Como uma filha enxerga seu pai


O pai é fundamental no processo de desenvolvimento emocional e social das filhas. O pai é seu exemplo masculino. Um bom pai, mostrará ? menina que tipo de homem ela deve buscar no futuro para se relacionar.

  • Os pais são os primeiros amores na vida das crianças. E não há nada de mal nisso; aliás, é fundamental a existência desse vínculo, pois é a partir dele que as crianças irão formar o modelo de amor que desejam receber no futuro.
  • A relação da menina com seu pai

    O pai é aquele que vem separar a filha da mãe, permitindo que ela se relacione com "o outro", o diferente. De suma importância para seu amadurecimento emocional. Segundo Freud, esse processo é fundamental também para a orientação sexual da menina na vida adulta. Pois ao ver que a mãe tem um relacionamento com o pai, a menina tende a imitá-la e se apegar ao pai, rivalizando com a mãe pelo amor dele. É muito comum a menina pequena dizer que é "a namorada do papai". Ao perceber que o pai "pertence" à mãe, a menina se identifica com ela e quer ser igual a ela para conquistar o amor do pai. Que mais tarde se manifestará na procura de homens com características semelhantes às dele. Claro, que isso tudo ocorre num nível inconsciente, a criança não sabe que esse processo acontece e nem tem a intenção de que seja assim.
  • O que a menina deseja de seu pai?

    A menina deseja sentir-se amada e valorizada. Ela quer que o pai note sua beleza, o cabelo arrumado, a roupa nova e seus sucessos na vida. Ela quer elogios e mimos.
    É muito importante que o pai responda a essa necessidade da filha e demonstre que a vê e a aprecia. Dizer a ela que está bonita com o novo penteado, ou com o vestido ou felicitá-la por seu bom desempenho a faz sentir que o pai se importa com ela e a ama.
    Toda menina quer ser a princesinha do papai, e não está disposta a aceitar qualquer tratamento inferior a esse. Críticas, embora se façam por vezes necessárias, não são bem-vindas. Caso o pai necessite fazê-lo, faça com bondade ou delegue à outra pessoa como a mãe, por exemplo. É muito constrangedor para a menina ouvir de seu pai que seu cabelo está feio ou que ela não está cheirando bem.
  • Como a menina vê o pai?

    O pai é sua primeira referência do mundo masculino e modelo de como um homem deve ser e como deve tratá-la. Se o pai é bondoso, a trata bem e é um exemplo de virtudes, é provavelmente este tipo de homem que a menina procurará quando adulta para relacionar-se. O inverso também é verdade. Se o pai for agressivo, autoritário, desonesto, é o que a filha guardará como "modelo" masculino. Segundo Regina Rahmi, psicanalista, a verdade é "Tal pai, tal namorado, marido...".
    As meninas admiram seu pai, querem agradá-lo, conquistá-lo e receber seu amor. O pai é forte e protetor. Ele é o provedor e pode realizar seus desejos de consumo.
    É dever de o pai ajudar a filha a amadurecer e criar uma identidade própria. A filha deve saber que não precisa se adaptar, imitar alguém ou agradar a um homem para dele receber amor. Para isso o pai deve mostrar amor incondicional por sua filha. Frases como: "Eu não gosto mais de você, porque você falou palavrão" . "Eu não gosto mais de você, porque você não foi aprovada na escola.", dizem à menina que ela deve ser boazinha e fazer o que o pai deseja para ser amada, fazendo-a desenvolver baixa autoestima e insegurança. Ela passa a acreditar que se não é amada é porque é má.
  • O pai autoritário x pai permissivo

    Segundo a psicóloga Lila Rosana, "Ser autoritário pode passar a mensagem para a sua filha que ela tem que se submeter aos homens. Avalie se você precisa ser autoritário sempre, pois deixar algumas decisões nas mãos da filha poderá ajudá-la a amadurecer e a assumir as consequências pelas decisões equivocadas."
    Em contrapartida, fazer tudo o que ela quer, o torna o queridinho dela, mas pode torná-la manipuladora. O pai deve também dar limites.
    Lila Rosana conclui que, "Tratar a sua filha com respeito, confiança e amor, fará dela uma mulher segura e hábil para se relacionar não apenas com os homens, mas com todos ao seu redor."

Como os meninos enxergam suas mães


O que a mãe representa para seu filho? Ela é o centro de seu universo, tudo gravita em torno dela. Ela é o seu apoio e aconchego e ele a ama mais que tudo.

  • A figura da mãe, importante em todas as linhas de pensamento psicanalítico é, sem dúvida, a figura crucial do processo de humanização [do filho]. Para Lacan, ela é o “outro primordial”. E é indiscutível que a criança cria o mundo a partir de sua relação com a mãe, sendo fruto de projeções e identificações. (Glaucy Abdon)
    Os meninos têm uma relação calorosa com a mãe. Os filhos homens são carinhosos e querem estar perto dela e protegê-la. É um comportamento natural. Para eles, somos as mulheres mais lindas, mais perfeitas e mais corretas do mundo! Os nossos defeitos são praticamente invisíveis. Nos protegerão com todas as forças, sempre que precisarmos! Acreditam em tudo que dizemos.
    Embora algumas pesquisas apontem para uma menor interação física dos pais com os meninos do que com meninas, isso não muda a realidade das meninas não serem as únicas que precisam ser abraçadas e acariciadas! Os abraços da mãe e do pai ajudarão o menino a se sentir seguro e protegido.
  • O relacionamento entre uma mãe e seu filho

