Pokémon GO – 6 Motivos que os pais devem repensar esse jogo para seus filhos

Objetivo do jogo é capturar o máximo de criaturas, independente de onde elas estejam. Uma mistura de mundo real com virtual, cheia de riscos para a vida dos seus filhos.
Darrell e Márcia

Febre no mundo todo, não apenas entre as crianças e os jovens, mas também no público adulto, o jogo do momento, pode sim ser prejudicial para sua família.

Assaltos, furtos, sequestros, além de atropelamentos e diversos acidentes, são situações mais claras que muita gente já tem visto no noticiário.

Mas o que não conseguimos ver mais claramente, nem é tão noticiado, é o que realmente deve preocupar aos pais.

Muitos pais já estão desesperados porque os filhos já acordam querendo caçar Pokémon, e caso você não seja desse planeta, ou passou os últimos 15 dias em algum mosteiro isolado, e ainda não ouviu falar dessa febre, pare em um shopping ou em uma praça pública, onde normalmente estão os ginásios virtuais, e encontre várias pessoas com o celular para um lado e para o outro tentando capturar os seus Pokémons, e você vai entender um pouco dessa nova mania que contagia o mundo.

O jogo utiliza a realidade aumentada, aliada ao sistema de GPS, o que faz com que os jogadores se desloquem fisicamente para conseguir capturar os monstrinhos e com isso subir de nível no jogo.

A questão é que eles podem aparecer a qualquer momento, e em qualquer lugar.

Para que você tenha ideia, em Hiroshima, no Japão, o governo solicitou que a Niantic, empresa parceira da Nitendo e da Pokémon Company, retirasse os "PokeStops" e Ginásios do Parque da Paz, local onde se presta homenagem às vítimas da bomba atômica, pois as Paradas e Ginásios ali estavam atraindo muitos jogadores, e obviamente, era inadequado isso para aquele lugar.

E esse é um dos detalhes, que ao mesmo tempo são um diferencial do jogo com sua realidade aumentada, e um incômodo - as criaturas podem aparecem em qualquer lugar.

Pode ser em uma avenida muito movimentada, uma usina nuclear, em um barranco perto de um precipício, no cemitério, ou mesmo perto da janela do seu apartamento no décimo andar, levando a riscos incalculáveis.

E se falando em riscos, separamos aqui 6 que podem ser motivos para você repensar esse joguinho para seus filhos.

1. O risco da exposição

Para crescer no jogo ele precisa cada vez mais subir de nível, e cada vez mais ele precisa estar conectado. Quanto mais ele está conectado mais ele está exposto, já que os dados dos usuários são compartilhados e qualquer jogador pode localizar outro jogado próximo.

2. O risco das pessoas com quem eles vão jogar

O jogo permite batalhas em Ginásios com outros jogadores, e muitos ladrões têm usado armadilhas para atrair jogadores, achando que irão batalhar, mas para roubar smartphones.

3. O risco físico

Crianças estão sendo atraídas para locais que não são seguros para elas, e é normal esquecer de olhar para onde está indo com esse jogo. A criança fica tão vidrada no aplicativo que esquece onde está pisando e para onde está indo, e pode cair em buracos, ou correr risco no trânsito, saindo da escola.

4. O risco financeiro

O app é gratuito, mas dentro dele existem incentivos a compras que podem custar até U$99.99 ou 14.500 PokeCoins, que é a moeda usada no jogo.

5. O risco das informações pessoais

O Pokémon Go vai pedir acesso aos dados pessoais, e ao aceitar você dará permissão para eles terem acesso, inclusive às imagens feitas em sua casa.

6. O risco do excesso

Como todo jogo, existe o risco do vício, e no caso do Pokémon Go esse risco é ainda maior, pois ele pressupõe que você acumule não só os Pokémons, mas que você ande quilômetros para poder subir de nível e poder participar das melhores batalhas, o que faz com que seu filho precise ficar conectado cada vez mais.

Claro que de um outro lado temos visto exemplos de crianças em hospitais que começaram a se movimentar por conta do jogo, como já aconteceu em Michigan, nos EUA, e isso tem ajudado no tratamento delas ou mesmo o depoimento de um jovem autista no Reino Unido, que superou o medo de sair de casa graças ao jogo, que estimula esse tipo de atividade.

No final de contas, vai pesar o bom senso, sentar, conversar e avaliar o que faz bem ou não para cada família. O que não podemos é deixar que nada nos domine, nem aprisione nossos filhos.

Se você acha que é apenas um jogo como qualquer um, imponha limites de horários e em que locais que deve se jogar.

Mas, lembre-se, não deixe que esse jogo crie isolamento e distanciamento do seu filho da sua família. Se isso está roubando aquele tempo precioso que vocês deveriam ter juntos, e ele está por aí caçando esses monstrinhos, talvez seja a hora de você mudar o foco e começar a caçar os seus filhos.

