vida deve ter sido difícil para Manoá e sua esposa, e mais ainda com a falta da bênção de filhos.

1. Uma visita inesperada
Certo dia, quando a esposa de Manoá estava sozinha, ela recebeu uma visita inesperada e bem diferente! Era o Anjo do Senhor com a maravilhosa notícia que ela seria mãe. Que sur­presa! Isso nos faz lembrar de outras mulheres na Bíblia como Hagar, Sara, Isabel (mãe de João Batista) e Maria (mãe de Jesus), que foram visitadas pelo Anjo do Senhor para anunciar o nascimento de um filho.
O Anjo do Senhor avisou à mulher que seu filho seria diferente. Ele seria consagrado a Deus antes de nascer. Seria um nazireu, uma pessoa separada para Deus, mas um nazireu por toda a vida, diferentemente das demais pessoas que faziam esse voto por um período determinado. Em Nú­meros 6, encontramos os regulamen­tos quanto ao voto de nazireu. A Bíblia de Estudo NVI afirma que durante o período do voto de um nazireu, três áreas de sua vida eram controladas: dieta; aparência; associações. Veja Números 6.1-8.
Aquele filho seria usado por Deus para começar a livrar o povo de Israel do domínio dos filisteus. O Anjo do Senhor também avisou à mãe que ela, desde aquele momento, não deveria beber vinho ou bebida forte, nem comer coisas imundas.

2. A reação à visita
Que mensagem essa mulher recebeu! E ela creu, não duvidou! Foi correndo contar tudo ao marido! Ela disse que nem sabia o nome do men­sageiro, nem tinha perguntado donde viera. Se Manoá fosse um homem comum, teria achado que a mulher estava sonhando ou ficado louca. Teria questionado por que ela não perguntou o nome do mensageiro, por que ela foi a escolhida, como um filho deles podia livrar o povo dos filisteus, etc. Os homens geralmente são mais lógicos, enquanto as mulheres, muitas vezes, são mais sensíveis e guiadas pelo instinto feminino.

No casamento é muito bom quando se sabe usar juntos o raciocínio masculino, que, geralmente, tende mais à lógica, e a intuição feminina!
Parece que Manoá creu mesmo que sua mulher tinha recebido a vi­sita de alguém muito especial com a mensagem que ganharia um filho, e reconheceu que foi o próprio Senhor que o havia mandado.

 A oração de Manoá

Imediatamente, Manoá orou ao Senhor, dizendo: “Ah! Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus que en­viaste venha outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer” ( Jz 13.8). É interessante notar que ele pediu a Deus que ensinasse a ele e sua esposa, os dois, e não somente a esposa!

Há esposos crentes que não oram com a esposa, não oram pelos filhos e acham que a tarefa de criar os filhos é da mulher. Há homens que se omitem! Tantas vezes é a mãe que ora sozinha, buscando a sabedoria do Senhor
É bom notar que, em Efésios 6.4, a palavra “pais”, no grego, é para os homens e não para homem e mulher. O pai tem a responsabilidade de criar os filhos “na disciplina e na admoestação do Senhor”. Os pais crentes devem seguir o exemplo de Manoá e orar para que o Senhor os instrua como criar seus filhos.
Deus atendeu à oração de Ma­noá, e o Anjo do Senhor voltou quan­do a mulher estava sozinha no campo. Imediatamente ela correu para buscar o marido. Manoá fez uma declaração de fé ao dizer “Quando se cumprirem as tuas palavras” e não “se” se cum­prirem! Mais uma vez perguntou ao anjo: “Como devemos criar o meni­no?” Os pais crentes constantemente devem fazer esta oração ao Senhor, e o Criador da criança vai orientá-los. Manoá também perguntou o que o menino faria ao crescer. Sempre há grande expectativa ao nascer uma criança: Qual profissão vai seguir? Vai ser como o pai ou como a mãe? Vai puxar o lado do avô paterno ou materno?
Ao ver o Anjo do Senhor subir ao céu, Manoá e sua esposa se prostraram com o rosto em terra e ficaram com medo. Manoá creu que morreriam, mas sua esposa de maneira bem sá­bia explicou que Deus não teria lhes revelado tudo e aceito a oferta deles se pretendia matá-los!
Quando o menino nasceu, de­ram-lhe o nome de Sansão, que quer dizer em hebraico sol ou brilho. Como a chegada do menino trans­formou aquele lar, e com que alegria Manoá e sua esposa observaram o crescimento físico e intelectual de Sansão! Mas, acima de tudo, como Sansão foi abençoado pelo Senhor ( Jz 13.24)!

Tantas vezes, hoje em dia, os pais crentes se preocupam apenas com o desenvol­vimento físico e intelectual dos filhos e negligenciam o desenvolvimento espi­ritual. Em Lucas 2.52 temos o perfeito padrão de desenvolvimento para a criança, exemplificado na vida do Senhor Jesus Cristo: “E crescia Jesus em sabedoria (intelectual), estatura (física) e graça, diante de Deus (espiritual) e dos homens (social)”.