    O pai representa o lado aventureiro, brincalhão, viril, com a possibilidade de brincadeiras mais arriscadas e de maior impacto físico. A figura paterna representa o afastamento do mundo materno, do conforto e segurança que o seio materno proporciona, dando ao menino equilíbrio e autonomia para crescer e amadurecer.
    Ao passo que a mãe representa para o filho, o bem, a previdência, a lei, em uma palavra, a Divindade em uma forma acessível à infância. (Henry Fredéric Amiel)
    O equilíbrio na relação mãe e filho é fundamental para o crescimento e desenvolvimento normal da personalidade da criança. O menino precisa sentir que é aceito e amado incondicionalmente, que pode se aproximar e buscar proteção a qualquer momento e será bem acolhido. Negar esse acolhimento é afastar irremediavelmente o filho de si. A mágoa adquirida na infância molda o caráter; os maus-tratos físicos e/ou psicológicos vindos da pessoa que o menino mais ama e confia, frustra, castra e o faz sentir que o mundo é hostil e ele deve responder à altura, com violência e autodefesa.
    O que os filhos esperam de suas mães?
  • 1. Amor

    Diga a seu filho o quanto você o ama, deixe isso bem claro e demonstre por seus gestos de aceitação e acolhimento incondicional. Assim ele refletirá esse amor a você e aos outros.
  • 2. Ensino

    Ele quer e precisa ser ensinado. Ensine-o a fazer o bem, a diferença entre o certo e o errado, a ser autossuficiente, independente e capaz de realizar.
  • 3. Experimentar

    Não ensine tudo, não mostre todos os caminhos. Instrua-o, dê-lhe bons exemplos e deixe-o experimentar por si e aprender à sua maneira.
  • 4. Correção amorosa

    Dê a ele espaço para errar, corrija seus erros com firmeza, mas com bondade. Ele está aprendendo, é tempo de errar. A correção irritante ou humilhante produz efeito contrário.
  • 5. Limites

    Se seu filho não tiver limites, ele não terá disciplina. Sentir-se-á sem confiança. Consequentemente terá dificuldades de realização e cumprimento de tarefas. Por outro lado, se seu filho sentir que você não pode controlar seu comportamento inadequado, ele pode sentir ser mais forte que você e tentará manipulá-la.
  • 6. Realidade

    Seja direta e realista com seu filho. Não crie ilusões para que sejam destruídas mais tarde. Seja honesta, não tente ser infalível, não tente fazer tudo por ele. Seja você mesma e dê a ele o mesmo espaço de ser quem ele é. Não lhe dê tudo o que ele deseja. Não cubra seus erros. Deixe-o aprender que existem consequências.
  • 7. Contato físico

    Abrace e beije seu filho, olhe em seus olhos, sorria para ele, brinque com ele. Deixe-o procurar sua mão quando precisar de apoio, deixe-o encontrar seus olhos de aprovação quando se sentir inseguro. Deixe que encontre seus braços quando estiver feliz ou precisar chorar.
    E toda mulher que se torna mãe, seja de seus próprios filhos ou filhos gerados por outra, descobre que o filho que depende do seu amor e da segurança que ela transmite, é o melhor presente que Deus lhe deu.

Ser mãe é...


Ser mãe é um dom divino concedido às mulheres que se dispõem a exercerem tal chamado com responsabilidade, sacrifício e muito amor.
Ser mãe é um dom divino e o ato mais sagrado concedido às mulheres através do Pai Celestial. Graças a esse privilégio, nós mães, quando seguramos nossos filhos pela primeira vez nos braços descobrimos o quanto somos valiosas para Deus, por nos presentear com a honra de cuidar nesta vida terrena de Seus mais preciosos tesouros que chamamos de filhos.
"Ser mãe é assumir de Deus o dom da criação, da doação e do amor incondicional. Ser mãe é encarar a divindade na Terra." (Barbosa Filho)

Assumir um filho exige a responsabilidade de amar, cuidar e proteger. Não é tarefa para qualquer pessoa, por isso que presenciamos tantos abortos intencionais, atos de violência e abandono com seres tão frágeis que são incapazes de se defenderem. O amor não pode ser comprado e nem vendido, e há um número grande de mulheres que jogam fora o melhor de sua existência: a capacidade de serem mães. Percebe-se, que elas são ausentes de amor, por isso é dito que: "Você só dá aquilo que você traz dentro de si."
Uma mulher pode dar à luz a uma criança, todavia, ela precisa ser um ser humano cheio de amor e coragem para assumir seu papel de mãe na vida do recém-nascido.

Ser mãe é uma escolha, por mais que tenhamos que trabalhar fora para prover o sustento de nossas famílias, por mais que tenhamos nossas próprias necessidades, jamais podemos descuidar de nossa maior responsabilidade que são nossos filhos. Todas nós teremos que prestar contas com Deus sobre como dedicamos nossas vidas a nossa família. Não haverá desculpas, caso tenhamos negligenciado com nosso dever.
Quando uma criança abre os olhos pela primeira vez a primeira pessoa que ela avista em muitos casos é a mãe. Naquele instante, ela passa a ver a pessoa que mais se importa com ela, que irá ajudá-la a desenvolver seus passos ao longo de sua vida, também irá direcioná-la na sua maneira de se expressar diante do mundo e na formação de seu caráter.
Não podemos ser as mães perfeitas como muitos e até mesmo nós idealizamos, sempre há falhas. Não é possível acertar em tudo dentro de nossos lares e cada membro de nossas famílias possuem suas individualidades. Entretanto, podemos nos tornar mães equilibradas e comprometidas, honrando nosso dever de cuidar, apoiar, confortar, educar, amparar e amar nossa família.

O relacionamento entre mãe e filho durante a infância se torna o suporte de bons ou maus costumes para a vida adulta, estabelecendo na personalidade da criança a capacidade de se relacionar de uma forma positiva ou negativa diante da sociedade.
A boa mãe se dedica, está sempre atenta no desenvolvimento de caráter de cada filho, e ainda consegue manter a harmonia dentro de sua casa. Uma verdadeira mãe se sacrifica pelos seus, ela cuida das necessidades de cada um, sem esquecer as dela também. Ela ama incondicionalmente. Somente ela é capaz de lidar com alegrias e tristezas que vão surgindo ao longo do caminho. Seu foco é manter sua família unida e feliz.
As mães são capazes de abrir mão de qualquer sonho para não perder o foco na família, porque elas sabem que sua missão eterna é ser mãe, e não importa o que o mundo lhe ofereça de agradável, seus entes queridos são tudo o que ela precisa para se sentir completa.
Ser mãe é nunca desistir de nenhum membro da família, é se manter firme e forte como uma rocha nos dias de dificuldades, exercendo bondade, gentileza e apoio em todos os aspectos dentro do lar.
Que cada mãe possa se alegrar com a bênção de cuidar dos seus e fazê-lo com amor e responsabilidade, pois somente o amor dado e ensinado a eles na infância poderá guiá-los na vida adulta

Eu não quero ser a mulher de proverbios 31

Profunda reflexão...