Com dedicação, foco, tempo de qualidade e muito amor, você vai descobrir aventuras maravilhosas na relação de vocês, para que vocês, em família, sejam felizes para sempre

Como definir limites com o seu adolescente

Definir limites e estabelecer regras para o filho adolescente é um ato de amor que será muito importante para a sua realização na vida adulta.
Suely Buriasco

É importante pensar sobre a relação da adolescência com os limites, afinal essa fase compreendida entre a infância e a vida adulta é conhecida pelo destaque da desobediência às regras. Assim, observar alguns elementos pode ajudar os pais na difícil tarefa de definir e impor limites ao adolescente:

Não se desespere

É importante que os pais reconheçam que até certo ponto é normal no adolescente ser arredio e buscar infringir regras. Faz parte da descoberta do mundo testarem os limites e questionarem situações, até para saberem na prática como as coisas funcionam. A noção desses pontos divisórios demonstrando até onde se pode ir será fundamental na vida adulta. É importante conhecer reações normais dessa fase para não se estressar e evitar conflitos desnecessários.

Atribua regras claras

Sabendo que os adolescentes tendem a ser arredios às regras, o próximo passo é estabelecer e manter normas claras que não deixem qualquer dúvida em sua execução. Tenha a certeza que a sua persistência será testada continuamente e se você ceder perderá o controle. O adolescente precisa entender que quando os pais dizem não é não mesmo; por mais que ele reclame precisa sofrer as consequências sempre que desobedecer. Não se preocupe; a disciplina provoca sensação de segurança no adolescente; educar é um ato de amor. Segundo o psiquiatra Içami Tiba: “Quem ama, educa”.

Ênfase no diálogo

Não espere facilidades na relação com um adolescente, mas também não há por que complicar ainda mais. O melhor mesmo é não se exasperar e agir sempre com equilíbrio; diante de atitudes que irritam muito você, não revide e, de preferência, nem responda. O momento propício para o diálogo é quando a calma impera, então promova uma conversa amorosa com seu filho. Fale com clareza e ouça com compreensão; mantenha a atenção para não se envolver nas distorções que ele possa tentar fazer com suas palavras; seja atencioso e assertivo. Deixe claro que mesmo que ele não entenda assim, você está buscando fazer o melhor que pode porque o ama e quer que ele fique bem.

Peça desculpas

Pais não são infalíveis e filhos adolescentes sabem muito bem disso, assim se você considerar que errou em alguma medida, atitude ou palavra, reconheça e peça desculpas. Ao contrário do que muitos pais pensam, reconhecer um erro é um ato de coragem que provoca a admiração dos filhos e acrescenta autoridade na relação. Pedir desculpas, sendo uma atitude ética, é ainda um ótimo exemplo para o filho.

Elogie

Busque que seu filho compreenda que se ele tem deveres, tem também direitos; deixe isso muito claro e, preferencialmente, nomeie essas prerrogativas. Enalteça as boas qualidades de seu filho; comumente adolescentes passam por uma fase de baixa autoestima, ajude-o a elevar os conceitos que tem de si mesmo. E não se esqueça de elogiar sempre que ele aceitar e compreender os limites e regras estabelecidos

Como ajudar um adolescente com depressão

  • A adolescência é uma das fases mais conturbadas da vida, já que é um período de transição social, biológica e psicológica muito acelerado. Por conta de tantas transformações, é comum a incidência de depressão na adolescência, uma fase de muitas mudanças e cobranças. Quem nunca se deparou com um adolescente cheio de manias ou com personalidade difícil? É comum encontrar jovens com idades entre 12 e 19 anos que são anti-sociais, antipáticos ou explosivos. Tudo isso pode fazer parte dessa fase de transição e da busca pela identidade.
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  • A depressão na adolescência

    Algumas atitudes “chatas” são normais e fazem parte dessas transformações. Mas a depressão é muito mais severa e não pode jamais ser considerada normal, embora seja cada vez mais comum.
    Conforme explica a autora deste artigo, “no decorrer do desenvolvimento da adolescência, os jovens se deparam com grandes mudanças e pressões sociais, ocasionando o desenvolvimento de mudanças de humor e até de seu próprio comportamento, sendo que os mais sensíveis e sentimentais desenvolvem quadros com sintomas mais fracos e sintomas de descontentamento, confusão, solidão, incompreensão e atitudes de rebeldia. Nesta fase, pode-se diagnosticar a depressão, mesmo que o sintoma de tristeza não seja tão aparente”.
    Alguns dos sintomas mais comuns de depressão na adolescência, segundo a mesma autora, são:
    • O adolescente se envolve em situações perigosas e arriscadas.
    • Geralmente tem dificuldade em se relacionar e mostrar seus sentimentos.
    • Também pode demonstrar muita ansiedade.
    • Muitos adolescentes passam pela fase de rebeldia, e alguns sentem desejo de fazer uso de drogas, ficam violentos e até mesmo fogem de casa.
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  • A reação dos adultos

    É comum que os adultos não compreendam as confusões da adolescência, porque já se esqueceram dos sentimentos que eles próprios tiveram nessa fase. Por isso, tendem a repreender e cobrar atitudes adultas dos jovens. Embora a maioria dos adolescentes realmente tenha atitudes desagradáveis, é de extrema importância que os pais e todas as outras pessoas procurem respeitar as transições dos jovens, e principalmente, fiquem informados sobre os sintomas da depressão na adolescência, que muitas vezes não se mostra tão clara quanto em outras fases da vida. Muitos sintomas podem ser confundidos com desejo proposital de desobediência e rebeldia.
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  • Ajudando o adolescente com depressão