 Parceria na criação dos filhos

“Os filhos são um presente do Senhor; eles são uma verdadeira bênção.” (Sl 127.3 NTLH)
Deus, na Sua Palavra, dá orienta­ções bem práticas para os pais sobre a criação dos filhos. Éfesios 6.4 registra as responsabilidades dos pais. Vejamos a primeira parte do versículo:

1. O aspecto negativo
“Pais, não provoqueis vossos filhos à ira” ou “Pais, não tratem os seus filhos de um jeito que faça com que eles fiquem irritados” (NTLH). Geralmente, pen­samos que os filhos irritam os pais! Como é que os pais irritam os filhos?
• Regras demais – sempre dizendo “não”.
• Regras que mudam.
• Falta de regras ou limites.
• Críticas ou comparações.
• Preferência declarada por um dos filhos.
• Falta de tempo para os filhos.

2. O aspecto positivo
“Criai-os na disciplina e na admo­estação do Senhor”. Podemos resumir isso em três mandamentos básicos para os pais.

a. Amem – Todo ser humano precisa sentir que é amado e o amor dos pais é muito importante para um desenvolvimento sadio – mais do que bens materiais! Muitos pais tentam substituir a falta de tem­po com os filhos com presentes caros! Não há substituição para tempo de qualidade passado com os filhos.

b. Disciplinem – A palavra de Deus nos diz que “o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe”(Hb 12.6). Pais que amam seus filhos vão seguir o exemplo do Senhor, pois “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo o disciplina” (Pv 13.24).

c. Ensinem – Cabe aos pais a tarefa de ensinar os filhos a honrar seus pais (Êx 20.12; Dt 27.16) e a serem obedientes (Ef 6.1). As crianças não nascem sa­bendo obedecer, mas têm que aprender! Um dos sinais dos “últimos dias” é justamente a falta de obediência – “os homens serão … desobedientes aos pais” (2Tm 3.2).

Pais têm que ensinar os filhos a:
• amar a Deus (Mc 12.30);
• amar o próximo (Mc 12.31);
• buscar fazer a vontade de Deus (Sl 143.10);
• buscar a verdadeira sabedoria (Pv 1.7; 8.13);
• ter valores verdadeiros (Mt 6.19-21).

Os pais ensinam por preceito e pelo exemplo e precisam ser crentes trans­parentes. É necessário que pai e mãe concordem quanto à maneira de criar os filhos. Tem de haver uma verdadeira parceria entre o casal.

3. Preocupação com o futuro do filho (Jz 14.1-3)
Pais crentes devem se preocu­par com o futuro dos filhos – seus estudos, sua profissão, suas amizades e desde cedo, devem ensinar-lhes os princípios bíblicos sobre o namoro (2Co 6.14-18).Casamento deve ser sempre “no Senhor” (1Co 7.39).
Vemos a grande preocupação de Manoá e sua esposa com o namoro e casamento proposto por Sansão – “Será que não há uma moça crente com quem você pode casar?”. Tantas vezes hoje os pais crentes ouvem a mesma resposta de Sansão – “Só ela é bonitinha!”. E quantos casamentos problemáticos!

Conclusão
Os pais crentes precisam cons­tantemente orar como Manoá “nos ensine o que devemos fazer”. A ver­dadeira parceria na criação dos filhos consiste de três pessoas: pai, mãe… e o Senhor!
Autor do Estudo: Professora Ann G. Barnett

Pai Abraão, o que aprender com ele.


TEXTO BÍBLICO – GENESIS 12.1-3
12.1   Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 12.2   de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! 12.3   Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.

INTRODUÇÃO
A história de Abraão começa no capítulo 12 de Genesis e vai até o capítulo 25. São 14 capítulos contando a história da vida de um homem que foi chamado de “Abraão, Pai da Fé”.
Nos onze primeiros capítulos de Gênesis correspondem a um período de mais de dois mil anos. Temos a criação de Adão e Eva, Caim e Abel, o dilúvio, torre de babel. Deus tratou durante este tempo com todas as raças e com o mundo todo. Mas aqui, no capítulo 12, aconteceu uma mudança na forma de Deus tratar a humanidade. Deus passa a dispensar atenção especial a quatro homens, formando por meio deles uma nação para cumprir seus planos redentores: Abraão, Isaque, Jacó e José.
Desse ponto em diante, o livro de Gênesis não dá mais ênfase a eventos, mas passa a destacar a vida desses personagens. Deus queria formar uma nação, para que por meio dela todos os povos da terra fossem abençoados: Israel.
Abraão tem um destaque pois as três grandes religiões mundiais tiveram sua origem de alguma forma em Abraão. O judaísmo, o cristianismo e o islamismo são as religiões mundiais que reconhecem a importância de Abraão.
Quero convidar você a percorrer as páginas da Bíblia que estão contidas a história de Abraão, com um olhar especial na relação pai e filho, Abraão e Isaque. Vamos observar como agiu Abraão com seu filho e tirarmos lições para nós pais da atualidade.