É claro que Deus entende que eu trabalhe fora, preciso dar o melhor que eu posso pra os meus filhos! Hoje os tempos são outros. Em tempos de crise, tenho que trabalhar e trabalhar mais. Nenhuma mãe quer que seus filhos não tenham uma boa educação e por isso vou trabalhar mais e colocá-los numa escola melhor, e eles terão oportunidades de conhecer outras pessoas, aprenderão xadrez, inglês, francês, chinês, aramaico, grego. O que tem de errado nisso? Vou dar condições para que eles estudem fora do país. Vou trabalhar um pouco mais, e não importa se algumas vezes eu estiver tão cansada que não possa brincar ou me dedicar a eles, Deus também entende que fico cansada. Até porque, é pra isso também que trabalho, pra colocar babás qualificadas para cuidar deles enquanto estou fora. As vezes também não terei tempo pro meu marido. Mas é só as vezes. O que pode haver de errado? Eu estudei a minha vida inteira, acabei de ingressar numa faculdade dos meus sonhos. Não irei me casar antes de ter meu próprio emprego, afinal, meus pais me ensinaram que o emprego é meu primeiro marido, porque quando eu casar e der errado, não vou mendigar nem ficar num casamento falido. E ainda outra coisa, seria uma humilhação ter que pedir dinheiro até pra comprar absorvente ou um batom...” 

Você concordou com alguma coisa descrita acima? Então continue lendo e entenda porque você, mulher cristã, está completamente equivocada e não entendeu absolutamente nada sobre o projeto de Deus para a mulher.

Primeiro de tudo, se você quiser agradar a Deus, precisa se esforçar para ser a mulher virtuosa, mesmo tendo sido a vida inteira moldada a não ser nem querer ser tal mulher. Mas aqui tratarei das mulheres que tão manhosamente e de forma egoísta não querem ser a mulher de Provérbios 31 e por isso não vou fazer cerimônias. Não por achar que é difícil demais ou por não estarem prontas, mas por estarem ocupadas demais em olhar para seu próprio umbigo, choramingarem e relativizarem tudo, esquecendo-se dos projetos perfeitos de Deus. 

Mulheres como estas (citadas acima) saem de casa para ser a provedora do lar juntamente com seu esposo, afirmando que apenas desse modo terão uma vida confortável, darão conforto e boa educação a seus filhos, não passarão fome, terão viagens esplendorosas de férias e terão uma boa renda que cumule numa poupança gorda. Entenda que quem dá o sustento, o pão de cada dia e o teto não é você, nem o quanto você ganha, é Deus (Mateus 6.29-33). Sua felicidade e realização como mulher não deve se basear em um emprego fora e ascensão profissional. Assim como a mulher de Provérbios 31 trabalhava para completar a renda familiar, você também pode. Note que a mulher citada completava a renda e não os luxos (v.13). É hora de parar de acreditar no “ter para ser”, no mito na grama mais verde, na insatisfação crônica com o que se tem. Seu emprego, suas conquistas profissionais, seu tempo dedicado fora do lar não podem de maneira alguma ser prejuízo dentro de casa. Se assim você plantar, o que colherá é o amargo sabor de um fracasso familiar. 

Não terceirizem a educação e o cuidado dos filhos, não deixem a educação mais importante (a bíblica) ser dada apenas pelo professor da EBD nos domingos. É um engano afirmar que o melhor para os nossos filhos são casa, cama, computador, celular mais caro, cursos de idiomas, natação e outras programações quaisquer. Eles carecem de palavras de sabedoria e instrução que emana no Trono de Deus e que é responsabilidade nossa repassar e forjar o caráter dos pequenos de acordo com Deuteronômio 6.7-9. Enquanto nós estamos preocupadas em dar conforto e tudo do bom e do melhor “que nunca tivemos e blábláblá” nossos filhos estão nus espiritualmente e miseravelmente pobres. 

O Santo Deus nos fala por meio da sua Palavra em Romanos 12:1 “não sede conformados com este mundo, mas sedes transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Então, como queremos experimentar a vontade do Senhor se estamos entrando em conformidade com o padrão deste mundo? Querendo ser o homem e fazer as coisas que por Deus foi determinada desde a criação ao homem? 

Devemos nos comportar e agir de acordo com o Espírito de Deus, SE É que o Espírito Santo habita em nós. E se Ele habita, como podemos abrir nossas bocas e declarar que agora não vivemos mais nós, mas é Cristo quem vive e reina, se ainda, por egoísmo, presunção, avareza, vaidade e toda sorte de obras pecaminosas, andamos segundo o curso desde mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que opera nos filhos da desobediência, andando no desejo da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos, agindo como filhos da ira (Efésios 2)? 

São palavras duras, afiadas e que em nada agradam a nós mesmas, quem que pode ouvi-las e suportá-las? Mas, Jesus de Nazaré faz outra pergunta “Quereis vós também retirar-vos?” (João 6:67). E então, ainda que o discurso seja duro, a Palavra afiada a ponto de separar juntas e medulas, a porta estreita, caminho apertado, entendemos que o jugo é suave, o fardo é leve, e só Jesus tem as palavras de vida eterna e não temos para onde ir. 