    O primeiro passo para a cura da depressão é buscar um diagnóstico completo para descobrir se o adolescente está mesmo com depressão, ou se suas atitudes são derivadas de outros problemas, culminando com comportamentos naturais da adolescência.
    Se diagnosticada a doença, é necessária muita compreensão, especialmente dos pais, que devem evitar cobranças e severidade. Este artigo, que foi a principal fonte para a realização deste texto, explica que o tratamento da depressão, com profissionais da saúde, ou seja, médicos e psicólogos, deve ser feito de forma profunda e completa para que a doença não retorne, e muito menos se agrave. É importante que um tratamento de manutenção seja feito depois que o adolescente já se tornou adulto.
    Esta apresentação aponta que a depressão não tratada é um dos principais fatores que levam ao suicídio, especialmente na adolescência. Por isso, é essencial que os pais fiquem atentos e procurem dar atenção aos filhos, e façam atividades recreativas, além de manter muito diálogo com eles.
    Como quase todas as doenças, a depressão tem cura, mas é preciso que o doente e os acompanhantes tenham muita força de vontade e façam de forma correta e rigorosa os tratamentos indicados.
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  • Marcia Denardi

    Adolescência, uma fase de mudanças nos filhos e de grande desafio para os pais





    Que pai ou mãe não se chateia com as atitudes de seus filhos adolescentes? E que adolescente não se chateia com os seus pais, que parecem viver tão fora de época? Quem está certo nessa disputa, os pais ou os adolescentes?
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  • Entendendo a adolescência

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, a adolescência se situa entre os 10 e 20 anos de idade. É um período onde os jovens experimentam grandes mudanças internas e externas. Muda o corpo, muda a mente, muda o metabolismo. O site Mundo Estranho diz que "Os pais perdem a característica de benfeitores e viram educadores, fontes de ordens, tarefas e exigências... O adolescente também passa a enxergar as imperfeições dos pais... A ação dos hormônios se altera completamente... Tudo isso acarreta (nos adolescentes) novas emoções, percepções e reflexões".
    O site Portal Educação diz que "Na adolescência, a dinâmica familiar começa a mudar, pois os jovens começam a ter vontade própria e mais recursos pessoais para executá-la... O Adolescente passa a questionar as normas dentro de sua casa, tenta escolher seu próprio caminho, estabelece vínculos com pessoas que não são da família, e não aceita o que os pais julgam ser o melhor para eles".
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  • A idade da "Aborrescência"

    Os pais, que podem ter sido excelentes pais para os filhos durante a infância, começam a ter dificuldades para entender as atitudes dos filhos. Não é à toa que muitos deles se refiram à adolescência como a fase da "aborrescência". E pensando bem, é verdade mesmo que os pais e os adolescentes se aborreçam uns com os outros muitas vezes.
    Pais que não percebem os conflitos internos e externos pelos quais os filhos estão passando, talvez não consigam aceitar as atitudes dos filhos e os conflitos serão inevitáveis. Aí é que devem entrar a maturidade dos pais, o afeto, a paciência e a compreensão deles, para que possam estar sempre disponíveis para ajudar os filhos, sempre que forem solicitados. Tentar impor as coisas aos adolescentes de forma exagerada pode causar o afastamento deles, e em vez de ajudá-los, os pais podem afastá-los para longe. O Portal da Educação explica: "Isso não significa que o pai tenha que ficar imóvel quando o filho (tomar) decisões que poderão colocar em risco sua própria integridade física, moral ou psicológica. A forma como o pai irá intervir nessa situação é que faz grande diferença".
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  • Tratar os filhos de forma igual é bom?

    Muitos pais, algumas vezes, se preocupam em ser "neutros", e tratar os filhos de forma igual. Isso pode ser um erro, porque cada filho é diferente do outro e tem necessidades diferentes. Por isso, cada filho deve ter uma educação "sob medida", embora os pais devam ter amor de forma igual por todos eles. O que funciona com um filho, pode não funcionar com outro. Isso não é incompetência dos pais, nem "problema" com os filhos, mas sim, a manifestação pura e simples da individualidade humana.
    Tratar os adolescentes como crianças também irá deixá-los muito irritados. Eles estão sendo impelidos pela natureza a se tornarem independentes: seus corpos estão em mudança constante, adaptando-os para a vida adulta. Os hormônios os alteram internamente, o rapaz está se tornando um homem e a menina, uma mulher. Os pais precisam de sabedoria para entender e ajudar os adolescentes nessa difícil transição. Precisam estar perto deles, mas não tão perto que eles se sintam superprotegidos ou asfixiados, enquanto buscam seu lugar na vida adulta.
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  • "Os pais criam os filhos para o mundo"

    Essa frase é conhecida, e assim deve ser mesmo! Pais e mães que tentam manter os filhos sob suas asas por tempo demais não estão tornando seus filhos preparados para enfrentar a realidade e correm o risco de torná-los dependentes e inseguros. Existe até uma síndrome, chamada de Síndrome do Ninho Vazio, que acomete as mães, principalmente, porque elas se sentem "abandonadas" pelos filhos que partem para criar suas próprias famílias. Tais mães têm dificuldades para aceitar a separação e sofrem muito com isso, precisando até, dependendo do caso, ter de buscar ajuda com terapia para enfrentar tal situação. O que é absolutamente normal na maioria das famílias, isto é, os filhos crescerem, se apaixonarem e se casarem, saindo da casa dos pais, o que pode ser traumático para alguns pais (principalmente para algumas mães).
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  • Depressão na adolescência

    Alguns adolescentes podem ter problemas além do normal enquanto se adaptam à vida adulta. Não é incomum o caso de adolescentes precisarem de ajuda, por isso os pais devem estar atentos em mudanças muito grandes no comportamento de seus filhos. A depressão é uma das coisas que podem causar muito sofrimento: "O adolescente se envolve em situações perigosas e arriscadas. Geralmente tem dificuldade em se relacionar e mostrar seus sentimentos. Também pode demonstrar muita ansiedade. Muitos adolescentes passam pela fase de rebeldia, e alguns sentem desejo de fazer uso de drogas, ficam violentos e até mesmo fogem de casa"
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  • Luiz Higino

    Cama compartilhada... é bom?