O SONHO DE SER PAI
Deus aparece a Abraão e faz uma promessa: 12.2   de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. A pergunta que fazemos é: como ele seria pai de uma grande nação se sua esposa Sara era estéril: 11.30   Sarai era estéril, não tinha filhos. (Gn 11.30).
Abraão acreditava no Deus que fez a promessa, mas com certeza pelos olhos humanos era impossível a realização. Deus aparece novamente Abraão e refaz sua promessa: Genesis 15.1   Depois destes acontecimentos, veio a palavra do SENHOR a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande. 15.2   Respondeu Abrão: SENHOR Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? 15.3   Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro.
Veja que Abraão pergunta para Deus sobre o nascimento do seu filho.  Ele diz: Deus, continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é damasceno Eliézer.
Nós precisamos aprender a ser sempre sinceros e transparentes diante de Deus, expressando nossos sentimentos e dialogando com Ele. Deus nos concede essa liberdade. Abrão abriu seu coração dizendo que na sua percepção via que seu descendente seria Eliézer, o damasceno. Talvez você tenha o sonho de ser pai! Deus pode realizar este sonho!
Deus reafirma a promessa que fizera a Abraão: 15.4   A isto respondeu logo o SENHOR, dizendo: Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro. 15.5   Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade. 15.6   Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça.
Veja que Deus diz que seu herdeiro não será Eliezer, mas aquele que fosse gerado dele mesmo. E conduz Abraão até fora da casa e manda ele olhar para os céus e contar as estrelas? Você já tentou contar as estrelas. Pois é, são muitas mesmos! Assim seria seus descendentes. E Abraão creu em Deus!


UMA DECISÃO PRECIPITADA
16.1   Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos; tendo, porém, uma serva egípcia, por nome Agar, 16.2   disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz filhos; toma, pois, a minha serva, e assim me edificarei com filhos por meio dela. E Abrão anuiu ao conselho de Sarai.
Quando Deus nos promete alguma coisa, podemos aguardar porque é suficientemente poderoso para não deixar a sua palavra voltar vazia. O que Ele prometeu, há de cumprir.
Agora, acabamos de ler que Sara, vendo que não dava filhos, teve a péssima idéia de resolver a situação com suas próprias forças. Ela pediu que Abraão tivesse uma relação com sua serva e que a engravidasse. Diz a Bíblia que Abraão aceitou a proposta.
Tudo isso serve para comprovar que nós, seres humanos, somos assim mesmo. Às vezes estamos num momento maravilhoso de comunhão, de intimidade com o Senhor, e logo depois estamos caídos, frustrados, temerosos, cheios de dúvidas, fraquejando diante das tentações e pecando. Essa é a natureza do ser humano. Hoje, nos montes da glória, amanhã, nos vales profundos e sombrios das incertezas.
16.3   Então, Sarai, mulher de Abrão, tomou a Agar, egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão, seu marido, depois de ter ele habitado por dez anos na terra de Canaã. 16.4   Ele a possuiu, e ela concebeu. Vendo ela que havia concebido, foi sua senhora por ela desprezada.
Depois que nasceu a criança o problema estava maior, Sara estava com ciúmes da serva, e ela que engravidou, desprezava Sara: 16.5   Disse Sarai a Abrão: Seja sobre ti a afronta que se me faz a mim. Eu te dei a minha serva para a possuíres; ela, porém, vendo que concebeu, desprezou-me. Julgue o SENHOR entre mim e ti.
Agora Sara joga a situação nas mãos de Abraão dizendo que a situação está insustentável, e que Abraão precisa escolher entre a Sara ou Agar: 16.6   Respondeu Abrão a Sarai: A tua serva está nas tuas mãos, procede segundo melhor te parecer. Sarai humilhou-a, e ela fugiu de sua presença.
É claro que Abraão fica com Sara, sua eposa, e Sara vai mandar embora Agar, humilhando esta pobre mulher.
Nossas escolhas precipitadas podem gerar problemas futuros. Se Deus prometeu que daria um filho, ele não é fiel para cumprir? Porque tentamos pegar atalhos para resolver a situação. E o resultado desta história vai ser terrível, pois vai nascer um menino chamado Ismael, e dizem os estudiosos que devido esta briga na família, nasceu as duas maiores religiões do mundo: islamismo e judaísmo.


NASCIMENTO DE ISAQUE
21.1   Visitou o SENHOR a Sara, como lhe dissera, e o SENHOR cumpriu o que lhe havia prometido. 21.2   Sara concebeu e deu à luz um filho a Abraão na sua velhice, no tempo determinado, de que Deus lhe falara. 21.3   Ao filho que lhe nasceu, que Sara lhe dera à luz, pôs Abraão o nome de Isaque.
Abraão tinha 100 anos de idade quando Isaque nasceu: 21.5   Tinha Abraão cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho. (Gn 21.5). Já havia passado para Sara a idade própria de ser mãe, ela tinha 90 anos. Se isso não bastasse, Sara ainda era estéril. O bom senso dizia: "Impossível!". A razão gritava: "Não pode ser!". Mas a fé diz: "Tudo é possível!". Abraão esperou 25 anos desde a promessa até Isaque nascer.
Deus cumpriu o que havia prometido, no tempo determinado! Não adianta pressa. O nosso relógio não é o relógio de Deus,  a nossa agenda não é a agenda de Deus. Ele tem seu tempo determinado!
O pai deve aprender que a cumplicidade mãe e filho é algo inestimável e por isso saber colocar-se no seu devido lugar. Nesse tempo o pai é especialmente protetor e contemplativo da relação intensa entre os dois: o que esteve dentro, no útero, e a que o acolheu, no útero. O pai, nessa época, é alguém como que de fora. Faz parte da relação, mas não partilha das primeiras revelações íntimas uterinas. À medida que os dias avançam, integra-se de maneira igualmente intensa e amorosa na relação filial. Assim, ser pai é saber cuidar sem ser cuidado, descobrir o ritmo do afastar-se e do aproximar-se, isso tudo sem ferir a si mesmo e ao outro, como que tomado pelo desvanecimento da exclusão e da inferioridade. Ser pai é não exigir para si o protagonismo da história da vida.