Que você possa ter compreendido e possa dobrar seus joelhos e orar, para que Deus segundo a Sua boa vontade, a levante como mulher corajosa, que será capacitada a lutar contra esse mundo que menospreza e esquece o verdadeiro significado e projeto para mulher. Que o Espírito fale e inflame seus corações e acenda brasas vivas em sua alma, para que você possa ser estimulada a seguir o caminho da virtude e ser vaso de honra nas mãos do Deus vivo para ser instrumento dEle no seu lar. E Tomando as palavras no Rev. Hernandes Dias Lopes, “que você seja a mulher virtuosa de nossa geração, amada por Deus, elogiada pelo marido, enaltecida pelos filhos e conhecida pelas suas boas obras”. 

Lembre-se sempre que o que Deus instituiu é maior e melhor que nossos projetos pessoais. Despoje-se, pois, de ideias feministas e mundanas, caminhe em virtude para descobrir no Senhor, o modo que ele deseja que você viva.

10 razões por que os dispositivos eletrônicos portáteis deveriam ser banidos a crianças menores de 12 anos


A tecnologia veio trazer muitas coisas boas para as nossas vidas, mas o seu uso exagerado pode causar muitos problemas no desenvolvimento das crianças.


Há pouco mais de uma década, as crianças desejavam ter um boneco que representasse o seu herói favorito, ou brincar com kits de construção; hoje em dia, é mais fácil encontrar uma criança jogando com um computador ou tablet. Há pouco mais de uma década, poucas crianças tinham um celular pessoal, mas, hoje em dia, existem cada vez mais crianças com menos de 12 anos que têm um aparelho celular.
Os avanços tecnológicos trouxeram coisas maravilhosas, principalmente na sala de aula; no entanto, estudos sugerem que o uso exagerado de tecnologia, por parte de crianças com menos de 12 anos, é bastante prejudicial para o desenvolvimento delas.

1. Crescimento cerebral acelerado
O nosso cérebro está em constante mudança, mas o seu crescimento é bastante acelerado quando somos crianças, e se estabiliza no final da adolescência (21 anos de idade). O desenvolvimento do cérebro de uma criança é determinado pelos estímulos que recebe ou pela falta desses. Segundo Linda S. Pagani, doutora em psicologia da educação, a exposição exagerada a tecnologias, como celulares, tablets e até televisão, está associada a problemas cada vez maiores nas crianças de hoje – ao défice de atenção, a atrasos cognitivos, a uma aprendizagem difícil e a uma maior impulsividade.

2. Atraso no desenvolvimento físico
Segundo Cris Rowan, terapeuta ocupacional, grande parte da aprendizagem e desenvolvimento infantil é realizado através da observação e experimentação. Essa segunda parte requer movimento, contato físico com o ambiente. Todos nós lembramos de ver uma criança tentando caminhar pela primeira vez, ou quando corre, curiosa, atrás de um animal de estimação. Quando uma criança está brincando com um tablet, por exemplo, ela não está interagindo, não está se movendo. O seu desenvolvimento físico está restrito a um sedentarismo que nós, adultos, já somos alertados a evitar.

3. Obesidade
Os adultos são constantemente alertados para este problema, mas, infelizmente, é algo que está também aumentando nas crianças: o sedentarismo. O uso exagerado das tecnologias está diretamente ligado a uma diminuição do exercício físico que, nas crianças, é sinônimo de brincadeiras ao ar livre ou o simples correr dentro de casa, quando se está brincando. Segundo estudos realizados nos Estudos Unidos da América, citando Dr. Mark Tremblay, a obesidade em crianças é 30% mais elevada quando essas têm uma televisão, ou computador, no próprio quarto. É também de notar que, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, 30% das crianças obesas vão desenvolver diabetes, para não esquecer os riscos já conhecidos de AVC e de ataque cardíaco precoce.

4. Privação do sono
Segundo a fundação Kaiser, 60% dos pais não fazem uma supervisão cuidadosa sobre o uso das tecnologias por parte dos filhos, e 75% dessas crianças estão autorizadas a usar essas tecnologias, no quarto, antes de dormir. Estudos similares já foram realizados em adultos com problemas para adormecer, e é de notar que o uso de tecnologia, antes de dormir, é a causa. Segundo Hanna Fry, investigadora da Universidade de Londres (UCL), "a tecnologia também desempenha um papel nos hábitos de sono. A chamada 'luz azul' produzida por aparelhos como a televisão, o smartphone, o tablet e o computador prolonga a sensação de ser dia, e consequentemente o estado de alerta do cérebro, fazendo descer os níveis de melatonina. Portanto, se é quase impossível alterar o ciclo circadiano, pelo menos podemos não piorar a nossa situação, evitando o uso destes aparelhos ao serão. Um livro é uma boa alternativa." Um livro é, realmente, uma excelente alternativa, principalmente para as crianças.

5. Doença mental
A Universidade de Bristol realizou um estudo sobre a relação entre o uso excessivo de tecnologia por parte das crianças, e os resultados foram preocupantes. Existe, de fato, uma relação entre esse uso exagerado e o aumento de casos de depressão infantil, transtorno do apego, ansiedade, défice de atenção (ver ponto 1) e até autismo, transtorno bipolar e psicoses.

6. Agressividade
A televisão e os jogos de vídeo expõem as crianças, mesmo desde pequenas, à violência física e até sexual. Apesar de muitos desses conteúdos terem uma restrição quanto ao uso por menores, muitos pais ignoram esses avisos, e crianças são expostas a programas de televisão e a jogos violentos. Não devemos nos esquecer de que as crianças se desenvolvem principalmente através da observação e, quando elas passam muito tempo com esses conteúdos estão, também, aprendendo com eles.

7. Demência digital
Este ponto está ligado ao ponto 1 e 5. Estudos já mostraram que o uso exagerado de tecnologia está ligado a um aumento de casos de défice de atenção, mas também, a uma redução de concentração e na memória (Dr Christakis). Crianças que não conseguem se concentrar e prestar atenção também não conseguem aprender.