    Quando eu era criança, podia dormir na cama dos meus pais sempre que ficava doente. Adorava o aconchego, o carinho e todos os mimos. Gostava de saber que se eu acordasse no meio da noite, não precisaria ter que chamá-los, não precisaria sentir o medo da solidão do meu quarto. Era gostoso. Posso até dizer que chegava a ser terapêutico. Mas, será que é mesmo certo colocar um filho para dormir na cama ou no mesmo quarto que seus pais todas as noites?
    Na minha época não havia resposta para esta pergunta. Hoje, há discussões acadêmicas que mostram que o co-sleeping (dividir o quarto, um sofá ou poltrona de amamentação com o filho durante a noite, constantemente) e o bed sharing (dividir a cama com a criança) são movimentos que vêm ganhando adeptos nas últimas duas décadas entre famílias que não têm problemas de falta de espaço, mas que o fazem por outros motivos.
    Dentre elas, há as que acham que o co-sleeping facilita o processo de amamentação noturna e o cuidado com o bebê, já que ele está próximo e pode ser observado durante toda a noite. Outros pais e mães dividem o colchão com seus filhos na tentativa de suprir a falta do outro cônjuge, quando se trata de uma família desfeita. Há também os casos em que os pais se sentem culpados por trabalhar o dia todo e não terem tanto tempo quanto gostariam para seus filhos. Existem também as famílias que planejam a realização desse procedimento por acreditarem que seus filhos ficarão emocionalmente mais seguros com isso.
    Seja qual for o motivo, não há consenso entre os especialistas sobre se tais práticas seriam ou não benéficas; e isso se dá por falta de dados, já que se trata de algo relativamente novo enquanto movimento de massa.
    Um estudo da Universidade de Notre Dame, em Indiana (EUA), por exemplo, concluiu que o risco de morte súbita dos bebês poderia diminuir se estes dormirem mais próximos das mães, desde que na posição adequada e longe da fumaça do cigarro.
    Estes pesquisadores também afirmam que as crianças que têm costume de dormir com seus pais são menos medrosas e mais fáceis de lidar do que aquelas às quais isso nunca foi permitido. Contudo, eles fazem um alerta importante: co-sleepinge bed sharing só devem ser realizados se houver segurança para tal, ou seja, os pais jamais devem dormir com o filho sob influência de drogas ou álcool ou mesmo se são fumantes.
    Esse alerta é uníssono entre os estudiosos da área, mesmo que discordem dos benefícios trazidos pelas práticas, como é o caso de pesquisadores da Nova Zelândia, que publicaram um estudo cuja estatística demonstra que o ato de dormir com o bebê não diminui, mas sim aumenta a incidência de morte súbita, em especial - mas não somente - nos casos de mães fumantes, devido à inalação da fumaça.
    Assim, se sua decisão for dividir o mesmo cômodo ou cama com seu filho, consulte seu pediatra e tenha em mente que há riscos e benefícios. Além disso, se você é fumante, faz uso de drogas ou álcool, talvez seja melhor repensar sua decisão

    Fernanda Trida

    9 dicas que vão te ajudar a cozinhar com os filhos




    Especialistas deixam claro que filhos se alimentam melhor quando participam do preparo da refeição. É óbvio que para isso seus pais devem preparar alimentos saudáveis utilizando produtos frescos e da estação.
    O aprendizado das crianças é muito rápido e estar na cozinha junto aos pais será algo que além de prazeroso, fortalecerá o vínculo familiar. Com esta prática, todos só têm a ganhar.


    Algumas dicas para que a empreitada seja um sucesso:

    Cuidados com o local
    É importante que a criança esteja em um local que não ofereça riscos, longe do calor, facas e outros utensílios perigosos. Se ela precisar subir em algo para fazer suas tarefas, deve ser firme e resistente a fim de evitar qualquer tipo de acidente que poderá machucar e prejudicar o interesse.
     

    Proporcionar tarefas possíveis
    Para a criança começar a colocar a mão na massa é necessário passar tarefas simples, mas que sejam perfeitamente possíveis de serem realizadas. Vai depender do tamanho e maturidade da criança. Alguns exemplos são: separar os alimentos que serão utilizados, lavar os mesmos, medir ingredientes ou pegar utensílios. Sempre respeitando o potencial dela.
     
     
    Resolver juntos o cardápio
    Sim, eles vão querer batatas fritas todos os dias e nada de brócolis (com raras exceções). Por isso, preparar um cardápio balanceado, explicando a importância de conter todos os tipos de alimentos necessários ao organismo, falando sobre as cores e produtos da estação, fará com que eles comecem desde cedo a entender a importância de uma alimentação equilibrada e de balancear as opções. Ideias podem ser retiradas de livros de receitas e da internet. Eles vão adorar!
     