A ESCOLHA DO NOME
21.6   E disse Sara: Deus me deu motivo de riso; e todo aquele que ouvir isso vai rir-se juntamente comigo. 21.7   E acrescentou: Quem teria dito a Abraão que Sara amamentaria um filho? Pois na sua velhice lhe dei um filho.
Isaque significa riso. Sara estava rindo de todo aquela situação, rindo de alegria. Quem diria que na velhice é possível ter um filho? Deus é Deus do impossível!
Escolha do nome - o primeiro nome está ligado a fantasia e o segundo a tradição. A religião é um fator de influência na escolha do nome dos filhos. Segundo a pesquisa do site, um a cada quatro bebês nascidos no Brasil ganha um nome ligado religioso – seja do Antigo Testamento, de anjos, santos ou líderes. Entres os evangélicos, a taxa de nomes religiosos sobe para 40%. Emanuel, Isaac, Esther e Rebeca são alguns deles.


INFÂNCIA
21.4   Abraão circuncidou a seu filho Isaque, quando este era de oito dias, segundo Deus lhe havia ordenado.
                Na antiga aliança as crianças eram circuncidadas. Quando Deus estabeleceu a aliança com Abraão, ele instituiu a circuncisão como sinal e selo do pacto: 21.4   Abraão circuncidou a seu filho Isaque, quando este era de oito dias, segundo Deus lhe havia ordenado
                 A circuncisão, por sua natureza, se aplicava apenas às pessoas do sexo masculino. Quando Jesus estabeleceu a nova aliança, Ele instituiu o batismo como sinal e selo deste novo pacto. Ele ordenou: “lde portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado" (Mateus 28.19).
                O apóstolo Paulo mostra que o batismo equivale à circuncisão. Ele escreveu: “Nele também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo; tendo sido sepultados juntamente com ele no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos" (Colossenses 2.11,12).
                Veja  que as crianças eram circuncidadas ao oitavo dia. E porque não podemos batizar nossos filhos ainda recém-nascidos? Algumas igrejas alegam que eles ainda não são capazes de decidir. Então eu afirmo. Nenhum pai e nenhuma mãe perguntam ao seu filho, se ele deseja tomar um remédio ou uma vacina quando está doente. Nenhum pai e nenhuma mãe perguntam ao seu filho se ele deseja ir para a escola. Da mesma forma, não precisamos de sua opinião para consagra-lo ao Senhor através do batismo, e na sua idade adulta, decidirá se continuará nesse caminho.
Abraão dedicou seu filho a Deus, reconhecendo ser ele um presente do Senhor. Uma constante preocupação que temos com os filhos é suprir as suas necessidades, nos preocupamos em dar comida, cuidando de seus estudo e de roupas. Como pais, precisamos também nos preocupar em direcionar os filhos nos caminhos do Senhor. Preocuparmos em levá-los à igreja, estudar a Bíblia e ensina a orar. Ensinar a amar a Deus e obedecê-Lo.
Podemos lembrar aqui da importância da EBD. Funciona como um suporte, porque a responsabilidade religiosa dos filhos é dos pais. Tudo isso começa em casa. Na igreja deve haver uma continuidade dos ensinamentos e das atitudes aprendidas com os pais: “Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças. Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração. Ensine-as com persistência a seus filhos. Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar. Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa. Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e em seus portões”. (Deuteronômio 6:4-9).
Tudo começa na infância.  Até os 7 anos, a criança está em formação da sua personalidade. A criança pequena é como uma esponja, pois absorve tudo o que lhe é ensinado. O que aprende nessa fase vai levar para o resto da vida. Quanto mais cedo conviver com a idéia de Deus, certamente isso será apreendido de forma mais profunda.
Não basta cuidar da vida física, intelectual e emocional, é preciso cuidar da vida espiritual!
Seu filho tem DVD que falam sobre Deus? Quem tem educado seu filho?

ILUSTRAÇÃO FAMÍLIA PESSEGUINI - O que falar do caso da chacina da família Pesseguini que o principal acusado é um adolescente de 13 anos. Ainda não sabemos o final da história, mas se for provado que o adolescente é o assassino, com certeza teremos que parar para pensar sobre o que significa um pai ensinar o filho a dirigir e a atirar.



