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AS MARCAS DA VIDA DE UM PAI APROVADO POR DEUS

(Jó 1:1-5)
Os pais são privilegiados por transmitir legados à nova geração, isso alude a habilidades. Os pais são altamente influenciadores da nova geração, isso sugere responsabilidades. Os pais são instituídos por Deus para transmitir a fé à nova geração, isso demanda espiritualidade.
Ainda que Jó fosse o mais rico e poderoso do Oriente, não permitiu que suas mais altas responsabilidades diminuíssem sua atenção e preocupação por seus filhos. Deste modo, temos um dos mais nobres exemplos na história de pais aprovados por Deus.

SÓ UM PAI APROVADO POR DEUS DEIXA MARCAS PROFUNDAS
 NA VIDA DE SEUS FILHOS

MARCAS DEIXADAS POR JÓ NA VIDA DE SEUS FILHOS AS QUAIS O QUALIFICA COMO PAI APROVADO POR DEUS

I-                   O PAI APROVADO POR DEUS ENSINA MAIS PELO EXEMPLO DO QUE COM PALAVRAS (V 1-3)
©      A vida de um pai aprovado por Deus é caracterizada pela integridade, não pela hipocrisia: Jó era íntegro, não falso. Ele não mentia, não vivia vida dupla. Ele era sincero transparente e verdadeiro (Fp. 2:8) Os filhos aprendem tanto a hipocrisia quanto a integridade observando a vida de seus pais
©      A vida de um pai aprovado por Deus é pautada pela retidão moral, não pela aptidão imoral: Jó era reto, possuidor de um caráter elevado, nobre e reto. Ele era responsável e honesto em tudo. A vida dos filhos é a extensão da vida dos pais.
©      A vida de um pai provado por Deus é correta: Jó era temente a Deus. Jó não só falava de Deus; ele temia a Deus. Enquanto muitos serviam outros deuses, os filhos de Jó o viam servindo ao Deus verdadeiro. Nos filhos, espiritualidade não é hereditária, é aprendida e depois desenvolvida.
©      A vida de um pai aprovado por Deus é vista na maneira de lidar com o mal: Jó sabia do perigo existente, por isso se desviava do mal, do pecado e da corrupção. Os filhos aprendem com o pai a correr do mal ou a correr para o mal.

II-                O PAI APROVADO POR DEUS PREOCUPA-SE EM INFLUENCIAR POSITIVA- MENTE SEUS FILHOS (V 1-4)
©      O pai aprovado por Deus passa tempo com seus filhos: Os filhos de Jó tinham tempo uns para os outros devido ao tempo que o pai dedicou a eles. Filhos precisam da presença do pai, nada compensa a falta de tempo, carinho e atenção de um pai.
©      O pai aprovado por Deus promove a união, a paz e a felicidade de seus filhos: Jó era um pai realizado. O relato não revela um clima tenso entre os sete filhos e três filhas de Jó, mas que todos frequentavam a casa um do outro e comemoravam essa harmonia com banquetes. O ciúme, a inveja, a intriga ou mesmo o amor, a afetividade e a harmonia são promovidos pelos pais.
©      O pai aprovado por Deus se preocupa mais com vida espiritual do que com o sucesso profissional de sues filhos: Jó se preocupava mais com a salvação do que com a profissão de seus filhos. Jó nunca demonstrou a seus filhos que adquirir riquezas era mais importante que tudo, mas ele revelou que Deus é mais importante que tudo, Os filhos precisam de pais que sejam firmes referências e padrões de fé.

III-             O PAI APROVADO POR DEUS DESEJA ARDENTEMENTE A SALVAÇÃO DE SEUS FILHOS (V 5)
©      O pai aprovado por Deus assume o posto de sacerdote do lar até o fim de vida:Jó não abriu mão de sua missão de pai, muito menos, de sua missão de conduzir seus filhos ao Pai Celestial. Mesmo velho e tendo seus filhos adultos, se preocupava com a salvação deles.
©      O pai aprovado por Deus se preocupa com a santificação de seus filhos: Jó chamava seus filhos já adultos e através de um ritual familiar santificava todos eles. Mais vale um filho indo para o céu do que trilhando os caminhos da fama e da riqueza indo para o inferno.
©      O pai aprovado por Deus é um incansável intercessor diante de Deus por seus filhos: Embora com tantas propriedades, empregados e negócios para cuidar Jó se levantava de madrugada todos os dias para cuidar da espiritualidade de seus filhos. Para Jó o problema não era levantar de madrugada e orar, problema seria perder seus filhos para o diabo. Os filhos precisam de seus pais orando por eles, mesmo depois de adultos.


1. Jó é um homem como todos os demais homens sérios, com responsabilidades diárias, agenda lotada, mas extremamente zeloso em sua vida espiritual e familiar. É por isso que ele teve uma família feliz e saudável com filhos morando nas proximidades de sua casa.
2. Jó é um homem que, como todos os homens, vivem num ambiente infectado com a imundícia do pecado, mas se desviava do mal e ensinava seus filhos a fazer o mesmo. Pais aprovados por Deus desejam que seus filhos também sejam.
3. Jó era um homem velho, com seus filhos crescidos, em suas próprias casas; mas intercedia continuamente, com profunda sensibilidade espiritual, clamando pela ação de Deus na vida deles.


1. Pai preocupe-se mais com o que você está legando a seus filhos.
2. Pai valorize mais a seus filhos passando tempo com eles influenciando-os positivamente.
3. Pais orem mais, intercedam mais, clamem mais pela salvação e espiritualidade dos filhos que Deus lhes deu.