    Elogiar
    Tudo que as pessoas começam a fazer causa uma certa ansiedade. Elogiar o pequeno, mesmo que meio desajeitado, dizer que está ajudando muito, comentar o quanto é importante para os pais que ele esteja junto trabalhando para a refeição, será excelente para seu desenvolvimento e gosto por estas tarefas.
     
    Limpeza
    Ela também faz parte do preparo dos alimentos. Enquanto vai cozinhando ou ao final, incentivar a criança a ajudar na limpeza e desinfecção do ambiente é um ótimo aprendizado. Ela pode enxugar a louça, ou até lavar, dependendo da idade, descartar embalagens e cascas, trocar a sacola do lixo, enfim, há bastante opções.
     
    Família unida
    As tarefas ficam mais divertidas quando há muitas pessoas envolvidas. Se a família tiver muitos filhos, designar tarefas a cada um deles é interessante, e da próxima vez elas serão trocadas para que todos possam aprender todas as coisas. Se a criança não tem irmãos, aproveitar um dia com primos ou amigos e preparar uma refeição ou mesmo um bolo será muito divertido e educativo.
     
    Contação de histórias
    Isso mesmo, não é um tópico errado no artigo. A maioria dos preparos exige um tempo de espera, e o que fazer enquanto isso? Os pais podem contar sobre como surgiram os legumes, cereais, carnes, frutas, temperos, qual o nome da árvore ou país de origem, curiosidades e histórias familiares. Se não souberem, podem pesquisar juntos enquanto esperam.
     
    Levar os pequenos às compras
    Antes de sair de casa é importante explicar que ele irá ajudar a comprar o que realmente é necessário para o preparo das refeições de acordo com o cardápio que prepararam juntos. Assim, a ida ao supermercado deixa de ser um passeio onde ele pode ficar pedindo tudo o que tem vontade e se torna uma ótima lição de responsabilidade e aprendizado sobre diversos alimentos, especialmente aqueles que a criança não conhece por não ser hábito familiar. Pais podem se preparar para muitas perguntas e não precisam ter medo de responder que não conhecem aquele alimento, mas que eles podem pesquisar a respeito juntos quando chegarem em casa ou perguntar a respeito para um funcionário ali mesmo.
     
    Não deixar o filho sozinho na cozinha
    Muitas crianças acreditam que podem fazer o que seus pais fazem, e caso os responsáveis deixem o ambiente para atender ao telefone por exemplo, eles podem querer mexer o alimento na panela e correr riscos desnecessários. Se precisar sair, melhor levar o filho consigo ou permanecer o tempo todo ali com eles.
     
    Momentos inesquecíveis de aprendizado familiar serão proporcionados com estas experiências únicas entre pais e filhos.

    Michele Coronetti

    A importancia de uma mãe

    "Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele" (Provérbios 22:6). Concorda com esse provérbio? E na sua opinião, qual é a melhor educação?

    Você já ouviu a citação “a mão que balança o berço é a mão que governa o mundo” (William R. Wallace)? Essa se tornou uma frase de muito impacto e inspiração em minha vida, e por sorte a ouvi pela primeira vez antes de me tornar mãe.

    Segundo este artigo, desde os primeiros momentos de vida, a criança é influenciada, na maioria das vezes, pela mãe. A partir daí, a criança já começa a formar sua personalidade e seu comportamento, e o seu destino começa a ser traçado.

    O poder da influência feminina
    Tomando como base o fato de que a mão que balança o berço é a mesma que governa o mundo, é importante frisar que as mães têm um papel fundamental para o futuro de uma criança, e em maior extensão, de toda uma sociedade. Claro que os pais têm valor e tanto poder quanto responsabilidades equivalentes aos das mães na educação dos filhos. No entanto, a mulher, por natureza, traz consigo “para o mundo uma virtude específica, uma dádiva divina que as torna peritas em instilar qualidades como a fé, a coragem, a empatia e o refinamento nos relacionamentos e nas culturas” (D. Todd Christofferson).

    Acredite! Os filhos que têm como base os ensinamentos e o bom exemplo de uma mãe dedicada e virtuosa crescem com força, coragem, convicção, um bom direcionamento, aprendem a discernir o certo do errado, a ter confiança e a fazer boas escolhas.