ADOLESCÊNCIA
“Isaque cresceu e foi desmamado. Nesse dia em que o menino foi desmamado, deu Abraão um grande banquete”. (Gn 21.8)
Abraão era um pai coruja. Fez uma festa, segundo o costume de seu tempo, quando Isaque desmamou. Como pai precisamos estar atentos a esses momentos especiais da vida de nossos filhos.
Ser um pai sempre presente. Saber a idade do filho, a série, e outros detalhes. Se seu filho for já crescido ainda existe esperança, você deve reassumir o controle da educação dos filhos, como? Passando algum tempo com eles, compreender suas opiniões e idéias, identificar o amadurecimento deles, buscar influenciá-los, dispor-nos a buscá-los e dizer isso a eles, ser acessível a eles. Inteirar-se a respeito das situações, e das esperanças de seu filho.
Pais devem incentivar relacionamentos na igreja. Grande parte dos adolescentes se afasta da fé porque não aprofundou suas habilidades dentro da igreja. Daí a necessidade de incentivar as crianças a “fazerem o social” com outros coleguinhas da igreja. Essa troca fortalece a vida espiritual delas. Muitos pais saem do culto correndo para casa e se esquecem de que os filhos precisam desenvolver essas amizades. Além disso, os pais precisam mostrar a alegria de estar na igreja para que os filhos desejem permanecer mais tempo ali.
É também na fase da adolescência que o exemplo dos pais em relação à prática da fé cristã é colocado à prova. É muito além de ir à igreja. Ou seja, os atos precisam condizer com o discurso dentro de casa. Se os pais estão convictos de sua fé, os filhos se sentem seguros e desejam acompanhá-los em suas escolhas e decisões
Pais são exemplos - Os sermões mais convincentes são os pregados em casa, na sala de estar, às refeições, nos momentos de lazer. Creio que o exemplo dos pais é fundamental para motivar o adolescente a permanecerem na igreja e nos caminhos de Deus.

Provérbios 22:6 diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. Esse versículo é muito forte e contundente. O problema é que os pais muitas vezes não ensinam os filhos “no” caminho em que devem andar, mas ensinam “o” caminho em que devem andar, e os próprios pais andam por outro caminho. Não adianta deixar o filho na porta da igreja e voltar para casa.
É claro que a igreja precisa ser contextualizada. A igreja precisa ser criativa e contextualizada com o mundo atual para atrair as crianças e os adolescentes às suas atividades. Abordar os assuntos atuais.
Temos nesta fase as pressões do grupo, primeiro contato com as drogas, distúrbios alimentares (anorexia, bulimia) a ditadura da beleza, comportamentos sexuais (o perigo da gravidez não planejada e  Doenças Sexualmente Transmissíveis).
Não basta ter filhos brilhantes, bem sucedidos, é preciso ter filhos salvos, consagrados a Deus. Devem ser criados para realizar os sonhos de Deus.
Abraão é chamado a sacrificar Isaque quando este já tem 14 anos (Gn 22.1-27). Ao todo, são 39 anos desde o dia da promessa até o dia em que Deus pede Isaque de volta a Abraão. Agora, Abraão, de posse da promessa, escuta Deus lhe falando: "Abraão, agora desista; dê-me seu filho; renuncie-o; entregue-o a mim em sacrifício".
22.1   Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui! 22.2   Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei.
                Imagine a cena dolorosa de um pai abraçando o cadáver de seu filho, morto num trágico acidente. O pai dizia: "Oh, filho, por que teve que ser você? Ah, se eu pudesse dar minha vida em substituição à sua. Eu já vivi tudo que tinha direito, você só tem vinte anos. Ah, filho, por que Deus não aceita que eu morra em seu lugar?".
                Para Abraão era Isaque o que ele tinha de mais precioso. Ele é chamado de filho de promessa. Sara era estéril e Deus prometeu que Abraão seria pai de uma grande nação. Provavelmente Isaque nasceu, fruto da promessa e do milagre da gestão,  quando Abraão tinha 100 anos e Sara 90 anos. Eram os chamados avós-pais.
                Abraão obedeceu sem hesitar. Ele levantou-se de madrugada: 22.3   Levantou-se, pois, Abraão de madrugada e, tendo preparado o seu jumento, tomou consigo dois dos seus servos e a Isaque, seu filho; rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que Deus lhe havia indicado.
                Imagine Abraão na manhã seguinte arrumando a lenha, despertando o filho para iniciar a jornada, chamando os servos para acompanhá-lo. Imagine três dias de caminhada subindo o monte, sem poder falar nada para o filho. Imagine-o vendo o filho na flor da vida, caminhando rumo a morte. Imagine-o chegando ao topo da montanha. O filho pergunta: 22.7   Quando Isaque disse a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou-lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?
                Podemos destacar a obediência de Isaque ao seu pai Abraão. Temos hoje uma geração que desrespeita os pais, agridem com palavras, filhos ingratos, como diz a palavra de Deus em Timóteo: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes” (2 Timóteo 3.1-2). Em nenhum momento do texto percebo Isaque reclamando, brigando: “eu tenho que levar isso tudo sozinho”; “ta pesado pai”; “eu não vou com você para o monte”. Mas a postura de Isaque nos chama a atenção: obediência, obediência e obediencia.
                Muitos que leem essa passagem bíblica sem o cuidado de analisa-la por completo, podem cair no erro de acha que Deus queria que Abraão matasse seu próprio filho. Mas temos o fechamento desta história com o livramento que Deus deu a Abraão providenciando o carneiro.
                22.9   Chegaram ao lugar que Deus lhe havia designado; ali edificou Abraão um altar, sobre ele dispôs a lenha, amarrou Isaque, seu filho, e o deitou no altar, em cima da lenha; 22.10   e, estendendo a mão, tomou o cutelo para imolar o filho. 22.11   Mas do céu lhe bradou o Anjo do SENHOR: Abraão! Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui! 22.12   Então, lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho. 22.13   Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho.
                Quando Abraão pensou que chegara o momento fatal, quando já não via esperanças humanas, quando todas as suas esperanças estavam esgotadas, sua fé iria até o fim, até a obediência final, quando sua mão estava para cair, o Anjo do Senhor bradou: "Abraão, pára! Eu queria saber até onde ia chegar a tua fé." Abraão tinha andado durante três dias e nada de salvamento! Foi no momento fatal, no segundo final que o milagre aconteceu.
                Abraão creu em Deus. A experiência de Abraão foi citada no livro dos Hebreus: “17 Pela fé, Abraão, quando posto à prova, ofereceu Isaque; estava mesmo para sacrificar o seu unigênito aquele que acolheu alegremente as promessas, 18 a quem se tinha dito: Em Isaque será chamada a tua descendência; 19 porque considerou que Deus era poderoso até para ressuscitá-lo dentre os mortos, de onde também, figuradamente, o recobrou” (Hb 11.17-19).
                Jesus explica a profundidade do sacrifício e medida de amor de um pai ao filho: 10.37   Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim (Mt 10.37-39).
                Não estou dizendo que Abraão não amava seu filho, mas que amou mais a Deus do que o próprio filho.
                Você daria seu filho adolescente para Deus? Você entregaria seu filho adolescente para ser um pastor? Meu filho vai ser médico, advogado, empresário, meu filho nasceu para seu o melhor. E Deus não pode querer o melhor?
               