8. Dependência
Um dia, vi uma foto que ilustra esse problema: uma família, numa sala, em que os pais estavam no sofá vendo televisão, uma adolescente estava no celular enviando mensagens, e uma criança estava brincando com um tablet O aumento do uso da tecnologia está criando um afastamento entre pais e filhos. Segundo Cris Rowan, como as crianças não encontram conforto nos pais, vão apegar-se aos jogos e aparelhos digitais, o que pode causar dependência, o que se torna mais visível quando chegam à adolescência; hoje, há cada vez mais jovens incapazes de conseguir se separar dos jogos de vídeo ou das redes sociais sem mostrar sinais de depressão, irritabilidade e ansiedade.

9. Emissão de radiação
Todos os aparelhos elétricos emitem algum tipo de radiação. Apesar de essa radiação ser bastante reduzida, a constante exposição a ela, segundo a Organização Mundial de Saúde, pode ser classificada de possivelmente cancerígena. Os adultos têm uma maior resistência à radiação, mas uma criança, durante o seu desenvolvimento, é mais frágil e, mesmo que reduzida, a radiação recebida, desde a tenra idade, pode provocar danos que só serão notados no futuro.

10. "Insustentável"
É dessa forma que a terapeuta ocupacional Cris Rowan classifica a forma como as crianças são criadas e educadas com uma exposição exagerada às tecnologias. Segundo ele, "As crianças são o nosso futuro, mas não há futuro para crianças que fazem uso excessivo de tecnologia", principalmente quando observamos que esse uso exagerado traz mais problemas do que benefícios.
Encontrar um equilíbrio pode ser a resposta mais rápida, mas o equilíbrio pode não chegar. Um estudo realizado por Rowan concluiu que uma criança dos zero aos dois anos não deve estar exposta à tecnologia; entre os três e os cino anos apenas devem estar uma hora por dia, mas apenas televisão, subindo para duas horas até os 12 anos. Apenas quando atingem os 13 anos, a exposição pode ser alargada a outros aparelhos (como PC, tablet), mas apenas duas horas por dia, com um aconselhamento de apenas 30 minutos de vídeo e jogos por dia.

6 deveres dos pais ao participarem da vida escolar dos filhos


Devemos aceitar nosso papel como guias de nossos filhos. Eles precisam de nosso auxílio nos estudos e na vida. Veja como agir para estar sempre presente na vida escolar de suas crianças.
Quem não se lembra do primeiro dia em que deixou um filho sob os cuidados das professoras de uma escola? Comigo aconteceu quando a Marcela, minha primeira filha, tinha seis meses de idade. Eu estava tão acostumada a não ter mais tempo para mim e a cuidar dela ininterruptamente, que depois de entregar minha menina nas mãos da responsável pelo berçário da escolinha, eu perdi o chão. Minha filha deixava, naquele minuto, de ser um bebezinho para iniciar o convívio social. Eu achava que ela não precisaria mais de mim como antes era.
Hoje, a cada vez que deixo meus dois filhos na escola, tenho a sensação de que estou despedindo-me de um bebê pela manhã para buscar um adulto à tarde. Acho que é isso que todas as mães almejam desde o minuto que começam a pesquisar qual a melhor instituição de ensino para colocar suas crianças. É nesta hora que percebemos que nosso papel é guiar e não achar que só a gente pode cuidar adequadamente de nossos filhos. É nessa hora que entendemos que a liberdade é necessária e que temos a obrigação de trabalhar junto com a escola para o bem de nossas crianças.
Se você não sabe como pode ajudar seu filho durante os anos de escola, veja aqui algumas maneiras que podem facilitar seu trabalho e aproximá-la de quem mais você ama: seu filho. Essas dicas também são voltadas para os papais, pois aquela história de que cuidar das crianças é papel exclusivo da mulher já era faz tempo.

1. Compareça às reuniões de pais e mestres
Todas nós trabalhamos, cuidamos da casa, temos obrigações das mais diversas origens. Mas isso não deve ser usado como desculpa para não comparecermos às reuniões de pais e mestres. São estes os eventos em que os professores nos dão o parecer sobre o desempenho de nossos filhos na escola. São também nestes eventos que nós podemos verificar se algum problema que esteja ocorrendo com nosso filho dentro da instituição tem origem na vida familiar e resolvê-lo.

2. Compareça às festas, jogos e peças de teatro
Se a escola promove um evento, como campeonato de esportes, peças de teatro, feira de ciências e outros, dos quais nossos filhos participarão, a família deve prestigiar. É muito importante para a criança e o adolescente saber que seus pais estão com a atenção voltada para eles em momentos como estes. Eles precisam deste amparo e da vibração dos pais com suas conquistas.

3. Ajude seu filho com as tarefas
Particularmente, não creio que os pais devam se sentar com seus filhos e ajudá-los a solucionar suas tarefas escolares sem deixá-los pensar no que estão fazendo. O resultado será um jovem que acaba ficando preguiçoso em se tratando dos estudos e que não tem segurança para realizar nada sem seus pais. Não é isso o que queremos certo? Portanto, ajudar seu filho com as atividades escolares é induzi-lo a raciocinar, tirando dúvidas, quando soubermos, e estimulando a pesquisa, quando não soubermos a resposta.

4. Conheça os amiguinhos de seu filho
A escola é a segunda casa. É nela que a criança começa a se socializar e a tomar outras pessoas como exemplo, além dos pais. Portanto, nada melhor que conhecer os amigos e os pais destes amigos. A melhor maneira de fazer isso é deixar claro para seus filhos de que a casa onde vivem está aberta para receber seus amigos sempre que vocês permitirem. Se vocês gostam de festejar, convidem os pais dos colegas de classe. Só assim, vocês vão ter uma prévia de como é a criação e a personalidade dos amiguinhos de seus filhos.