    A educação e a atual realidade
    Existe uma preocupante polêmica relacionada a algumas condutas evidentes na sociedade recentemente. A que você atribui, por exemplo, a violência, o grande número de pessoas com depressão, o aumento do uso desenfreado de drogas por adolescentes, a banalização sexual e o comportamento imoral tanto de jovens quanto de adultos? Deixe-me citar algumas observações:
    Um diretor de escola, cuja identidade prefiro não revelar, relatou-me recentemente que muitos jovens estão procurando o conselho escolar para desabafar, porque os pais, e especialmente as mães, estão inacessíveis, seja por ausência, pela impaciência, pela falta de interesse. Antigamente, as crianças morriam de medo de entrar na sala da diretoria. Hoje, muitas delas, veem o(a) diretor(a) como conselheiro(a), já que não podem contar com aqueles que deveriam estar sempre de braços abertos para oferecer conselhos e ensinar.
    O número de mães que colocam a carreira acima da educação dos filhos têm crescido muito nos últimos anos, o que prejudica a interação mãe e filho e o afeto entre eles.
    A pressão da mídia, especialmente programas de televisão e o mau uso da internet, e também da própria sociedade tem feito com que os jovens tenham contato com a sexualidade cada vez mais cedo, o que tem aumentado a imoralidade, o número de jovens despreparadas se tornando mães e, o pior, o de abortos.
    A falta de limite e o desinteresse em ensinar por parte dos pais estão fazendo com que muitas crianças cresçam sem uma base, e por isso busquem fora do lar modelos de conduta para seguir, os quais, na maioria das vezes, podem devastar o futuro.
    O fim da inocência
    É lamentável saber que as crianças de hoje estão tendo contato tão cedo com a sexualidade, perdendo a pureza. Algumas pessoas não sabem, mas uma criança que tem problemas relacionados à sexualidade, na grande maioria dos casos, terá sequelas por toda a vida. Pode parecer exagero, mas o simples contato visual com a pornografia pode desencadear problemas sérios em adultos, imagine em uma criança.

    Muitos jovens crescem sem dar o devido valor para o recato, para a pureza sexual e para o real significado das relações entre homem e mulher dentro dos laços matrimônio porque, na infância, não foram ensinados sobre os limites dessas relações. O problema é que hoje virou moda a total liberação sexual, tanto por parte de homens quanto de mulheres, e cada vez mais cedo os jovens são pressionados a estarem por dentro das tendências. E dessa forma, cedem às pressões e perdem a inocência.

    D. Todd Christofferson, que serve como autoridade eclesiástica, disse: “As atitudes em relação à sexualidade humana ameaçam a autoridade moral das mulheres em várias frentes de batalha. O aborto por conveniência pessoal ou social ataca o cerne dos mais sagrados poderes da mulher e destrói sua autoridade moral. O mesmo se dá com a imoralidade sexual e com roupas reveladoras que não só degradam as mulheres como também reforçam a mentira de que a sexualidade de uma mulher é o que define seu valor”.

    A criação da vida é uma das mais sagradas responsabilidades das mulheres. Uma mãe que se preocupa em ensinar seus filhos sobre a importância da castidade antes do casamento e total fidelidade dentro dos laços do matrimônio pode estar por fora do estilo da maioria, mas certamente vai levá-los a ter uma vida familiar mais feliz e bênçãos eternas. Ainda citando Christofferson, “uma mãe pode exercer uma influência que nenhuma outra pessoa em nenhum relacionamento pode igualar. Pelo poder de seu exemplo e de seus ensinamentos, seus filhos aprendem a respeitar as mulheres e a incorporar disciplina e elevados padrões morais na própria vida. Suas filhas aprendem a cultivar a própria virtude e a defender o que é certo, vez após vez, mesmo que isso não seja popular. O amor e as elevadas expectativas de uma mãe levam os filhos a agir com responsabilidade e sem desculpas, a levar a sério a formação educacional e o desenvolvimento pessoal, e a fazer contribuições contínuas para o bem-estar de todos a seu redor".

    Uma mãe que segue os padrões de Deus
    Ao ensinar os filhos, as mães não devem pensar nos padrões do mundo, que são cada vez mais degradantes. Elas devem, sim, seguir os padrões de Deus, que são eternos, não se modificam, prevalecerão no fim e dão garantia de uma vida limpa, com virtude e feliz, mesmo que sejam contrários a todas as opiniões humanas.

    Como uma filha enxerga seu pai


    O pai é fundamental no processo de desenvolvimento emocional e social das filhas. O pai é seu exemplo masculino. Um bom pai, mostrará ? menina que tipo de homem ela deve buscar no futuro para se relacionar.

    • Os pais são os primeiros amores na vida das crianças. E não há nada de mal nisso; aliás, é fundamental a existência desse vínculo, pois é a partir dele que as crianças irão formar o modelo de amor que desejam receber no futuro.
    • A relação da menina com seu pai

      O pai é aquele que vem separar a filha da mãe, permitindo que ela se relacione com "o outro", o diferente. De suma importância para seu amadurecimento emocional. Segundo Freud, esse processo é fundamental também para a orientação sexual da menina na vida adulta. Pois ao ver que a mãe tem um relacionamento com o pai, a menina tende a imitá-la e se apegar ao pai, rivalizando com a mãe pelo amor dele. É muito comum a menina pequena dizer que é "a namorada do papai". Ao perceber que o pai "pertence" à mãe, a menina se identifica com ela e quer ser igual a ela para conquistar o amor do pai. Que mais tarde se manifestará na procura de homens com características semelhantes às dele. Claro, que isso tudo ocorre num nível inconsciente, a criança não sabe que esse processo acontece e nem tem a intenção de que seja assim.
    • O que a menina deseja de seu pai?

      A menina deseja sentir-se amada e valorizada. Ela quer que o pai note sua beleza, o cabelo arrumado, a roupa nova e seus sucessos na vida. Ela quer elogios e mimos.
      É muito importante que o pai responda a essa necessidade da filha e demonstre que a vê e a aprecia. Dizer a ela que está bonita com o novo penteado, ou com o vestido ou felicitá-la por seu bom desempenho a faz sentir que o pai se importa com ela e a ama.
      Toda menina quer ser a princesinha do papai, e não está disposta a aceitar qualquer tratamento inferior a esse. Críticas, embora se façam por vezes necessárias, não são bem-vindas. Caso o pai necessite fazê-lo, faça com bondade ou delegue à outra pessoa como a mãe, por exemplo. É muito constrangedor para a menina ouvir de seu pai que seu cabelo está feio ou que ela não está cheirando bem.
    • Como a menina vê o pai?