Pegadas do discipulado


“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” João 13:35
Observe um menininho seguindo seu pai na neve. Ele estica as pernas para pisar onde o pai pisou. Não é uma tarefa muito fácil. Suas pernas curtas estendem-se o quanto podem para que seus pés toquem as pegadas do pai.
O pai, vendo o que o filho está fazendo, sorri, e começa a dar passos mais curtos para que o filho os possa seguir.
Eis um quadro do discipulado.
Em nossa fé, seguimos os passos de alguém. Um pai, um professor, nenhum de nós é o primeiro a palmilhar a trilha. Todos temos alguém a quem seguimos.
Em nossa fé, deixamos pegadas para guiar outros. Um filho, um amigo, um novo convertido. Ninguém deve ser deixado para palmilhar sozinho a trilha.
Eis o princípio do discipulado.

Limites, um dos maiores presentes que um pai pode dar a seu filho

Como são esses limites?


1. Começa com o ensino sobre Deus.
Dt 6:6-7 - “Guardem sempre no coração as leis que eu lhes estou dando e não deixem de ensiná-las aos seus filhos. Repitam essas leis em casa e fora de casa, quando se deitarem e quando se levantarem”.
Dt 11:18-19 - “Amarrem essas leis nos braços e na testa, para que não se esqueçam delas, e não deixem de ensiná-las aos seus filhos”.

Dt 31:12-13  - “Reúnam todo o povo - homens, mulheres, crianças e os estrangeiros que moram nas cidades onde vocês vivem - para que ouçam a leitura, aprendam a Lei, temam O Eterno, o nosso Deus, e obedeçam fielmente a tudo o que a Lei manda. Assim os seus descendentes que ainda não conhecerem a Lei de Deus também ouvirão a leitura e aprenderão a temer o Eterno, o nosso Deus, durante todo o tempo em que viverem na terra que fica do outro lado do rio Jordão e que vai ser do povo de Israel”.
É preciso transmitir os princípios básicos que regem a fé e o comportamento
não apenas ao primogênito,
não apenas ao herdeiro,
não apenas às filhas,
não apenas aos mais dóceis,
não apenas aos de tendência mais religiosa.
Não apenas a Jacó, mais caseiro e mais místico, mas também a Esaú, mais independente e mais profano.
Não apenas a Abel, mas também a Caim.
A casa toda, o que vale dizer a família inteira, tem de pertencer ao Senhor.
Daí as palavras de Josué: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24:15).
O que você faz ou não faz hoje vai ter um impacto não somente nos seus filhos, mas para gerações.
2. O segundo passo é o respeito pelos próprios pais.
Êxodo 20:12 “Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o SENHOR, o teu Deus, te dá.”
Como Paulo lembrou, este é o primeiro mandamento com uma promessa (Ef 6:2).
Quer que seus filhos sejam abençoados por Deus? Ensine-os a lhe respeitarem
Como é que você ensina filhos a lhe respeitarem?
Primeiramente sendo homens que inspiram respeito.
Nós não ganhamos ou exigimos respeito. Nós inspiramos.
Se seu filho lhe ouve ensinando a não mentir, mas, vê você dizendo à esposa quando aquele colega chato liga “diga a ele que não ‘tô aqui”, você está inspirando respeito ou desrespeito?
Se você é casado com a mãe dele, mas, não consegue parar de olhar para outras mulheres, este é um exemplo para respeitar?
Se você, ao tentar colocar limites, excede os limites na disciplina, ele vai lhe respeitar?
“E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.” Efésios 6:4
A disciplina do Senhor também tem limites.
Bater num filho com mais de dez anos ou xingá-lo ou humilhá-lo não é a “disciplina do Senhor”.
Este tipo de “disciplina” pode criar filhos que não respeitam os limites daquilo que podem fazer com os outros.
Se queremos criar filhos que respeitam os limites da casa e da família, nós temos que ter limites em como criamos e disciplinamos aqueles filhos.
1. Ensine-os a respeitarem a Deus e os limites que Ele coloca.
2. Ensine-os a lhe respeitarem e os limites que você coloca.
3. Ensine-os a respeitarem os limites que a sociedade impõe.
3. Respeito pelo próximo
** Eu tive um professor de Estudos Sociais que dizia “Seus direitos e suas liberdades terminam onde começam os direitos e liberdades do próximo”.
É meio simplista, mas, há uma verdade muito importante o ditado.
Eu preciso aprender a conviver com limites fora da minha casa.
Eu preciso reconhecer que há um limite naquilo que posso fazer diante da liberdade de outras pessoas.
** Seu Juraci Martins, de 54 anos, vendedor de embreagens remanufaturadas entrou no noticiário brasileiro recentemente pelo fato de ter se negado a pagar a fiança de seu filho Rodolfo, preso por provocar um acidente de trânsito enquanto dirigia alcoolizado e com a habilitação vencida.
Sr. Juraci disse “Fiz isso por amor”.
Ele entendeu que tinha que dar um basta no processo de socorrer um filho que evidentemente havia perdido totalmente os limites em sua vida.
Alguns o criticaram pela atitude, outros apoiaram sua decisão.
Mas, o que ele fez foi colocar limites. Ele não precisou bater em seu filho ou gritar no rosto dele. Ele simplesmente recusou socorrer o filho e o deixou experimentar a conseqüência dos seus próprias erros.
Há vários limites que podemos colocar, dependendo da idade:
- Cortar mesada
- Cortar privilégios como televisão, computador, som
- Colocar limites nos horários de saírem de casa
- Parar de socorrer
Parar de socorrer não quer dizer deixar de ajudar. Mas, quando os filhos tem idade para dirigir, votar ou cursar faculdade, tem idade para lidar com as conseqüências das suas ações.