5. Vencendo as dificuldades
Todas as crianças têm dificuldade em algumas matérias. Uns se dão melhor com as ciências biológicas, outros com exatas. Seja qual for a área mais difícil para seu filho, estar ao seu lado, lhe oferecendo ajuda, mesmo que seja um reforço particular, é mostrar que você não o está recriminando por sua limitação. Lembre-se de quando você estava no colégio, você tirava 10 em tudo? Não exija isso do seu filho. Auxilie-o a vencer suas dificuldades com compreensão, amor e carinho.

6. Bullying
Esse é um assunto muito em voga, apesar de existir há muito tempo. Eu, por exemplo, sofria com bullying, mas não me vitimizo, pois se não fosse isso eu não seria o que sou hoje. E tenho bastante orgulho de mim mesma. Mas há uma marca que não será facilmente apagada: não tive ajuda de meus pais para virar o jogo na época. Assim, meu conselho é que vocês prestem a máxima atenção às atitudes de seu filho, que pode ser vítima ou autor de bullying. Em ambos os casos, ele não tem mais ninguém para quem recorrer que não seus pais. É seu papel guiá-lo para que ele deixe de se sentir diferente dos outros. Se necessário, procurem por ajuda profissional.
Lembre-se, ajudar os filhos durante os anos de escola é uma das responsabilidades dos pais. Devemos aceitar nosso papel como guias de nossos filhos, pois eles precisam de nosso auxílio nos estudos e na vida. Se trabalharmos juntos com a escola, estaremos contribuindo para o bem de nossos filhos.

Ensine seu filho a orar

Dez maneiras de ensinar a criança a orar

1- Ser uma pessoa de oração! Visto que as crianças aprendem a partir daquilo que vêem em seu ambiente, o elemento fundamental para ensinar crianças menores a orar é sermos pessoas de oração.

2 - Usar linguagem apropriada e do dia a dia com elas, e ver que as orações sejam breves, simples, sinceras e diretas. Assegure-se de orar a respeito de fatos do dia a dia a fim de que cada criança possa compreender. Por exemplo: toda vez que ouvir as sirenes do carro de bombeiros, pare! Profira uma oração em voz alta. Faça-a com as crianças.

3- Fazer da oração uma prioridade! Defina uma hora e lugar acolhedor e amoroso para ajudar as crianças a aceitarem a Deus. Prepare um lugar aconchegante de oração para ser usado antes do início do programa. Você pode incluir uma Bíblia para crianças, almofadas macias, música suave e relaxante como também livros sobre a oração e apropriados à faixa etária

4- Tornar a oração uma rotina! As crianças apreciam a rotina e assim esta deve ser incorporada sempre que possível. Por exemplo, comece o dia com uma oração cumprimentando a Deus: “Pai celestial, ouça a minha oração. Que eu esteja sob o Seu amor e cuidado. Sê meu guia em tudo o que eu fizer hoje. Abençoe aqueles que me amam e a todas as crianças também”. Se durante a programação as crianças forem comer algo, profira esta linda oração: “Obrigado Senhor Deus por este mundo tão belo. Obrigado pelo alimento”.

5- Praticar a oração de improviso! Quando a criança o procura com uma preocupação ou problema, pare e faça uma oração com ela. Peça a direção de Deus. Por exemplo, você pode dizer: “Querido Deus, por favor, ajuda o José a ser melhor. Ajuda-o a partilhar seus brinquedos especiais com seu amigo João”. Por meio de nosso apoio podemos instilar a idéia de que podemos conversar com Deus, a qualquer ora e de que Ele sempre irá ouvir.

6- Usar orações diferentes! Como adultos usamos orações de agradecimento, de adoração, de petição e de louvor. Agradecemos a Deus pela melhor parte de nosso dia e sempre que algo bom acontece – não importa o quão pequeno – dedicamos um minuto para mostrar gratidão. Devemos ensinar isso às crianças. Muitas vezes agradecemos a Deus por Suas bênçãos; devemos incentivar aqueles que estão aos nossos cuidados a fazerem o mesmo.

7- Incorporar atividades práticas sempre que possível! É boa prática planejar formas de permitir às crianças se movimentarem, ver ou tocarem como parte da lição. Crie uma colagem de “Obrigado, Deus” em sua classe e desenhe ou escreva suas orações. Elas podem também mostrar ou dizer como Deus respondeu a cada um. Para as crianças muito pequenas, alguém pode escrever por elas.

8- A cada momento dirigir a atenção das crianças para a Criação de Deus! Dê apoio ao senso natural de admiração e temor daqueles que estão sob sua responsabilidade. Agradeça a Deus, espontaneamente, ao ver um arco-íris depois de uma tempestade, ou as flores da primavera. Diga: “Vejam o que Deus fez para nós"!

9- Convidar as crianças a orarem por motivos específicos! Troquem idéias com as crianças e falem a respeito de situações e de pessoas por quem orar. Torne suas orações significativas ao orar especificamente por crianças da sala, pelas vítimas de alguma catástrofe local ou em outra região.

10- Celebrar a oração de cada criança! Alimente a auto-estima e elogie a oração proferida pela criança. “Muito bem, você fez uma oração muito bonita!” “Obrigado, (nome da criança). Deus fica feliz quando nos dirigimos a Ele”.!

Fonte: A criança no coração de Deus
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25 recados do seu filho

25 RECADOS DO SEU FILHO

01. Não deixe de me levara para a EBD. Mesmo que eu queira ficar dormindo, não caia na minha conversa. Seja firme! Não abra mão!

02. Não abra mão de passar para mim os valores cristãos, orar comigo e por mim. Mesmo que eu não queira, insista e faça!

03. Não me deixe conectado na internet o tempo todo. Dê-me limites. Sei que será importante para minhas prioridades e para minha formação.