      O pai é sua primeira referência do mundo masculino e modelo de como um homem deve ser e como deve tratá-la. Se o pai é bondoso, a trata bem e é um exemplo de virtudes, é provavelmente este tipo de homem que a menina procurará quando adulta para relacionar-se. O inverso também é verdade. Se o pai for agressivo, autoritário, desonesto, é o que a filha guardará como "modelo" masculino. Segundo Regina Rahmi, psicanalista, a verdade é "Tal pai, tal namorado, marido...".
      As meninas admiram seu pai, querem agradá-lo, conquistá-lo e receber seu amor. O pai é forte e protetor. Ele é o provedor e pode realizar seus desejos de consumo.
      É dever de o pai ajudar a filha a amadurecer e criar uma identidade própria. A filha deve saber que não precisa se adaptar, imitar alguém ou agradar a um homem para dele receber amor. Para isso o pai deve mostrar amor incondicional por sua filha. Frases como: "Eu não gosto mais de você, porque você falou palavrão" . "Eu não gosto mais de você, porque você não foi aprovada na escola.", dizem à menina que ela deve ser boazinha e fazer o que o pai deseja para ser amada, fazendo-a desenvolver baixa autoestima e insegurança. Ela passa a acreditar que se não é amada é porque é má.
    • O pai autoritário x pai permissivo

      Segundo a psicóloga Lila Rosana, "Ser autoritário pode passar a mensagem para a sua filha que ela tem que se submeter aos homens. Avalie se você precisa ser autoritário sempre, pois deixar algumas decisões nas mãos da filha poderá ajudá-la a amadurecer e a assumir as consequências pelas decisões equivocadas."
      Em contrapartida, fazer tudo o que ela quer, o torna o queridinho dela, mas pode torná-la manipuladora. O pai deve também dar limites.
      Lila Rosana conclui que, "Tratar a sua filha com respeito, confiança e amor, fará dela uma mulher segura e hábil para se relacionar não apenas com os homens, mas com todos ao seu redor."

    Como os meninos enxergam suas mães


    O que a mãe representa para seu filho? Ela é o centro de seu universo, tudo gravita em torno dela. Ela é o seu apoio e aconchego e ele a ama mais que tudo.

    • A figura da mãe, importante em todas as linhas de pensamento psicanalítico é, sem dúvida, a figura crucial do processo de humanização [do filho]. Para Lacan, ela é o “outro primordial”. E é indiscutível que a criança cria o mundo a partir de sua relação com a mãe, sendo fruto de projeções e identificações. (Glaucy Abdon)
      Os meninos têm uma relação calorosa com a mãe. Os filhos homens são carinhosos e querem estar perto dela e protegê-la. É um comportamento natural. Para eles, somos as mulheres mais lindas, mais perfeitas e mais corretas do mundo! Os nossos defeitos são praticamente invisíveis. Nos protegerão com todas as forças, sempre que precisarmos! Acreditam em tudo que dizemos.
      Embora algumas pesquisas apontem para uma menor interação física dos pais com os meninos do que com meninas, isso não muda a realidade das meninas não serem as únicas que precisam ser abraçadas e acariciadas! Os abraços da mãe e do pai ajudarão o menino a se sentir seguro e protegido.
    • O relacionamento entre uma mãe e seu filho

      O pai representa o lado aventureiro, brincalhão, viril, com a possibilidade de brincadeiras mais arriscadas e de maior impacto físico. A figura paterna representa o afastamento do mundo materno, do conforto e segurança que o seio materno proporciona, dando ao menino equilíbrio e autonomia para crescer e amadurecer.
      Ao passo que a mãe representa para o filho, o bem, a previdência, a lei, em uma palavra, a Divindade em uma forma acessível à infância. (Henry Fredéric Amiel)
      O equilíbrio na relação mãe e filho é fundamental para o crescimento e desenvolvimento normal da personalidade da criança. O menino precisa sentir que é aceito e amado incondicionalmente, que pode se aproximar e buscar proteção a qualquer momento e será bem acolhido. Negar esse acolhimento é afastar irremediavelmente o filho de si. A mágoa adquirida na infância molda o caráter; os maus-tratos físicos e/ou psicológicos vindos da pessoa que o menino mais ama e confia, frustra, castra e o faz sentir que o mundo é hostil e ele deve responder à altura, com violência e autodefesa.
      O que os filhos esperam de suas mães?
    • 1. Amor

      Diga a seu filho o quanto você o ama, deixe isso bem claro e demonstre por seus gestos de aceitação e acolhimento incondicional. Assim ele refletirá esse amor a você e aos outros.
    • 2. Ensino

      Ele quer e precisa ser ensinado. Ensine-o a fazer o bem, a diferença entre o certo e o errado, a ser autossuficiente, independente e capaz de realizar.
    • 3. Experimentar

      Não ensine tudo, não mostre todos os caminhos. Instrua-o, dê-lhe bons exemplos e deixe-o experimentar por si e aprender à sua maneira.
    • 4. Correção amorosa