Ensine seus filhos a respeitarem o próximo e a convivência com outras pessoas que também tem seus direitos e liberdades.
O Brasil atravessa um momento que podemos até dizer é histórico.
Toda uma geração foi criado com o conceito de que a criança deve receber o máximo de liberdade e o mínimo de limites.
Estamos testemunhando as conseqüências desastrosas de tal tipo de conceito de criação.
Salas de aula em caos, medo e violência nas ruas, em grande parte por causa de atitudes de jovens e crianças, e pais perplexos em saber como tirar seus filhos do caminho da criminalidade.
O primeiro passo começa em casa.
Um dia, no céu, não haverá limite para a alegria e a gratidão que seu filho vai sentir por ter sido criado por você, dentro dos limites que Deus estabeleceu – e no caminho da Salvação.
Faremos isso se
1. Ensinamos nossos filhos a respeitarem a Deus e os limites que Ele coloca.
2. Ensinamos nossos filhos a respeitarem e os limites que nós coloca.
3. Ensinamos nossos filhos a respeitarem os limites que a sociedade impõe.
Que Deus nos abençoe.

Pai, você é o maior.

Texto: Lucas 15:11-24 


Um dia em que olhamos para o papel dos pais. Nossa imagem de um pai perfeito é alguém que podemos confiar e que pode nos dizer o que é certo e o que é errado. Alguém que possa cuidar de nós. Alguém para responder às nossas muitas perguntas. Alguém que podemos voltar para casa quando nos sentimos perdidos.
Poderíamos buscar na bíblia e encontrar exemplos da fidelidade de Deus e da graça, mas vamos nos concentrar em uma passagem - uma parábola que estamos todos muito familiarizados.
Uma parábola é uma história terrena que representa uma verdade celestial. A parábola do filho pródigo representa uma pessoa, um filho, um filho de Deus e seu relacionamento com seu Pai celestial.[post_ad]Vamos observar algumas características do pai do filho pródigo que todo pai precisa ter.

I. O provedor da família

A. O pai era o dono da casa 1. Ele era responsável perante Deus pelo bem estar de sua família
Como pais, precisamos perceber que somos o provedor da nossa família e somos responsáveis perante Deus
B. Um homem que trabalha e que sustenta a sua família e funcionários
1. Os empregados tinham comida em abundância
2. I Timóteo 5:8 “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua própria casa, tem negado a fé, e é pior que um infiel”
C. Pais não provedores – Falham com sua família em todos os sentidos, não os sustenta.
D. Os filhos sofrem e pagam o preço

II. Proveu uma herança para os filhos.

A. Provérbios 13:22 “O homem de bem deixa uma herança aos filhos de seus filhos”
1. Um bom pai quer deixar uma herança para seus filhos - física e espiritual
B. O filho mais velho recebeu uma porção dobrada 
C. V. 12 - O filho mais novo queria sua herança 
D. Que tipo de herança que estamos entesourando para os nossos filhos

III. Reconheceu o direito de seu filho de escolher seu próprio caminho.

A. A coisa mais difícil de fazer é deixar nossos filhos tomarem suas próprias decisões
B. Deus nos permite escolher nosso próprio caminho
C. Se escolhermos o caminho errado, devemos pagar o preço, esperamos que nos leve aos nossos sentidos.
D. V. 13-16 - O filho pródigo foi tão longe no pecado quanto uma pessoa poderia ir
1. Desperdiçou sua herança
2. Sentado em um chiqueiro querendo comer as sobras
E. Este é o lugar que o pecado acabará por levar, mas há sempre uma saída. Filhos rebeldes sempre precisam saber que podem voltar para casa.

IV. O sacerdote da família.

A. Apontou a família na direção certa
B. Liderou a família em adoração
C. Os pais devem passar seus conhecimentos e experiências para seus filhos
1. Isaías 38:19 “...o pai aos filhos faz notória a tua verdade”.
D. V. 17 - Quando o filho pródigo caiu em si, ele se lembrou de seu pai e, acima de tudo ele sabia que seu pai ainda o amava.
E. Hoje, os pais precisam ser o sacerdote da casa, dando orientação espiritual e amor.

V. O intercessor da família.

A. Os pais ofereciam sacrifícios para a família
B. Os pais precisam ser os intercessores da família. Se não oramos por nossa família, quem o fará?
C. Quando o filho pródigo voltou para casa seu pai estava esperando por ele. Ele havia estado intercedendo em oração para seu filho voltar para casa.
D. Será que nossos filhos sabem que estamos orando por eles?

VI. Não condenou ou julgou seu filho.

A. O filho pródigo voltou para casa com um coração arrependido
1. Ele estava verdadeiramente arrependido por suas ações e não foi à procura de uma mão para fazer tudo de novo
B. A atitude do pai não foi...
1. Você é o culpado de tudo isso que aconteceu com você – Duro
2. Não venha chorar de volta para mim
C. V. 20 - Ele teve compaixão de seu filho
1. Os pais precisam ser homens de compaixão
D. Ele estava agradecido porque seu filho tinha voltado para casa
E. Honrou seu retorno com uma celebração
F. Ele restaurou-o de volta para a família como um filho em vez de um servo

VII. Amava seus filhos igualmente.

A. Não mostrou favoritismo entre os dois filhos
B. Ele amava seu filho mais velho, que tinha escolhido ficar com ele.
C. Mesmo que o filho mais novo tinha desperdiçado sua vida seu pai ainda o amava, não hesitou em restaurá-lo
D. Independentemente de saber se os nossos filhos escolheram o certo ou errado eles ainda precisam saber que o pai ama
E. Nosso Pai Celestial nos ama, mesmo quando o que fazemos é errado; e quando nos arrependemos Seus braços estão abertos para nos restaurar, sem rancor ou hesitação. 