JUVENTUDE
24.2   Disse Abraão ao seu mais antigo servo da casa, que governava tudo o que possuía: Põe a mão por baixo da minha coxa, 24.3   para que eu te faça jurar pelo SENHOR, Deus do céu e da terra, que não tomarás esposa para meu filho das filhas dos cananeus, entre os quais habito; 24.4   mas irás à minha parentela e daí tomarás esposa para Isaque, meu filho.
Além de ter preparado uma boa base moral e emocional para o filho, Abraão se preocupou com a futura vida familiar de Isaque. Abraão orientou seu filho Isaque a ter uma esposa cristã. Se ela não fosse uma mulher crente, certamente teriam problemas. Um casal é mais feliz quando canta a mesma música. Se não for assim, depois de casados um vai querer ir para a igreja e o outro para o bar com os amigos. Casar-se com um ou uma descrente é casar-se, muitas vezes, com as suas descrenças. Imagine se a garota sonha em ser médica e o garoto não gosta de estudar. Como será isto? Um vai querer falar sobre seu mestrado e doutorado, e o outro tem dificuldade de simplesmente ler. Com certeza não dará certo.
É nesta idade que acontece o ingresso na universidade e a escolha da carreira.


IDADE ADULTA
24.67   Isaque conduziu-a até à tenda de Sara, mãe dele, e tomou a Rebeca, e esta lhe foi por mulher. Ele a amou; assim, foi Isaque consolado depois da morte de sua mãe.
Sua mãe Rebeca já havia morrido e seu pai Abraão já estava bem velho.
Neste momento da vida acontece a chamada sindrome do ninho vazio. O filho se casa e muitas vezes deixa sofrimento no coração dos pais, o sentimento de solidão, viuvez, morar sozinho.
Outro desafio desta idade é reconhecer o filho como adulto - Mesmo depois de terminado o período de criação ativa dos filhos e de eles terem saído de casa para sempre, os pais ainda são pais. O papel de meia-idade dos pais para jovens adultos levanta novas questões e exige novas atitudes e novos comportamentos por parte de ambas as gerações. Alguns pais têm dificuldade para tratar dos filhos como adultos, e muitos adultos jovens têm dificuldade para aceitar que os pais continuem se preocupando com eles.
Filhos desviados - Esta preciosa promessa foi real na vida do pastor Billy Graham. Billy Graham é considerado o maior evangelista de todos os tempos. É o homem que pregou para o maior número de pessoas até hoje. Pregou o evangelho literalmente no mundo todo. Mais de 210 milhões de pessoas participaram de suas cruzadas evangelísticas. Milhões entregaram suas vidas ao Senhor Jesus Cristo. Mas mesmo um grandioso pastor como ele, enfrentou várias dificuldades com seus filhos, especialmente com Frankilin.


CONCLUSÃO
Abraão se levanta como um exemplo de Pai. Um homem que tinha o sonho de ser pai, e mesmo com sua pressa por esta realização, Deus foi gracioso e concedeu Isaque em seus braços. A escolha do nome, a circuncisão, a adolescência de Isaque, vemos um pai participativo, um pai coruja, um pai presente.

Vimos que Abraão amava mais a Deus do que Isaque. Quando Deus pediu, não hesitou em sacrifica-lo. Por isto é chamado pai da fé, pois deu a Deus aquilo que ele tinha de mais precioso, seu próprio filho. Abraão se preocupava com o futuro de seu filho, com sua futura esposa. Com certeza, morreu, mas deixou um legado na memória de seu filho querido.

Globo promoverá ideologia de gênero em Criança Esperança

Que a rede Globo tem buscado formas de promover a ideologia de gênero, já não é mais novidade. Porém a 32ª edição do programa "Criança Esperança", agora em 2017, poderá comprovar o alvo desta estratégia, exposta em forma de "debate" pelo conglomerado de comunicação.