      Dê a ele espaço para errar, corrija seus erros com firmeza, mas com bondade. Ele está aprendendo, é tempo de errar. A correção irritante ou humilhante produz efeito contrário.
    • 5. Limites

      Se seu filho não tiver limites, ele não terá disciplina. Sentir-se-á sem confiança. Consequentemente terá dificuldades de realização e cumprimento de tarefas. Por outro lado, se seu filho sentir que você não pode controlar seu comportamento inadequado, ele pode sentir ser mais forte que você e tentará manipulá-la.
    • 6. Realidade

      Seja direta e realista com seu filho. Não crie ilusões para que sejam destruídas mais tarde. Seja honesta, não tente ser infalível, não tente fazer tudo por ele. Seja você mesma e dê a ele o mesmo espaço de ser quem ele é. Não lhe dê tudo o que ele deseja. Não cubra seus erros. Deixe-o aprender que existem consequências.
    • 7. Contato físico

      Abrace e beije seu filho, olhe em seus olhos, sorria para ele, brinque com ele. Deixe-o procurar sua mão quando precisar de apoio, deixe-o encontrar seus olhos de aprovação quando se sentir inseguro. Deixe que encontre seus braços quando estiver feliz ou precisar chorar.
      E toda mulher que se torna mãe, seja de seus próprios filhos ou filhos gerados por outra, descobre que o filho que depende do seu amor e da segurança que ela transmite, é o melhor presente que Deus lhe deu.

    Ser mãe é...


    Ser mãe é um dom divino concedido às mulheres que se dispõem a exercerem tal chamado com responsabilidade, sacrifício e muito amor.
    Ser mãe é um dom divino e o ato mais sagrado concedido às mulheres através do Pai Celestial. Graças a esse privilégio, nós mães, quando seguramos nossos filhos pela primeira vez nos braços descobrimos o quanto somos valiosas para Deus, por nos presentear com a honra de cuidar nesta vida terrena de Seus mais preciosos tesouros que chamamos de filhos.
    "Ser mãe é assumir de Deus o dom da criação, da doação e do amor incondicional. Ser mãe é encarar a divindade na Terra." (Barbosa Filho)

    Assumir um filho exige a responsabilidade de amar, cuidar e proteger. Não é tarefa para qualquer pessoa, por isso que presenciamos tantos abortos intencionais, atos de violência e abandono com seres tão frágeis que são incapazes de se defenderem. O amor não pode ser comprado e nem vendido, e há um número grande de mulheres que jogam fora o melhor de sua existência: a capacidade de serem mães. Percebe-se, que elas são ausentes de amor, por isso é dito que: "Você só dá aquilo que você traz dentro de si."
    Uma mulher pode dar à luz a uma criança, todavia, ela precisa ser um ser humano cheio de amor e coragem para assumir seu papel de mãe na vida do recém-nascido.

    Ser mãe é uma escolha, por mais que tenhamos que trabalhar fora para prover o sustento de nossas famílias, por mais que tenhamos nossas próprias necessidades, jamais podemos descuidar de nossa maior responsabilidade que são nossos filhos. Todas nós teremos que prestar contas com Deus sobre como dedicamos nossas vidas a nossa família. Não haverá desculpas, caso tenhamos negligenciado com nosso dever.
    Quando uma criança abre os olhos pela primeira vez a primeira pessoa que ela avista em muitos casos é a mãe. Naquele instante, ela passa a ver a pessoa que mais se importa com ela, que irá ajudá-la a desenvolver seus passos ao longo de sua vida, também irá direcioná-la na sua maneira de se expressar diante do mundo e na formação de seu caráter.
    Não podemos ser as mães perfeitas como muitos e até mesmo nós idealizamos, sempre há falhas. Não é possível acertar em tudo dentro de nossos lares e cada membro de nossas famílias possuem suas individualidades. Entretanto, podemos nos tornar mães equilibradas e comprometidas, honrando nosso dever de cuidar, apoiar, confortar, educar, amparar e amar nossa família.

    O relacionamento entre mãe e filho durante a infância se torna o suporte de bons ou maus costumes para a vida adulta, estabelecendo na personalidade da criança a capacidade de se relacionar de uma forma positiva ou negativa diante da sociedade.
    A boa mãe se dedica, está sempre atenta no desenvolvimento de caráter de cada filho, e ainda consegue manter a harmonia dentro de sua casa. Uma verdadeira mãe se sacrifica pelos seus, ela cuida das necessidades de cada um, sem esquecer as dela também. Ela ama incondicionalmente. Somente ela é capaz de lidar com alegrias e tristezas que vão surgindo ao longo do caminho. Seu foco é manter sua família unida e feliz.
    As mães são capazes de abrir mão de qualquer sonho para não perder o foco na família, porque elas sabem que sua missão eterna é ser mãe, e não importa o que o mundo lhe ofereça de agradável, seus entes queridos são tudo o que ela precisa para se sentir completa.
    Ser mãe é nunca desistir de nenhum membro da família, é se manter firme e forte como uma rocha nos dias de dificuldades, exercendo bondade, gentileza e apoio em todos os aspectos dentro do lar.
    Que cada mãe possa se alegrar com a bênção de cuidar dos seus e fazê-lo com amor e responsabilidade, pois somente o amor dado e ensinado a eles na infância poderá guiá-los na vida adulta