Conclusão: Pai não se esqueça do seu papel primordial; representar Deus perante os seus filhos e ensiná-los sobre ele. Para seguir o exemplo de nosso Pai celestial. Permita aos filhos a liberdade de aprender com os erros, perdoar e estar envolvido.
E que nossos filhos sempre saibam que têm um Pai no céu que sempre será fiel e verdadeiro.

Pr. Aldenir Araújo 

Jairo, o pai que todo filho precisa

Texto: Lucas 8:40-56


  
Hoje vivemos em tempos onde a figura do pai é essencial, muitas crises familiares hoje são o resultado de famílias onde não existe a figura paterna (onde há apenas uma figura de autoridade no lar, o pai está ausente). 
  
A Bíblia nos dá exemplos lindíssimos de pais como; Abraão, Jessé, Josué, Jó e etc. Mas neste sermão observaremos o exemplo da vida de um homem chamado Jairo e vamos descobrir as características dos pais que todo filho precisa. 
Quais as características do pai que todo filho precisa? 

I. Um pai consciente da importância da família.

A. Jairo era o chefe da sinagoga, e, como tal, era responsável pela administração da sinagoga, presidia o conselho de anciãos ou conselheiros, era o responsável pelo bom funcionamento de tudo, desde a direção do culto, a delegação das obrigações de cada um para a manutenção da ordem. 
B. Com tudo o encontramos procurando o Senhor Jesus não por uma situação relacionada ao seu trabalho como chefe da sinagoga, mas por uma necessidade da família, sua única filha estava doente, e naquele momento era sua prioridade. 
C. Muitos pais hoje não estão cientes dos males sociais, espirituais e emocionais de seus filhos, estão tão ofuscados por outras coisas, que perderam a consciência da família, como disse o sábio Salomão em Cantares, “... me puseram por guarda de vinhas; a vinha, porém, que me pertence, não a guardei" Cantares 1:6. 

II. Um pai que sabe a quem recorrer em tempo de crises familiares.

A. Jairo soube ir à fonte certa. Jesus Cristo 
B. Jairo soube ir da maneira correta. “prostrando-se aos pés de Jesus”. 
C. Jairo soube pedir da maneira correta. “lhe suplicou...” 
D. Ele poderia ir a outro lugar, sua situação econômica, sua condição social, sua religião, entre outras coisas, o permitiria, mas ele foi diante daquele que pode fazer tudo, Jesus. 

III. Um pai que leva Jesus para casa.

A. O que muitos pais levam para casa hoje? Dinheiro, diversão, vícios, violência, infidelidade, abuso, etc. E acontece como aquele que sai para encontrar comida para os filhos dos profetas, e achou uma trepadeira silvestre, que confundiu com algo comestível, e após o cozimento, clamaram ao profeta, há morte na panela! 2 Reis 4:39 
B. Jairo levou Jesus para casa. Não levou morte, levou vida e vida em abundância. 
C. Levar Jesus para casa apresenta alguns desafios
1. A multidão. (No caminho para casa de Jairo, diz o texto que as multidões apertavam Jesus, inclusive uma mulher tocou em Jesus para ser curada, com tudo isto, a filha de Jairo morreu) 
2. A família. (Uma pessoa da família lhe diz: "Não incomode mais o mestre") 
3. Os problemas que agora parecem não ter solução. As palavras mais duras que Jairo ouviu foram: "Sua filha já está morta" 
D. Mas contra tudo Jairo levou Jesus para casa, superou tudo, o seu trabalho como pai foi feito, o resto estava agora nas mãos de Jesus. 
  
Conclusão: O tempo que estamos vivendo hoje é um tempo de morte e os nossos filhos viajam em uma travessia cheia de riscos, e isso me lembra da história de um menino que viajar sozinho em um avião entre pessoas adultas, e ali sentado com toda a tranquilidade do mundo, chamou a atenção de um adulto que lhe perguntou: Passamos por turbulência, tempestades, é noite, e você ainda não percebeu que estamos em um avião, porque você está tão tranquilo e sem medo? Ao que o menino respondeu: Por que eu deveria ter medo? Meu pai é o piloto do avião. 
  
Dessa forma, se sentem nossos filhos, ou a nossa influência sobre eles provoca dor, insegurança, medo, desconfiança, tristeza, etc.? 
  
Se você quer ser um pai como Jairo, tenha consciência da família, saiba a quem recorre em meio as crises, e todos os dias, a cada dia, leve Jesus para sua casa. 
  
Pr. Aldenir Araújo

O Poder da Oração de um Pai


de Max Lucado

Quando chegaram onde estavam os outros discípulos, viram uma grande multidão ao redor deles e os mestres da lei discutindo com eles. Logo que todo o povo viu Jesus, ficou muito surpreso e correu para saudá-lo.
Perguntou Jesus: “O que vocês estão discutindo?” Um homem, no meio da multidão, respondeu: “Mestre, eu te trouxe o meu filho, que está com um espírito que o impede de falar. Onde quer que o apanhe, joga-o no chão. Ele espuma pela boca, range os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que expulsassem o espírito, mas eles não conseguiram”.
Respondeu Jesus: “Ó geração incrédula, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino”.
Então, eles o trouxeram. Quando o espírito viu Jesus, imediatamente causou uma convulsão no menino. Este caiu no chão e começou a rolar, espumando pela boca.
Jesus perguntou ao pai do menino: “Há quanto tempo ele está assim?” “Desde a infância”, respondeu ele. “Muitas vezes esse espírito o tem lançado no fogo e na água para matá-lo. Mas, se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.”
“Se podes?”, disse Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.”
Imediatamente o pai do menino exclamou: “Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!”