Com o tema "Sua esperança não está sozinha", a campanha se propõe a abordar questões, como racismo, violência, transexualidade, 'diversidade de gênero', entre outras que estão sendo tratadas nas escolas atualmente.

Na manhã da última sexta-feira, foram apresentadas à imprensa, algumas das ações que vão acontecer nos meses de julho e agosto para difundir a campanha, que é uma iniciativa da Rede Globo em parceria com a UNESCO.

A atriz Leandra Leal - que dirigiu o filme "Divinas Divas", sobre a primeira geração de artistas travestis do Brasil - afirmou que "é importante falar sobre a identidade de gênero nas escolas".

"Quando a família não acolhe, é a escola que pode acolher e mediar um conflito familiar. Quando a pessoa não é acolhida na escola, não vai conseguir realizar seu sonho profissional", disse a atriz.

Inversão moral e científica
Segundo a psicóloga e pesquisadora especializada em Direitos Humanos, a mídia, de fato tem trabalhado para inserir a ideologia de gênero nos lares, mas ainda é tempo de reverter este quadro alarmante.

"[A ideologia de gênero] já entrou nas escolas e nas famílias através da mídia. Mas ela só vai se consolidar se daqui a uns 10 anos nós permitirmos, se os profissionais de mídia, do Direito, de Saúde Mental se calarem", afirmou.

"Isso não é apenas uma inversão moral, mas também uma inversão científica. Eles não respeitam a Ciência, não respeitam a moral, não respeitam a lógica, não respeitam, não respeitam as raízes históricas da humanidade. É uma loucura muito grande", alertou

Um texto para você, mãe cansada

Às vezes você não percebe o quanto realmente está cansada.
Você enrola o tempo, deixando passar.
Eu vejo você esquecer uma ou outra coisa, Esquecer o que estava falando. Do que estava fazendo. Das simples coisas.
Na verdade, o meu palpite é que, para a maioria de vocês, é que só quer alguém para perceber o quão cansada você realmente está.
As fases da maternidade têm diferentes sensações de estar cansada. São elas: Mental, emocional e físico.
Há tanta coisa sobre a vida que conscientemente você apenas quer puxar para cima o cobertor e cobrir a cabeça por mais 10 minutinhos.
Mas não.
Você não pode se dar este luxo.
Você se levanta.
Lava o rosto e (re)começa novamente.
Você adoraria que existisse uma solução simples para todo este cansaço.
Você sabe por que você está cansada? Porque simplesmente ama seus filhos e fará o que for preciso para fazer o que precisa ser feito. Mesmo quando estiver exausta.
Eu não acho que exista uma regra a ser seguida para não estar cansada enquanto é mãe. Não existe uma cura mágica, um comprimido – bom, existe o ato de dormir – mas como todos sabemos – o sono é curto por pelo menos uns bons anos de suas vidas.
Eu acho que em vez de tentar corrigir este cansaço tem que aceitá-lo e fazer diferente, fazer o seu melhor.
Nada de uma loucura de perfeição. Mas apenas o seu melhor. Existem sentimentos de diferentes níveis de dar o seu melhor e saiba, ele nunca deve ser comparado à outras mães. Nunca!. As crianças são diferentes. Tem personalidades diferentes. Hábito diferentes. Cada um no seu próprio ritmo.
Então, não se comparam.
Me lembro quando você perdeu a hora naquele dia. O alarme disparou e você nem percebeu.
Mas você conseguiu. Mesmo cansada. levantou. lavou o rosto e fez o que tinha de fazer.
Você se levantou. Tirou todas as filhas de suas camas, Trocou as fraldas, tirou os pijamas delas e dobrou. Arrumou as camas, Preparou a comida e o leite. Você trabalhou duro.
Todos aqueles outros momentos em que você pensou que não ia conseguir mas você fez.
Há tantos de vocês que trabalham e trabalham e trabalham e ao final do dia se sentem acabadas. E nesta hora vocês percebem que as crianças não se importam com isto.
Eu sei que deve ser muito difícil aceitar esta informação.
Aliás, eu tenho certeza do quão cansativo deve ser.
Então, com tudo isso eu quero dizer uma palavra.
Obrigado.
Isso mesmo. Apenas esta palavra:
Obrigado. Obrigado por ser a melhor mãe que você pode ser. Mesmo se sentindo a pior das mães e, as vezes, apenas se sentindo irritada ou se sentindo dona da situação. Mas acima de tudo, obrigado por todas as vezes que continuou mesmo quando você estava cansada.
E, afinal qual poderia ser a cura para todo este cansaço? Eu acredito que seja quando começamos a reconhecer o muito que importa mesmo estando exausta. E que a cura para não estar cansada na maternidade não é “quando as crianças crescerem”.
Então, saiba disto: Ser mãe significa estar cansada. Isso é normal. E está tudo bem. Basta fazer o seu melhor.
Obrigado, mães cansadas. Obrigado.
Texto feito por Adriano Bisker para todas as mães. Não canso de repetir. Obrigado.

Maneiras que a minha filha me ensina a ser um marido melhor



"A vida é uma caixinha de surpresas", ela prega muitas peças - Um dia os pais ensinam os filhos e no outro dia os filhos é que ensinam seus pais.