04. Não me estrague. Sei perfeitamente que não devo ter tudo que peço. Estou apenas testando você.

05. Não tenha medo de ser firme comigo. Prefiro assim para me sentir mais seguro amanhã.

06. Não me deixe adquirir maus hábitos. Tenho que contar com você para eliminá-los, desde as primeiras vezes.

07. Não me faça sentir menor do que sou. Isto só fará com que me comporte como “grande” ridículo.

08. Não me corrija com aspereza diante dos outros. A repreensão será mais proveitosa se feita calmamente, em particular.

09. Não me faça sentir que minhas faltas são pecados. Isto subverte meu senso de valores.

10. Não me proteja das conseqüências. É bom que de vez em quando eu aprenda, sofrendo na própria pele.

11. Não se sinta chocado quando eu digo “odeio você”. No fundo, não é você que eu odeio, é seu poder de me contrariar.

12. Não ligue muito para certas dorzinhas de que às vezes me queixo. Quase sempre não passam de um truque para conseguir a atenção que preciso.

13. Não seja ranheta comigo. Do contrário, para me proteger, serei obrigado a parecer surdo as suas reclamações.

14. Não se esqueça de que não sei ainda me exprimir tão bem quanto desejaria. Este é o motivo porque nem sempre sou muito exato em minhas explicações.

15. Não faça promessas irrefletidas. Lembre-se de que fico tremendamente frustrado quando uma promessa não é cumprida.

16. Não tabele muito alto meu grau de honestidade. Isto facilmente me assusta a ponto de me levar a dizer mentiras.

17. Não seja incoerente. Cria em mim uma confusão tal que me faz perder a fé em você.

18. Não diga nunca que meus medos são bobagens. Para mim, eles são terrivelmente reais e você contribuirá muito para me dar segurança se tentar entendê-los.

19. Não me descarte quando faço perguntas. Senão eu paro de lhe perguntar as coisas e você vai descobrir que agora busco minhas respostas em outros lugares.

20. Não queira aparecer nunca como perfeito ou infalível. Para mim será um choque forte demais o descobrir que você não é nenhuma das duas coisas.

21. Não pense jamais que cairá do pedestal de sua dignidade perante mim se tiver que me pedir desculpa. Saiba que uma desculpa honesta só faz aumentar surpreendentemente minha cálida atmosfera de intimidade com você.

22. Não se esqueça de quão depressa estou crescendo. Deve ser duro para você acompanhar meu ritmo, mas por favor tente.

23. Não se esqueça de que adoro experimentar. Sem isto não posso ir adiante, portanto colabore nisto.

24. Não se esqueça de que não posso florescer se não com um bocado de amor e compreensão. Mas isto não preciso lhe dizer, preciso?

25. Todo que você fez por mim, me tornou o filho que sou hoje.

(Adaptado por Jane Esther de Paula Rosa)

Acordem mamães e papais

...Era quarta-feira, 8:00 hs. Cheguei a tempo na escola do meu filho –“Não se esqueçam de vir à reunião de amanhã, é obrigatória” – Foi o que a professora tinha dito no dia anterior.

-“Que é o que essa professora pensa! Acha que podemos dispor facilmente do tempo que ela diz? Se ela soubesse quanto era importante a reunião que eu tinha as 8:30!” Dela dependia uma boa negociação e... tive que cancela-la!

Lá estávamos nós, mães e pais, e a professora.

Começou a tempo, agradeceu nossa presença e começou a falar. Não lembro o que ela dizia, minha mente estava pensando em como iria resolver esse negócio tão importante, já me imaginava comprando aquela televisão nova, com o dinheiro.

“João Rodrigues!” – escutei ao longe – “Não está o pai de João?” – diz a professora.

“Sim, eu estou aqui” – contestei indo para receber o boletim escolar do meu filho.

Voltei pro meu lugar e disse ao abrir o boletim.... –“Para isso foi que eu vim???? Que é isso???” O boletim estava cheio de seis e setes. Guardei rapidamente, para que ninguém pudesse ver como tinha se saído meu filho.

De volta para casa, aumentava ainda mais minha raiva, cada vez que pensava:

“Mas, se eu dou tudo para ele, não tem faltando nada!

Agora ele vai ver!” Cheguei, entrei a casa, fechei a porta de uma batida e gritei: “Vem aqui, João!”

João estava no quintal, correu para abraçar-me. –“Papai!”

– “Nada de papai!” o afastei de mim, tirei o meu cinturão e não lembro quantas vezes bati ao mesmo tempo em que falava o que pensava dele.

– “Agora vai para o teu quarto!”

João foi chorando, sua face estava vermelha e a sua boca tremia.

Minha esposa não falou nada, só mexeu a cabeça num gesto de negação e entrou na cozinha.

Quando fui para cama, já mais tranquilo, minha esposa me entregou o boletim do João, que tinha ficado dentro do meu casaco, e disse:

- “Leia devagar e depois pense numa decisão...”

Bem no começo estava escrito: BOLETIM DO PAPAI.

Pelo tempo que teu pai dedica a conversar contigo antes de dormir: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para brincar contigo: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para te ajuda com as tarefas: 6

Pelo tempo que teu pai dedica par te levar de passeio com a família: 7

Pelo tempo que teu pai dedica para te ler um livro antes de dormir: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para te abraçar e te beijar: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para assistir televisão contigo: 7

Pelo tempo que teu pai dedica para escutar tuas dúvidas ou problemas: 6

Pelo tempo que teu pai dedica para te ensinar coisas: 7

Média: 6,22

As crianças tinham qualificado os seus pais. O meu deu para mim 6 e 7 (sinceramente eu tinha merecido 5 ou menos)

Me levantei e corri para o quarto dele, o abracei e chorei.

Queria poder voltar no tempo... mas isso não é possível.

João abriu os olhos, ainda com os olhos inchados pelas lagrimas, sorriu, me abraçou e disse:

- “Eu te amo papai!” Fechou os olhos e dormiu.

Acordemos pais!!! Aprendamos a dar o valor certo aquilo que é mais importante em relação aos nossos filhos, já que disso depende o sucesso ou fracasso na suas vidas.

Já pensou qual seria a 'nota' que seu filho daria para você hoje?

Autor desconhecido.