Quando Jesus viu que uma multidão estava se ajuntando, repreendeu o espírito imundo, dizendo: “Espírito mudo e surdo, eu ordeno que o deixe e nunca mais entre nele”.
O espírito gritou, agitou-o violentamente e saiu. O menino ficou como morto, ao ponto de muitos dizerem: “Ele morreu”. Mas Jesus tomou-o pela mão e o levantou, e ele ficou em pé.
Depois de Jesus ter entrado em casa, seus discípulos lhe perguntaram em particular: “Por que não conseguimos expulsá-lo?”
Ele respondeu: “Essa espécie só sai pela oração”. – Marcos 9:14-29
ESTE CAPÍTULO NÃO É PARA OS CONCORDES. É para os pulverizadores de colheitas.
Alguns de vocês se parecem com aquele avião a jato, o Concorde: suave, liso, altivo e imponente. Suas palavras reverberam nas nuvens e enviam ruídos supersônicos por todos os céus. Se você ora como um Concorde, eu o saúdo. Se não, eu compreendo.
Talvez você seja como eu, mais parecido com aqueles pequenos teco-tecos pulverizadores de colheitas do que com um Concorde. Você não é veloz, voa baixo, parece que está passando sobre o mesmo terreno várias vezes e, em determinadas manhãs, é difícil fazer o motor pegar de primeira.
A maioria de nós é assim. A maior parte de nossa vida de oração precisa passar por uma retifica.
A vida de oração de algumas pessoas carece de consistência. Elas não são nem um oásis nem um deserto. Palavras longas, áridas e secas são interrompidas por breves mergulhos nas águas da comunhão. Passamos dias OU ate mesmo semanas sem uma oração consistente, mas, quando alguma coisa acontece quando ouvimos um sermão, lemos um livro, experimentamos uma tragédia — somos levados a orar e, assim, mergulhamos em suas águas. Submergimos em oração e saímos de lá refrescados e renovados. Porém, quando retomamos a jornada, nossas orações ficam para trás.
Existem outros de nós que precisam de sinceridade. Nossas orações são um pouco vazias, memorizadas e rígidas. É mais liturgia do que vida. São feitas diariamente, mas são enfadonhas.
Existem também aquelas que precisam de... bem, honestidade. Nós sinceramente ficamos pensando se as orações fazem alguma diferença. Por que Deus, lá no céu, gostaria de falar comigo, aqui na terra? Se Deus sabe todas as coisas, quem sou eu para dizer-lhe qualquer coisa? Se Deus controla tudo, quem sou eu para fazer algo?