A maneira como muitos pais lideram seus lares, o modo como eles educam os filhos, demonstra a capacidade e a qualidade de liderança sobre sua família. Percebe-se que há um número muito grande de homens que ao assumir sua responsabilidade de líder no lar, abusam desse poder, ofendendo, maltratando aos filhos e, principalmente, suas esposas. Para esses tipos de homens é preciso uma mudança em suas atitudes de imediato, porque caso não o façam, eles perderão suas famílias.
Entretanto, existem homens íntegros que se esforçam pelo bem-estar de suas famílias, eles nunca anulam suas esposas e filhos porque os respeitam e o objetivo deles é proporcionar uma boa qualidade de vida para suas famílias.


Estive conversando com um paizão e marido apaixonado que se sacrífica constantemente por sua família e ele me relatou que por mais que se esforce, às vezes, ele nem percebe o quanto machuca sua esposa, mas, sua filha é perceptiva, e de imediato aponta suas falhas com um olhar e outras vezes com palavras. Então, ele me ressaltou as muitas maneiras que sua filha lhe ensina a ser um marido melhor:

Pensar no que falo

Pai: "Ela me diz que preciso ponderar minhas palavras".
Há muitas pessoas com "papas nas línguas" e ser honesto é uma virtude, porém, precisa-se de cautela na maneira de dizer "aquelas verdades" que precisam ser ditas. Agir dessa forma poderá afastar as pessoas de você, principalmente as que lhe amam, pois, nem todos gostam e querem ouvir "a verdade".
Existem maridos que chegam em casa, após um dia de muito estresse e acham que a esposa e os filhos têm o dever de aguentar todo seu estresse, porque ele é o provedor do lar. Muito cuidado! Sua família não é obrigada a tolerar seu mau humor constante ou seus atos de grosseria. Se você tem problemas, resolva, se não pode fazê-lo sozinho, busque ajuda, mas nunca use sua família como "saco de pancadas".


Voltar atrás

Pai: "Ela me faz enxergar minhas atitudes e me ajuda a repará-las."
A maioria de nós reagiria de forma errada quando está com muita raiva. Dizemos e fazemos coisas que não gostaríamos de tê-las dito ou feito. A lei de Newton funciona perfeitamente nesse tipo de situação: "A toda ação há sempre uma reação". Teremos que arcar com as consequências de nossos atos, às vezes, feitas por impulso. Portanto, precisamos controlar a nós mesmos para não vivermos uma vida de remorsos.
Embora a raiva seja difícil de ser controlada, o melhor a se fazer é evitá-la. Busque uma válvula de escape para extravasar sua raiva, mas não vá usar as pessoas como válvula, pois você não é o único que tem problemas, todos nós temos alguns dias ruins.


Moderar a voz

Pai: "Ela me lembra que não é necessário meu tom de voz elevado."
Às vezes, nem se percebe como a voz se eleva quando se está com raiva, e esse é um dos motivos das discussões e até mesmo das agressões dentro dos lares. O aumento da violência é ocasionado pela falha na comunicação. Devido a essa falha, os insultos tornam-se parte das discussões nos relacionamentos.
A maneira como você fala reflete na sua personalidade, seja ela positiva ou negativa. Por isso é preciso cautela para saber discernir se você está defendendo um ponto de vista com firmeza nas palavras ou se você está elevando a voz para demonstrar força e autoritarismo. Lembre-se de que ser claro, objetivo, falar com amor, moderação e confiança é fazer do seu lar "um pedacinho do céu".

Não controlar tudo

Pai: "Ela me faz saber que não posso controlar tudo."
Há muitos pais que querem controlar tudo na vida dos filhos e da esposa, às vezes não é por quererem ser autoritários, apenas protetores, mas sua proteção se torna exagerada e leva muitos filhos a se afastarem deles. Já as esposas se sentem tão sufocadas que muitas delas desistem do relacionamento e pedem o divórcio.
Sabe-se que pai e mãe precisa ter uma postura firme ao disciplinar um filho, mas esses pais jamais devem impedi-los de terem novas experiências porque são através delas que eles irão adquirir maturidade. No entanto, interferir no arbítrio dos filhos, querendo escolher seus amigos, suas roupas, seus estudos, sua carreira profissional e até mesmo a pessoa com quem ela ou ele deva namorar, torna-se um ato abusivo por parte dos pais.
É certo que os pais não devem permitir tudo, os filhos precisam de regras para aprender a lei da obediência e do respeito, entretanto, cabe aos pais o equilíbrio do que pode e do que não pode ao ensinar os filhos.

Perdoar

Pai: "Ela me lembra de que preciso perdoar sempre."
O conceito de família perfeita é almejado por muitos, no entanto, não é concedido a ninguém, porque não existe família perfeita, mas sim, pessoas imperfeitas que constituem uma família e que se esforçam dia a dia para serem melhores uns para os outros. E essas pessoas, com suas imperfeições, podem, em determinados momentos de estresse, angústia ou provação, se ofenderem e se magoarem; entretanto, eles possuem a convicção de que são uma família que sabe perdoar.
A família perfeita é um mito, mas, a verdadeira família existe e é aquela que sabe amar e perdoar, que tem a coragem de enfrentar os desafios da vida e que abandona as diferenças e o orgulho, pois o amor deles está acima de tudo isso.

fonte Familia.net