O que fazer com as crianças nas férias



Com as crianças em casa, haja imaginação para inventar brincadeiras e tarefas para preencher os dias que normalmente são cheio de horários e regras definidos. Com meus filhos, nada de ficar o dia todo no videogame, nem na frente da televisão e do computador. Para cada um deles, estipulo um tempo de duração, onde as crianças podem sugerir e/ou escolher o melhor horário. Criança precisa, além da tecnologia, brincar como criança, gastar energia, fazer exercícios físicos e exercitar muito a criatividade e imaginação.

Por isso, aqui vão algumas dicas para o tempo dos pequenos ser preenchido adequadamente, com todo bom senso e desenvoltura:

1) Regras sim, mas nem tanto: horários disciplinados e regras para bagunças e guloseimas podem ser menos rígidas nesta época. Dormir e relaxar um pouco mais pela manhã é sadio também. Embora organizar seja preciso, a primeira regra é relaxar com os horários e permitir que a preguiça se aconchegue. Tudo pode e deve ficar diferente, ser uma pausa na rotina dentro de casa, mas com imaginação. A ordem é que sejam dias que fujam do normal. Afinal, são férias e não importa onde aconteçam! Elas existem para que as crianças se divirtam. Em casa ou não, que as férias do seu filho sejam uma folguinha gostosa e bem diferente!

2) Passeio turístico pela sua cidade: é incrível como não fazemos isso na nossa própria cidade!

3) Pôr do sol: Se você mora numa cidade à beira-mar, no campo ou numa região montanhosa, no fim de semana não perca a oportunidade de levar seus filhos para curtir o entardecer. Aproveite para conversar, saber mais do dia a dia do seu filho, de seus medos e anseios, das suas alegrias, do que ele gosta…você ficará surpresa sobre como não conhecemos eles tão profundamente quanto pensamos.

4) Piquenique: Normalmente, o primeiro lugar que as crianças escolhem para comer é…aquele amarelo e vermelho, rs. Mas que tal trocarem o fast food por um piquenique? Pode ser em uma praça perto de casa, um parque, ou até num lugar mais afastado, bonito e bem frequentado. Para isso, prepare uma bela cesta com tudo o que os pequenos gostam de comer e beber, e lembre-se de levar pratos, copos, talheres, guardanapos descartáveis e um saco de lixo bem grande.

5) Cinema + Pipoca + Guaraná: um belo filme ou desenho animado em 3D é sempre uma festa. Se na sua cidade não há sala de cinema, que tal alugar um DVD? Nas férias, a programação infantil das salas de cinema são bem recheadas.

6) Cultive uma horta em casa: as crianças adoram mexer na terra, pedrinhas, pazinhas e rastelinhos….além de saudável, ter vasinhos ou canteiros de ervas frescas a qualquer hora é uma delícia! Os pequenos ficarão surpresos ao perceber que de dentro de uma pequenina semente brota vida, beleza e alimento.

7) Caravana Cultural: Para os filhos pequenos, filmes e teatros. Para os jovens, escolham em conjunto um espetáculo que agrade a todos: pode ser um show, um musical, uma comédia. Seja qual for a escolha, faça companhia a eles. Conversar sobre o que vão assistir é uma ótima forma de estimular a curiosidade e aumentar o conhecimento dos filhos.

8) Cultura em casa: se estiver chovendo, monte a sua própria programação em casa! Pense na possibilidade de ensinar algum tipo de artesanato, pintura, levar as crianças para a cozinha para preparar um bolo simples, brigadeiro para comer de colher… uma outra ideia é montar uma peça de teatro com todos da família, com direito a figurino e tudo! Estimular a criatividade através de brincadeiras e teatros é uma fonte riquíssima de prazer e aprendizagem. Passar conceitos como “bom dia”, “obrigada” e “por favor” é bem fácil nessas mirabolantes fantasias de atuar.

9) Hora da saudade: Aproveite os filhos reunidos para rever filmes de viagens que vocês fizeram juntos; revejam álbuns antigos fotografias, registrem os momentos importantes da vida familiar. Que tal promover uma exposição na sala de casa após o almoço?

10) Leitura: No fim da tarde, depois do almoço, leia histórias para seus filhos darem aquela descansada, aquele soninho da tarde que toda escola integral tem. Se eles já forem grandes, conte uma passagem da sua própria história.

11) Dia do contrário: Ideal para crianças até 10 anos. Nesse dia, pais e filhos invertem seus papéis. Escolher o que vestir, restaurante onde ir e o que irão comer é tarefa dos filhos. Os pais apenas obedecem às ordens. É uma maneira de ver como os filhos vêem a relação.

12) Internet que integra: se a família toda se reunir em volta do computador, num sábado à tarde, por exemplo, é possível encontrar assuntos que interessem a todos. Fazer pesquisas sobre um tema também é uma boa pedida (meus filhos adoram dinossauros e astrologia!). Ouça as sugestões deles e aproveite para inserir conceitos básicos sobre os perigos e benefícios da internet.

13) Inseridos no planeta terra: pegar um mapa mundi e desvendar o mundo através dele é bem divertido. Além dos pequenos aprenderem sobre os oceanos, países, principais capitais, continentes, ou seja, sobre geografia, também podem combinar a próxima viagem de férias, quem sabe?

14) Karaokê: É, sem dúvida, uma ótima opção para aproximar pais e filhos, soltar a voz, aprender letras de músicas e muitos ritmos diferentes.

15) Brincar de esconde-esconde dentro de casa: é um barato quando encontramos nossos pequenos enfiados nos cantinhos mais impossíveis da casa!

16) Lanterna: a noite, após o jantar, todos no quarto reunidos, porta fechada e luz apagada, lanterna na mão e….muitas figuras na parede !!! Imaginação, risadas e brincadeiras criativas surgem com a escuridão e um foco só de luz.

Bem, acho que essas dicas já podem consumir 16 dias das férias…

Boas férias!

*Escritora de livros infantis, Lu Martinez é empresária e economista, com especialização em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, em Administração pela Fundação Getúlio Vargas e Capacitação Gerencial pela Fundação Instituto de Administração – USP.