Se você sente dificuldade em orar, eu tenho a pessoa certa para você. Não se preocupe, pois ele não é um santo monástico. Não é um apóstolo de joelhos calejados. Também não é um profeta cujo sobrenome é Meditação. Ele não é uma pessoa santa demais, daquelas que vão ficar olhando por cima de seus ombros para o lembrar de que precisa orar. Ele é simplesmente o oposto. É um colega na pulverização das colheitas. É um pai com um filho doente que precisa de um milagre. As orações do pai não foram muitas, mas a resposta foi significativa e o resultado nos lembra de uma coisa: o poder não está na oração; está naquEle que a ouve.
Ele orou em meio ao desespero. Seu filho, seu único filho, estava possuído pelo demônio. Aquele rapaz não era simplesmente um surdo-mudo que sofria de epilepsia, era alguém que estava possuído por um espírito maligno. Desde que era um menino, o demônio o jogava no fogo e na água.
Imagine a dor do pai. Os outros pais podiam ver seus filhos crescer e amadurecer; aquele pai só conseguia ver o sofrimento de seu filho. Enquanto os outros pais estavam ensinando uma profissão aos seus filhos, ele estava simplesmente tentando manter seu filho vivo.
Que desafio! Ele não podia deixá-lo sozinho por um minuto. Quem poderia prever quando aconteceria o próximo ataque? O pai precisava estar de plantão, alerta durante as 24 horas do dia. Ele estava desesperado e cansado, e sua oração refletiu as duas coisas.
"Se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos".
Ouça esta oração. Ela parece corajosa? Confiante? Forte? Difícilmente.
Uma palavra poderia ter feito uma grande diferença. Em vez de dizer se, o que aconteceria se dissesse como? "Como tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos".
Mas não foi isso o que disse. Ele disse se. O termo grego é ainda mais enfático. O tempo verbal utilizado não deixa dúvidas. É como se o homem estivesse dizendo: "É bem provável que isso esteja fora do seu alcance, mas, se você puder..."
É o apelo clássico de um pulverizador de colheitas. Está mais para submisso do que para poderoso. É mais tímido do que imponente. Mais semelhante a uma ovelha manca chegando-se ao pastor do que a um leão orgulhoso rugindo na floresta. Se a oração dele se parece com a sua, não desanime, pois é assim que começa a oração.
Ela começa como um anelo. Um apelo honesto. Pessoas comuns olhando para o monte Everest. Sem pretensão. Sem vanglória. Sem pose. Apenas oração. Uma débil oração, mas, sem dúvida, uma oração.
Somos tentados a esperar para orar até que saibamos como orar. Já ouvimos as orações daqueles que são maduros espiritualmente. Ouvimos os rigores dos disciplinados. Estamos convencidos de que temos um longo caminho a percorrer.
Já que preferimos não orar a fazê-lo de maneira errada, nós simplesmente não oramos. Oramos com pouca freqüência. Estamos esperando para orar quando aprendermos como devemos orar.
Ainda bem que este homem não cometeu o mesmo erro. Ele não é uma pessoa de orar muito. A oração não era algo freqüente em sua vida. Ele até mesmo admite isso! “Creio”, ele disse, “ajuda-me a vencer a minha incredulidade!” (veja Mc 9.24 NVI).
Esta oração nunca vai aparecer no manual de adoração. Nenhum salmo será escrito a partir deste pedido. Seu pedido foi simples, sem qualquer encantamento ou palavras mágicas. Mas Jesus respondeu. Ele respondeu não em função da eloqüência do homem, mas em razão da dor que aquele homem sentia.
Jesus tinha muitas razões para desconsiderar o pedido daquele homem.
Por um lado, Jesus tinha acabado de voltar da montanha, do Monte da Transfiguração. Enquanto esteve lá, sua face transformou-se e suas roupas se tornaram resplandecentes (veja Lc 9.29). Uma intensa radiação emanava dEle. Os fardos da terra eram substituídos pelos esplendores do céu. Moisés e Elias se achegaram e os anjos o encorajaram. Ele foi erguido acima do poeirento horizonte da terra e convidado a se aproximar do sublime. Ele se transfigurou. A jornada rumo ao céu era por demais festiva.
No entanto, a jornada rumo à terra era desanimadora.
Veja o caos que o saúda quando Ele retorna. Os discípulos e os líderes religiosos estavam discutindo. Uma multidão de curiosos estava parada, olhando. O menino que sofrera a vida inteira, diante do público. O pai, que viera ao seu socorro, desesperado, perguntando a si mesmo por que ninguém podia ajudá-lo.
Não é de se espantar que Jesus tenha dito: "O geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei ainda?" (v. 19)
Em nenhum outro momento a diferença entre o céu e a terra foi tão gritante.
A arena da oração nunca foi tão pobre. Onde está a fé neste quadro? Os discípulos haviam fracassado, os escribas estavam surpresos, o demônio vencia e o pai estava desesperado. Você se sentiria sobrecarregado por ter de encontrar uma agulha de crença neste palheiro.
Você pode até mesmo estar sendo pressionado a encontrar uma agulha em seu próprio palheiro. Talvez a sua vida também esteja bem distante do céu. Um lar barulhento — crianças gritando, em vez de anjos cantando. Religião que provoca divisão —, seus líderes religiosos mais obrigam do que ministram. Problemas enormes. Você não consegue se lembrar de quando não tinha este demônio por perto.
Então, lá no meio (leste imenso barulho da dúvida, surge sua voz tímida "Se o Senhor puder fazer alguma coisa por mim..."
Será que uma oração assim faz alguma diferença? Vamos deixar que Marcos nos dê a resposta.
E Jesus, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: sai dele e não entres mais nele. E ele, clamando e agitando-o com violência, saiu; e ficou o menino como morto, de tal maneira que muitos diziam que estava morto. Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou. Marcos 9.25-27
Isto perturbou os discípulos. Tão logo se distanciaram da multidão, eles perguntaram a Jesus: "Por que o não pudemos nós expulsar?"
A resposta de Jesus? "Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração".
Que oração? Que oração fez a diferença? Será que foi a oração dos apóstolos? Não, eles não oraram. Deve ter sido a oração dos escribas. Talvez eles tenham ido ao templo e intercedido por aquele menino. Não. Os escribas também não oraram. Então, deve ter sido o povo. Talvez eles tenham feito uma vigília pelo rapaz. Também não. O povo não orou. Eles nunca dobraram seus joelhos. Então, qual oração levou Jesus a expulsar o demônio?
Só existe uma oração nessa história. É a oração honesta de um homem ferido. Uma vez que Deus é mais tocado pela dor do que pela eloqüência, Ele respondeu. É isso o que os pais fazem.
Foi exatamente isso que Jim Redmond fez.

Seu filho Derek, um inglês de 26 anos, era o favorito para vencer a corrida dos 400 metros na Olimpíada de Barcelona, em 1992. No meio do caminho da prova semifinal, uma terrível dor se espalhou por sua perna direita. Ele caiu no meio da pista com um tendão rompido.
Enquanto os médicos se aproximavam, Redmond tentava ficar em pé. "Era o instinto animal", diria ele mais tarde. Ele começou a pular, empurrando todo o mundo numa tentativa louca de terminar a corrida.
Depois de ter olhado para o seu ferimento, um grande homem saiu do meio da multidão. Ele estava usando uma camiseta com a seguinte frase: "Você já abraçou seu filho hoje?", e um boné no qual estava escrito uma frase desafiadora: "Simplesmente faça". O homem era Jim Redmond, o pai de Derek.
- Você não precisa fazer isso disse ele a seu filho em prantos.
- Sim, eu preciso respondeu Derek.
- Então, que seja assim - disse Jim. - Nós vamos terminar isso juntos.
E foi isso o que fizeram. Jim passou o braço de Derek por seus ombros e o ajudou a caminhar, mancando, até a linha de chegada. Lutando para afastar os seguranças, a cabeça do filho parecia se afundar nos ombros do pai e assim foram, até cruzar a linha de chegada.
A multidão aplaudiu, se levantou, gritou c, por fim, chorou quando o pai e o filho terminaram a corrida.
O que fez com que aquele pai fizesse isso? O que fez com que o pai deixasse a arquibancada para ir até seu filho na pista de corrida? Foi a força de seu filho? Não, foi a dor de seu filho. Seu filho estava ferido e tentava completar a corrida de qualquer maneira. Desse modo, o pai o ajudou a concluir aquela tarefa.
Deus faz a mesma coisa. Nossas orações podem ser desajeitadas. Nossas tentativas podem ser débeis. Porém, uma vez que o poder da oração está naquEle que a ouve e não naquele que a faz, nossas orações fazem diferença.

Pai que ora pelos filhos



Jó era um homem muito rico. Seus filhos eram alvo de suas orações toda madrugada. Jó sabia que sucesso financeiro sem vida com Deus é fracasso consumado. Jó entendia que riqueza terrena sem salvação é pobreza. John Rockfeller, o primeiro bilionário do mundo, disse que o homem mais pobre que conhecia era o indivíduo que só tinha dinheiro.
Os filhos de Jó eram ricos, mas isso não era tudo. Eles precisavam da graça de Deus. Ainda hoje nós precisamos de pais que encontrem tempo para orar pelos filhos. Pais convertidos aos filhos. Pais que não provoquem seus filhos à ira nem os deixem desanimados. Mas pais que criem seus filhos na disciplina e na admoestação do Senhor. Precisamos de pais que ensinem seus filhos no caminho em que devem andar e não apenas o caminho.
Pais que amem a Deus e inculquem as verdades eternas na mente de seus filhos. Precisamos de pais que sejam reparadores de brechas, intercessores fervorosos, que não abram mão de seus filhos. Pais que orem pelos filhos e sejam exemplo para eles, que cultivem a amizade entre os filhos e os apresentem a Deus.
“... chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos...” Jó 1.5

- Hernandes Dias Lopes

A hora da oração


Quando George casou e começou a criar filhos, decidiu investir uma hora por dia em oração por eles.
Com o tempo ele começou a orar pela fé de seus netos e bisnetos. Cada dia ele passava uma hora em oração pelos filhos e pelas próximas gerações da sua família.
Escute o resultado: As duas filhas de George se converteram e se casaram com homens que entraram no ministério Cristão em tempo integral.
As quatro netas de George se casaram com pregadores e seu neto se tornou pastor.
Os primeiros dois bisnetos, entraram na faculdade juntos.
Um deles entrou no ministério Cristão, e o outro não.
Talvez George tenha ficado um pouco desapontado com este neto. Mas, depois ele entendeu melhor os desígnios de Deus.
Aquele segundo neto se formou em Psicologia e começou a escrever livros para orientar pais na criação de seus filhos. Com o tempo ele começou a falar no rádio e seus livros ajudaram cada vez mais pais Cristãos.
O nome daquele bisneto de George é James Dobson, autor de diversos livros sobre casamento e a criação de filhos.
É um dos autores Cristãos mais influentes da atualidade.
Por meio da perseverança diária nas suas orações, George teve um impacto nas vidas não só dos seus filhos, mas, de netos e bisnetos, e por meio deles nas vidas de milhares de famílias e de várias gerações de Cristãos.
Pais, como é seu tempo de oração pelos seus filhos?
Quanta diferença será que uma hora por dia em oração faria pelos seus?
Aquela hora que você gasta surfando na Internet, assistindo jornal ou novela – vai valer quanto depois?
Se você mudasse aquele horário e usasse para oração, você sabe a diferença que faria?

Pai de oração

de Dennis Downing



Como pai, se eu pudesse só dar um conselho a outros pais, o que eu daria é o que vou falar neste texto
Ore por seus filhos. Não há coisa melhor, mais poderosa, ou mais eficaz que você possa fazer.
Marcos 9:14-29
vv. 14-16
Quando chegaram onde estavam os outros discípulos, viram uma grande multidão ao redor deles e os mestres da lei discutindo com eles. Logo que todo o povo viu Jesus, ficou muito surpreso e correu para saudá-lo. Perguntou Jesus: “O que vocês estão discutindo?”
Os escribas, os “mestres da lei” já haviam acusado Jesus de expulsar demônios pelo poder de Satanás. Talvez agora estão acusando os discípulos da mesma coisa.
Ou discutindo outra questão de “doutrina”.
De qualquer forma, uma coisa é certa, as discussões doutrinarias deles não estão ajudando em nada o rapaz endemoninhado, nem o pai dele.
Se você é pai Cristão, cuidado para não perder de vista o essencial.
Muitos pais que se ocupam em discussões e debates acerca de detalhes doutrinários, descobrem depois que ganharam a “batalha da fé” e perderam a alma dos seus filhos.
Uma das atitudes mais importantes de Jesus aqui é o que ele fez e o que ele não fez.
Ele não entrou na discussão dos peritos em teologia.
Ele não entrou no debate sobre as picuínhas doutrinárias.
Ele ignorou a oportunidade de corrigir o erro dos outros.
Preste bem atenção no que Jesus não fez...
Jesus apenas fez uma pergunta.
Talvez você pensou que, com esta pergunta, o Mestre entraria também no debate.
Não entrou.
Por quê?
Porque a pergunta foi retórica.
Porque a pergunta foi, mais do que qualquer outra coisa, um protesto!
Parafraseando, quando Jesus perguntou “O que vocês estão discutindo?” ele estava perguntando “Como é que vocês estão aqui discutindo, quando tem uma criança agonizando no chão e um pai desesperado por ajuda?”
Como é que vocês conseguem se deter em detalhes no meio de uma tragédia familiar?
O que vocês estão discutindo que é tão importante assim?
Preste atenção no que Jesus não fez.
E depois, note o que ele fez.
vv. 17-19
Um homem, no meio da multidão, respondeu: “Mestre, eu te trouxe o meu filho, que está com um espírito que o impede de falar. Onde quer que o apanhe, joga-o no chão. Ele espuma pela boca, range os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que expulsassem o espírito, mas eles não conseguiram”.
Respondeu Jesus: “Ó geração incrédula, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino”.
Você notou o que Jesus não fez.
Agora, preste atenção no que Ele fez – “Tragam-me o menino”.
Onde está a dor?
Onde está o sofrimento?
Onde está o conflito que merece atenção?
Foi nestas coisas que Jesus focalizou sua atenção e seus esforços.
A saúde física, mental, emocional e sobretudo espiritual de seus filhos é de suma importância para Deus.
Não deveria ser para você também?
Você pode se ocupar com muita coisa nesta vida, mas, preste atenção onde Jesus focalizou a vida dEle.
Agora eu pergunto - onde está o seu foco?
Como Ele sempre fez nas coisas mais importantes, Jesus não mediu palavras.
Ele foi direto ao ponto – “geração incrédula”.
Geração incrédula.
Povo sem fé.
É forte, não é?
Alguém já lhe chamou de incrédulo?
Se eu chamasse esta igreja de igreja sem fé, como seria?
Como você iria se sentir?
Bem, se você não estiver orando, e orando mesmo por seu filho, você é igual a um incrédulo.
Você não acredita no poder de Deus.
Alguém disse “Quando oramos, nos humilhamos diante de Deus e confessamos: ‘Preciso da tua presença e do teu poder, Senhor. Não posso realizar isto sem ti’. Quando não oramos, estamos dizendo que não precisamos de nada além de nós mesmos.”
Quando oramos, estamos pedindo a Deus que Ele mesmo guie a vida dos nossos filhos.
Quando não oramos, quando não pedimos ajuda a Ele, estamos dizendo que basta o que a gente pode fazer.
E basta?
Para você, basta?
A resposta de Deus à nossa oração pode demorar.
Dias, semanas, meses, até anos.
Mas, se acreditamos em Deus, temos que confiar que a nossa oração não ficará sem resposta.
Talvez você esteja pensando “mas, eu oro todos os dias pelos meus filhos!”
Como é essa oração?
Será que é como a antiga ficha telefônica? Três minutos só?
É aquela ligação de três minutos que você faz, deitado na cama, já caindo no sono?
Esta é sua oração pela vida eterna dos seus filhos?
Pais, como é seu tempo de oração pelos seus filhos?
Quanta diferença será que uma hora por dia em oração faria pelos seus?
Aquela hora que você gasta surfando na Internet, assistindo jornal ou novela – vai valer quanto depois?
Se você mudasse aquele horário e usasse para oração, você sabe a diferença que faria?
Fica aquela pergunta, você é um pai de fé, ou mais um incrédulo?
vv. 20-22
Então, eles o trouxeram. Quando o espírito viu Jesus, imediatamente causou uma convulsão no menino. Este caiu no chão e começou a rolar, espumando pela boca. Jesus perguntou ao pai do menino: “Há quanto tempo ele está assim?” “Desde a infância”, respondeu ele. “Muitas vezes esse espírito o tem lançado no fogo e na água para matá-lo. Mas, se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.”
Quando Jesus pergunta ‘há quanto tempo ele está assim?’ dá para imaginar o tom de desespero na voz do pai: “Desde a infância”.
Nós estamos no meio de uma guerra espiritual.
Quando você começa a lutar pelos seus filhos, não pense que Satanás vai ficar parado.
Ele pode redobrar seus esforços, como fez com este menino.
Ele fez um show do poder dele sobre este menino.
Mas, não importa quão longe, ou por quanto tempo o inimigo domine seu filho – Jesus é maior.
Não desista de orar. Não desista nunca.
Eu não entendo porque, em alguns casos, pode levar anos para um filho se converter.
Sei que Deus não obriga ninguém a se arrepender, ou mudar de caminho.
Mas, ele tem os meios dEle.
Ele pode agir na vida e nas circunstâncias de uma pessoa.
E Ele agirá se você perseverar em oração.
vv. 23-24
“Se podes?”, disse Jesus. “Tudo é possível àquele que crê.”
Imediatamente o pai do menino exclamou: “Creio, ajuda-me a vencer a minha incredulidade!”
Esse pai foi sincero no ponto crucial.
O maior problema é justamente nossa falta de fé.
Cremos em Deus. Você está aqui, porque crê em Deus.
Mas, precisamos de mais fé.
Então, faça feito este pai – peça a Deus para ter mais fé.
vv. 25-27
Quando Jesus viu que uma multidão estava se ajuntando, repreendeu o espírito imundo, dizendo: “Espírito mudo e surdo, eu ordeno que o deixe e nunca mais entre nele”.
O espírito gritou, agitou-o violentamente e saiu. O menino ficou como morto, ao ponto de muitos dizerem: “Ele morreu”. Mas Jesus tomou-o pela mão e o levantou, e ele ficou em pé.
Vai ter muita gente que vai desistir de seu filho.
“Não adianta agora,” vão dizer.
“Ela já não volta mais”.
“Ele foi longe demais”, vão declarar.
O povo, olhando para o menino, disse que ele morreu.
Mas, quando Jesus tocou nele, ele se levantou.
Não é a opinião de tios, cunhadas, professoras, ou outros filhos que determina o estado de seu filho. É Jesus.
E se você ainda não desistiu, Jesus nem tampouco desistiu.
Não importa a idade de seu filho ou o como ele se afastou do Senhor, continue a orar por ele.
E quanto mais longe ele estiver, mais você deve orar.
vv. 28-29
Depois de Jesus ter entrado em casa, seus discípulos lhe perguntaram em particular: “Por que não conseguimos expulsá-lo?” Ele respondeu: “Essa espécie só sai pela oração (e pelo jejum)”.
A maior força para abençoar nosso filhos? Oração.
A chave para vê-los livres do inimigo? Oração.
O caminho para a salvação deles? Oração.
Não sou eu que digo.
É Jesus.
Agora só fica aquela pergunta, você acredita?
Você é um incrédulo, ou um pai, uma mãe de fé?
Então como vai ficar seu tempo em oração pelo seu filho daqui para frente?